Visagismo com IA: startup de Florianópolis lança análise facial para barbeariasPor Janderson Luiz
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Uma startup de Florianópolis, a PandaMi, oferece análise de visagismo com inteligência artificial para salões e barbearias de Santa Catarina. A partir de uma foto frontal do cliente, o sistema sugere corte, barba e cor, segundo a própria empresa. Ela afirma ter feito mais de 70 mil análises faciais gratuitas em 2026.
O visagismo é uma técnica que relaciona o formato do rosto, os traços e o estilo pessoal para orientar escolhas de corte, barba e coloração. O termo vem do francês visage, que significa rosto. Na prática, o profissional identifica o formato do rosto (oval, redondo, quadrado ou triangular) e observa a largura da testa, a proeminência da mandíbula e a proporção do queixo, além da textura e da densidade do cabelo.
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PandaMi diz que IA mapeia 68 pontos do rosto em uma foto
Segundo a empresa, o sistema marca 68 pontos faciais para calcular o formato e as proporções do rosto, tarefa que, feita à mão, exige experiência e tempo. Além da medição, a PandaMi afirma que o programa lê os traços, considera o fio (textura, densidade e caimento) e aplica um questionário sobre temperamento, rotina e fase de vida. A análise inicial é gratuita.
Relatório pago mostra o corte aplicado à foto do cliente
No relatório completo, que é pago, o resultado aparece sobre a foto do próprio cliente. O profissional recebe a descrição técnica do corte sugerido, com:
- onde criar volume e onde reduzir peso;
- o ângulo das camadas;
- a linha de contorno.
Mercado de visagismo em SC ganha força com empresas de imagem masculina
Em abril de 2026, a empresa Côrte Visagismo projetou faturar R$ 20 milhões no ano, o dobro do registrado em 2025. O sócio fundador, Caio Quirino, falou sobre o crescimento da companhia, que tem unidades em Balneário Camboriú, em Florianópolis e em São Paulo.
IA apoia a análise, mas o corte segue com o profissional
Segundo a PandaMi, a ferramenta acelera o diagnóstico, mas não substitui a conversa sobre estilo e rotina, e não executa o corte. A psicóloga e cofundadora Hanara Christensen afirmou que a pessoa costuma temer não se reconhecer no resultado, e que ver a simulação na própria foto antes de cortar reduz essa ansiedade.















