Petróleo na costa do Amapá: petroleiras dos EUA avançam em 14 blocos após confirmação de óleo pela PetrobrasPor Beatriz
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Pesquisas sísmicas exploratórias em alto-mar foram iniciadas na costa do Amapá pelas multinacionais norte-americanas ExxonMobil e Chevron. O avanço operacional das empresas privadas estrangeiras na Margem Equatorial ocorreu após a Petrobras confirmar a descoberta de um terceiro reservatório de petróleo no poço Morpho. As atividades preliminares de mapeamento geofísico buscam dimensionar o potencial de hidrocarbonetos na Bacia da Foz do Amazonas, região que atrai atenção internacional após sucessivos achados geológicos.
O terceiro intervalo portador de óleo foi identificado no poço exploratório 1-BRSA-1405-APS, localizado no bloco FZA-M-59, a cerca de 175 quilômetros da costa amapaense. A perfuração atingiu lâmina d’água de 2.886 metros de profundidade antes de ter a etapa de coleta de dados concluída no fim de outubro de 2026. A Petrobras já havia registrado ocorrências anteriores no mesmo poço nos meses de agosto e outubro, reforçando as estimativas da estatal para recompor as reservas energéticas do Brasil.
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Quais etapas técnicas ExxonMobil e Chevron executam na Foz do Amazonas?
ExxonMobil e Chevron contrataram embarcações especializadas das companhias de serviços SLB e Shearwater para executar levantamentos geofísicos tridimensionais no subsolo marinho. O método funciona como uma espécie de diagnóstico por imagem de alta precisão que emite ondas sonoras contra as camadas rochosas para identificar estruturas propícias ao aprisionamento de óleo. A ExxonMobil administra cinco concessões marítimas no setor, enquanto a Chevron detém direitos de exploração sobre nove blocos concedidos pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Os levantamentos representam a fase inicial do ciclo exploratório e antecedem qualquer perfuração direta por parte das companhias internacionais. As informações processadas em computador permitirão aos geólogos apontar com exatidão os pontos com maior probabilidade de acumulação comercial de petróleo. O interesse na faixa limítrofe brasileira reflete o sucesso exploratório registrado na costa da Guiana, país vizinho que transformou sua economia com reservas descobertas em formações sedimentares semelhantes às da Margem Equatorial.

Deslocamento de sonda marca encerramento no poço Morpho
A Petrobras concluiu a perfuração do poço Morpho e iniciou o encerramento temporário das operações subaquáticas na locação. A sonda marítima utilizada nos trabalhos será deslocada para a Bacia Potiguar, no litoral do Rio Grande do Norte, onde iniciará a perfuração do poço batizado de Mãe de Ouro. O cronograma aprovado da estatal prevê o retorno futuro à Bacia da Foz do Amazonas para a abertura de mais três poços delimitadores até 2029, projetados para mensurar o volume total das reservas descobertas.
- Poço exploratório: 1-BRSA-1405-APS (Morpho), operado com 100% de participação da Petrobras no bloco FZA-M-59.
- Localização geográfica: águas ultraprofundas na Bacia da Foz do Amazonas, a cerca de 175 quilômetros do litoral do Amapá.
- Profundidade operacional: lâmina d’água de 2.886 metros com profundidade total superior a 7 mil metros.
- Concessões privadas: 5 blocos sob concessão da ExxonMobil e 9 blocos operados pela Chevron na mesma província sedimentar.
- Prestadoras de serviços: contratos sísmicos firmados com as empresas SLB e Shearwater.
- Próxima parada da sonda: deslocamento para a perfuração na locação Mãe de Ouro, na Bacia Potiguar (RN).
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis aprovou a delimitação de 501 novos blocos na Margem Equatorial brasileira, cuja oferta futura em leilões depende de diretrizes ambientais e de estudos governamentais. Os achados no poço Morpho ainda não possuem estimativas oficiais de volume comercialmente recuperável nem cálculo final de vazão econômica. Em terra firme, a movimentação de técnicos e embarcações das operadoras mobiliza a estrutura de suporte logístico montada no município de Oiapoque e no Aeroporto de Macapá.















