Lula ganhou 2 milhões de votos no 2º turno em locais com mais Bolsa FamíliaPor Jeronimo Santos
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Nas cidades mais dependentes do Bolsa Família, a fatia de votos de Lula caiu de 71,5% para 68,7% no primeiro turno, em 4 de outubro de 2026, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) chegou a 27,3%. Em 2022, Jair Bolsonaro tinha somado 23,5% nesse grupo de municípios. O resultado veio depois de o governo elevar em 15,04% os valores do programa, anúncio feito em 17 de setembro de 2026.
Os números cruzam o resultado das urnas com a parcela da população de cada município que recebe o benefício. Lula continuou na frente na maioria das cidades desse grupo, mas perdeu votos em relação às eleições anteriores.
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Reajuste de 15,04% elevou o piso do Bolsa Família para R$ 691
O decreto nº 13.120/2026, assinado por Lula, fixou a recomposição de 15,04% nos valores do programa. Segundo o governo, o índice corresponde à inflação acumulada pelo INPC até agosto. A projeção oficial é que o valor médio por família suba de R$ 675 para R$ 777, com custo de R$ 5,8 bilhões em 2026 e alcance de cerca de 19 milhões de famílias.
- Piso por família: de R$ 600 para R$ 691
- Valor médio estimado: de R$ 675 para R$ 777
- Custo estimado em 2026: R$ 5,8 bilhões
- Anúncio: 17 de setembro de 2026
- Início dos pagamentos: 19 de outubro de 2026, pela ordem do último número do NIS
Flávio avançou nas cidades dependentes no primeiro turno
No primeiro turno, em 4 de outubro de 2026, Flávio Bolsonaro teve 47,03% dos votos válidos no país, contra 45,16% de Lula, segundo o painel do TSE. Nos municípios em que metade ou mais da população recebe o Bolsa Família, a fatia de Lula recuou de 71,5% para 68,7%, enquanto a do candidato do PL subiu para 27,3%. Esse grupo concentra 14,4% dos votos válidos do país, peso suficiente para mudar a leitura da disputa nas cidades mais vulneráveis.
No segundo turno, Lula segurou 73,3% nas cidades mais dependentes
Em 25 de outubro, Lula foi eleito no segundo turno com 51,79% dos votos válidos, ou 64.256.232 votos, contra 48,21% de Flávio. Nos municípios em que metade ou mais da população recebe o benefício, Lula teve 73,3% e Flávio, 26,7%. Em 2022, Lula somou 73,8% nesse grupo, e, em 2018, Haddad teve 78,2%. Já nas cidades em que até 25% da população recebe o benefício, Flávio ficou com 55,8%, e Lula, com 44,2%, avanço petista de 7,2 pontos percentuais desde o primeiro turno.
Oposição criticou o reajuste e Renan Santos foi à Justiça Eleitoral
Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio, classificou o reajuste como sinal de desespero do governo. Caiado (PSD) e Zema (Novo) também criticaram o momento escolhido. Renan Santos (Missão) afirmou que acionaria a Justiça Eleitoral.
Antes da votação, Flávio afirmou que manteria o reajuste de 15,04% caso fosse eleito, e a campanha dele decidiu não questioná-lo na Justiça. Em 2022, Jair Bolsonaro também elevou o benefício durante a campanha, então como Auxílio Brasil, de R$ 400 para R$ 600.
O reajuste está em vigor desde a folha de outubro.















