Disputa no Senado: PL deve lançar Marinho, União-PP apoia Alcolumbre e Tereza mantém candidaturaPor Jeronimo Santos
3 min de leitura
![]() |
A senadora Tereza Cristina (PP-MS) mantém a candidatura à presidência do Senado, mesmo com a articulação para unificar a oposição em torno de um só nome. A eleição será em 1º de fevereiro de 2027, por voto secreto dos 81 senadores, e para vencer é preciso ao menos 41 votos.
Ela é vista como uma terceira via na disputa, que tem como principais adversários o senador Rogério Marinho (PL-RN), representante da oposição, e o atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), que busca a reeleição.
Siga o Mix Vale no Google e veja nossas notícias primeiro
Quem disputa a presidência do Senado em fevereiro de 2027?
Tereza Cristina é ex-ministra da Agricultura no governo Jair Bolsonaro e tem mandato até 2031. Segundo o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, ela informou que é candidata e que esse é o objetivo dela. Em julho, ela recusou o convite para ser vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e disse que o projeto dela é disputar o comando do Senado. A senadora já afirmou que quer ser a primeira mulher a presidir a Casa.
Federação União Progressista declara apoio à reeleição de Alcolumbre
No dia 27 de outubro de 2026, a federação formada por União Brasil e PP declarou apoio à recondução de Davi Alcolumbre à presidência do Senado e do Congresso Nacional. Em nota, os presidentes das duas legendas, Antonio Rueda e Ciro Nogueira, justificaram a decisão com a estabilidade institucional. A posição contraria a aliança nacional da federação com Flávio Bolsonaro, que os partidos apoiaram na eleição presidencial.
No mesmo dia, o senador eleito Guilherme Derrite (PP-SP) afirmou que não votará em Alcolumbre, contrariando a orientação da federação. Ele disse que pretende votar em um nome da direita e criticou a demora de Alcolumbre no pedido de impeachment de ministros do STF.
- Bancadas em 2027: PL com 29 senadores, a maior do Senado; União Brasil e PP com 12, seis de cada partido.
- Votos para vencer: 41 dos 81 senadores.
- Mandato atual de Alcolumbre: termina em 1º de fevereiro de 2027. Ele foi eleito em 2025 com 73 votos.
- Votação: secreta, o que torna as declarações de apoio menos conclusivas.
PL deve decidir candidatura de Marinho na quarta-feira (4)
A direção nacional do PL marcou reunião para a quarta-feira (4) para definir se Rogério Marinho disputa a presidência do Senado. Valdemar Costa Neto disse que o partido quer eleger Marinho e descartou apoiar a recondução de Alcolumbre. Em 2023, Marinho perdeu a disputa para Rodrigo Pacheco por 49 votos a 32.
A decisão da federação pela reeleição de Alcolumbre contraria a posição do PL, que tem a maior bancada e pretende usar esse peso nas negociações pela Mesa Diretora. Tereza mantém articulações nos bastidores e negocia o apoio de outros senadores, mas as conversas com Marinho seguem sem acordo. O PT também deve apoiar Alcolumbre, e Lula afirmou que o partido apoiará a recondução dele.
A votação será em 1º de fevereiro de 2027, quando os senadores eleitos em outubro tomam posse.















