Doença de Newcastle volta a ameaçar avicultura brasileira após confirmação de quatro focos no SulPor Beatriz
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Quatro focos da doença de Newcastle confirmados em granjas comerciais de perus no Oeste de Santa Catarina levaram 37 países a restringir as importações de carne de aves do Brasil em 5 de novembro de 2026. A confirmação técnica partiu do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que identificou os diagnósticos positivos em criatórios industriais no período de 18 de outubro a 3 de novembro de 2026. O episódio marca a segunda reincidência da enfermidade viral no setor produtivo nacional em pouco mais de dois anos, após um hiato de quase duas décadas sem ocorrências em plantéis comerciais brasileiros.
As notificações em território catarinense acenderam o alerta máximo nos serviços de vigilância agropecuária porque coincidem com uma escalada internacional sem precedentes da infecção. Em 2025, os registros globais da enfermidade atingiram o patamar mais alto da série histórica recente, com a Europa concentrando a maior parte dos focos. Diante do risco de disseminação do vírus entre planteis de corte e postura, as nações compradoras adotaram medidas de salvaguarda sanitária imediatas, suspendendo remessas de áreas delimitadas ou aplicando embargos temporários preventivos a cargas de origem avícola nacional.
O que é a doença de Newcastle e quais os riscos ao setor?
Causada pelo paramixovírus aviário tipo 1, a patologia atinge aves domésticas e silvestres com taxa de mortalidade severa em linhagens de alta virulência. A transmissão ocorre por contato com secreções respiratórias, fezes de aves infectadas, ração contaminada ou fômites carreados por pessoas e equipamentos sem desinfecção adequada. Embora o vírus possa eventualmente provocar conjuntivite transitória em trabalhadores que manipulam carcaças contaminadas, o consumo da carne devidamente inspecionada não transmite a infecção a seres humanos. O dano primordial permanece concentrado na biosseguridade do plantel e na viabilidade comercial dos polos avícolas.
Ficha sanitária dos focos de Newcastle no Brasil
- Focos confirmados: 4 granjas comerciais de perus
- Localização: Oeste do estado de Santa Catarina
- Período de detecção: 18 de outubro a 3 de novembro de 2026
- Países com restrições comerciais: 37 mercados importadores
- Autoridade sanitária responsável: Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa)
- Panorama global: notificações mundiais atingiram recorde histórico no ano de 2025
A recorrência no Oeste catarinense mobilizou técnicos de defesa sanitária animal para o isolamento das propriedades afetadas, o abate sanitário preventivo e a desinfecção completa das instalações. Em 2024, o registro de um foco pontual no Rio Grande do Sul já havia quebrado a condição do país como livre da enfermidade sem vacinação desde 2006, exigindo auditorias intensivas de parceiros comerciais. O Ministério da Agricultura e Pecuária mantém equipes de campo na região delimitada para concluir a investigação epidemiológica e negociar a retirada gradual dos embargos bilaterais.







