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O abono anual, conhecido como 13º salário, será calculado em 2026 com base no salário mínimo de R$ 1.621. A primeira parcela deve ser paga até 30 de novembro de 2026, e a segunda, até 18 de dezembro do mesmo ano.

O direito ao abono natalino alcança trabalhadores de várias modalidades de contratação. Para os empregados com carteira assinada, basta ter trabalhado pelo menos 15 dias no ano civil para receber o valor proporcional, sem exigência de tempo mínimo de serviço. Também têm direito os seguintes grupos:

  • Trabalhadores regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) com vínculo formal;
  • Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS);
  • Trabalhadores rurais e avulsos, que têm regimes de contratação próprios;
  • Servidores públicos federais, estaduais e municipais;
  • Pessoas afastadas por auxílio-doença em algum período do ano, que recebem o valor proporcional ao tempo trabalhado antes do afastamento.

Esta reportagem explica quem recebe, quanto cada tempo de serviço rende, os prazos oficiais e as possibilidades de antecipação. Os dados foram conferidos com base nas regras em vigor para 2026.

Quem recebe o 13º e o que muda em caso de demissão

Para o trabalhador formal, cada mês com pelo menos 15 dias de atividade dá direito a 1/12 do benefício referente àquele mês, mesmo que ele tenha trocado de emprego no meio do ano. Quem é demitido por justa causa perde o direito ao 13º salário na rescisão, conforme a legislação trabalhista. Nos casos de demissão sem justa causa, o valor proporcional entra obrigatoriamente nas verbas rescisórias.

Como o valor é calculado e onde entram os descontos

O cálculo do 13º de 2026 parte do salário mínimo de R$ 1.621, usado como base para determinar os valores a serem pagos. A proporção segue o número de meses trabalhados no ano, com o mínimo de 15 dias por mês.

O pagamento acontece em duas parcelas, com regras fiscais diferentes. A primeira corresponde a 50% do valor bruto e sai sem desconto de Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) ou de contribuição ao INSS. Já a segunda parcela recebe os descontos sobre o valor total, incluindo o Imposto de Renda pela tabela progressiva e a contribuição previdenciária.

Quanto cada período trabalhado rende com o mínimo de 2026

Com a base de R$ 1.621, o trabalhador consegue estimar o abono integral e a primeira parcela de acordo com o tempo de serviço. A primeira parcela é sempre líquida de descontos iniciais, porque equivale à metade do valor bruto.

Os valores de referência para o salário mínimo de 2026 estão abaixo, com o abono integral e, entre parênteses, a primeira parcela:

  • 1 mês trabalhado: R$ 135,08 (primeira parcela de R$ 67,54)
  • 2 meses trabalhados: R$ 270,17 (primeira parcela de R$ 135,08)
  • 3 meses trabalhados: R$ 405,25 (primeira parcela de R$ 202,62)
  • 4 meses trabalhados: R$ 540,33 (primeira parcela de R$ 270,17)
  • 5 meses trabalhados: R$ 675,42 (primeira parcela de R$ 337,71)
  • 6 meses trabalhados: R$ 810,50 (primeira parcela de R$ 405,25)
  • 7 meses trabalhados: R$ 945,58 (primeira parcela de R$ 472,79)
  • 8 meses trabalhados: R$ 1.080,67 (primeira parcela de R$ 540,33)
  • 9 meses trabalhados: R$ 1.215,75 (primeira parcela de R$ 607,87)
  • 10 meses trabalhados: R$ 1.350,83 (primeira parcela de R$ 675,42)
  • 11 meses trabalhados: R$ 1.485,92 (primeira parcela de R$ 742,96)
  • 12 meses trabalhados: R$ 1.621,00 (primeira parcela de R$ 810,50)

Datas da primeira e da segunda parcela em 2026

A lei fixa o período da primeira parcela entre 1º de fevereiro e 30 de novembro, prazo que em 2026 termina em 30 de novembro de 2026. A empresa escolhe o mês do adiantamento dentro desse intervalo e não precisa pagar todos os funcionários no mesmo mês. O pagamento integral em parcela única também é aceito, desde que feito até a mesma data.

A segunda parcela tem prazo legal até 20 de dezembro, mas, como esse dia cai em um domingo, o depósito deve ser feito até 18 de dezembro de 2026. Segundo o Tribunal Superior do Trabalho (TST), nesses casos o pagamento é antecipado para o último dia útil anterior.

Quem faz o pedido por escrito ao empregador em janeiro pode receber a primeira parcela junto com as férias. O pedido precisa seguir os trâmites internos da empresa para que o pagamento saia junto com o salário das férias.

Os aposentados e pensionistas do INSS tiveram o 13º antecipado pelo Decreto nº 12.884/2026. A primeira parcela foi paga entre 24 de abril e 8 de maio, e a segunda, entre 25 de maio e 8 de junho. Benefícios concedidos a partir de maio de 2026 recebem o abono entre 24 de novembro e 7 de dezembro, conforme o calendário do instituto.

Veja também: Primeira parcela do 13º salário deve ser paga a trabalhadores no Brasil até 30 de novembro de 2026

Como usar o 13º para pagar dívidas e formar uma reserva

Organizar o orçamento antes do gasto é o primeiro passo para aproveitar o abono sem comprometer as contas do fim do ano. A lista de prioridades costuma começar pelas despesas que mais pesam no bolso.

Dívidas com juros altos, como as do cartão de crédito e do cheque especial, estão entre as primeiras a serem quitadas. Essa quitação libera recursos nos meses seguintes e reduz o aperto financeiro.

Uma reserva de emergência também pode ser formada com o 13º. Ter um fundo equivalente a alguns meses de despesas básicas ajuda a evitar novas dívidas em caso de imprevisto.

Parte do valor pode ir para investimentos de longo prazo, como poupança ou fundos, mesmo em pequenas quantias. Esse dinheiro pode ajudar em objetivos como a compra de um imóvel ou a aposentadoria.

Divergência no valor: a quem o trabalhador deve procurar

Se o valor recebido estiver errado, ou se o pagamento não sair, o primeiro passo é procurar o setor de Recursos Humanos da empresa. Se o problema não for resolvido, o trabalhador pode buscar orientação no sindicato da categoria ou acionar o Ministério do Trabalho e Emprego para mediação.

Trabalhadores desligados sem justa causa têm direito ao 13º proporcional, pago junto com as demais verbas rescisórias. Já os períodos de licença-maternidade e de auxílio-doença entram no cálculo como tempo de serviço, para que o afastamento não reduza o valor final.

Dinheiro do 13º movimenta comércio e serviços no fim do ano

O pagamento do 13º salário, com o mínimo de R$ 1.621 em 2026, injeta recursos na economia no segundo semestre. Esse dinheiro chega ao varejo e ao setor de serviços, com reflexo na geração de empregos temporários para o fim de ano.

O movimento se concentra no período que antecede as festas de fim de ano, quando o consumo tende a crescer. O segundo pagamento, até 18 de dezembro de 2026, é o último prazo que costuma movimentar esse fluxo.

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