Ministério da Saúde identifica alta de covid-19 em 19 unidades da FederaçãoPor Luís Henrique Costa
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Casos de covid-19 crescem há seis semanas em 19 unidades da Federação, incluindo Santa Catarina, segundo o Ministério da Saúde. A alta foi identificada em todas as faixas etárias, de crianças a idosos. Os indicadores nacionais, porém, continuam classificados como de baixo risco.
A Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) também aponta sinais de aumento de casos graves de covid-19 nos hospitais. O boletim InfoGripe, divulgado em 5 de novembro de 2026, identificou crescimento de casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) provocados pelo coronavírus. Tatiana Portella, pesquisadora da Fiocruz responsável pelo InfoGripe, afirmou: “A principal forma de prevenção contra casos graves e óbitos por Covid-19 é a vacinação”.
Ministério da Saúde registra alta de covid-19 nas cinco regiões
A análise do Ministério considera as seis semanas até o período de 25 a 31 de outubro de 2026. A tendência de crescimento foi observada em todas as cinco regiões do país. Segundo o Ministério, a atividade da covid-19 segue classificada como baixa em todos os estados, e o risco nacional continua baixo.
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- Norte: Rondônia e Roraima
- Nordeste: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco e Piauí
- Centro-Oeste: Distrito Federal, Goiás e Mato Grosso
- Sudeste: Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo
- Sul: Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina
A tendência de alta não significa que os registros tenham aumentado em todas as semanas, mas sim crescimento no conjunto do período analisado. Para identificar a tendência, os pesquisadores usam modelos estatísticos que consideram os atrasos na notificação dos casos e estimam quantos registros ainda podem ser incorporados aos sistemas de vigilância.
Fiocruz vê sinais de casos graves de covid-19 em Santa Catarina e outros estados
Além de Santa Catarina, o InfoGripe identificou sinais de crescimento de casos graves em São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal. No Mato Grosso, a covid-19 aparece como principal fator de crescimento das SRAG. A inclusão de Mato Grosso do Sul nessa lista diverge entre as fontes consultadas, por isso não é tratada aqui como confirmada.
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Mesmo com os sinais de avanço, a Fiocruz afirma que a incidência de casos graves permanece baixa. Segundo a instituição, a taxa de positividade de testes para covid-19 cresce há nove semanas consecutivas. Desde o início de 2026, o Brasil soma 118.851 casos notificados de síndrome gripal por covid-19, com dados até 4 de novembro de 2026.
Vacinação em dia é a recomendação para covid-19
Segundo o infectologista Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), a alta é compatível com o comportamento esperado de vírus respiratórios, e não há indício de mudança no padrão de gravidade. A recomendação das autoridades é manter a vacinação em dia, sobretudo entre grupos de maior risco, como idosos. Em caso de sintomas respiratórios que se agravem, a orientação é procurar atendimento de saúde.
O que ainda não se sabe sobre a covid-19 em alta
Os boletins oficiais do Ministério da Saúde e do InfoGripe não foram abertos diretamente nesta apuração; os dados vêm de reportagens que citam esses órgãos. Não há confirmação em fonte oficial sobre o número de óbitos por covid-19 no período recente de alta. Também não é possível afirmar se a alta vai se consolidar em onda ou será oscilação passageira. As próprias fontes apontam que os próximos boletins vão mostrar a tendência.







