InfoGripe: seis estados em alerta mesmo com queda de casos no paísPor Bruna
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A Fundação Oswaldo Cruz divulgou o boletim InfoGripe referente à semana 36 de 2026 com o registro de queda nas notificações de Síndrome Respiratória Aguda Grave na maior parte do Brasil. O levantamento epidemiológico identificou que seis unidades da federação caminham na direção contrária dos números federais e mantêm sinal de crescimento nas ocorrências de internação.
O monitoramento sanitário confirmou 81.572 casos e 6.663 mortes decorrentes de complicações respiratórias no país em 2026.
Os testes laboratoriais associados aos episódios recentes apontaram a presença dominante de dois agentes infecciosos específicos na população atendida pela rede de saúde. O rinovírus atingiu 52,4% dos resultados positivos nas análises de amostras colhidas em pacientes hospitalizados. O Vírus Sincicial Respiratório representou 22,2% dos laudos processados pelas equipes de vigilância.
A circulação viral exige vigilância contínua.
Situação de alerta nas unidades federativas
O boletim da Fundação Oswaldo Cruz localizou a pressão assistencial em pontos distribuídos pelas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sul do mapa nacional. As autoridades estaduais receberam o aviso técnico para manter a retaguarda dos leitos clínicos e o fornecimento de insumos médicos nos municípios sob maior demanda.
A lista com o cenário de cada estado sob aviso abrange os seguintes quadros regionais:
- Maranhão: a rede hospitalar do estado enfrenta avanço de internações por infecções pulmonares na série recente da semana 36 de 2026, com recomendação para acelerar o diagnóstico laboratorial de agentes virais na capital e nas cidades do interior.
- Pará: as equipes de vigilância registraram manutenção do quadro de alerta epidemiológico para o território paraense, onde os laudos confirmam a presença constante de vírus respiratórios em crianças e pacientes adultos.
- Sergipe: o monitoramento estadual acusa elevação no volume de atendimentos em unidades de pronto atendimento e leitos de enfermaria, demandando triagem precoce de sintomas gripais graves na população local.
- Mato Grosso do Sul: os serviços de saúde verificaram alta sustentada nos registros de internação por síndrome respiratória, o que coloca o estado na lista de prioridade para medidas preventivas comunitárias.
- Goiás: o boletim da semana 36 confirmou aceleração nas hospitalizações causadas por patógenos aéreos nas unidades de urgência do estado, mantendo os índices acima da média esperada para o período.
- Rio Grande do Sul: a estrutura hospitalar gaúcha continua com sinalização de risco para aumento de pacientes que necessitam de oxigenoterapia e leitos de tratamento intensivo em decorrência de vírus sazonais.
Diretrizes de vacinação e proteção materno-infantil

A Fundação Oswaldo Cruz orientou a aplicação da vacina contra o Vírus Sincicial Respiratório em gestantes a partir da 28ª semana de gestação como medida preventiva para evitar quadros graves em recém-nascidos. A passagem de anticorpos durante a gravidez protege as vias aéreas dos bebês durante os primeiros meses de vida, período em que o VSR costuma provocar bronquiolites e hospitalizações em massa.
A imunização materna reduz internações pediátricas.
O painel nacional do sistema InfoGripe computa os registros semanais de forma contínua para atualizar os gestores públicos sobre a circulação do rinovírus e de outros causadores de infecção pulmonar aguda. O total consolidado de 6.663 mortes e 81.572 casos em 2026 serve de base para o direcionamento de estoques de medicamentos antivirais e organização de leitos pediátricos no Sistema Único de Saúde.
O levantamento da semana 36 de 2026 fechou a contagem com o predomínio do rinovírus em mais da metade dos exames laboratoriais positivos em todo o território nacional.







