Golpe do FGTS usa links falsos para roubar dados de trabalhadoresPor Luís Henrique Costa
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Mensagens falsas que prometem desbloqueio do FGTS e saque imediato das contas circulam em redes sociais e em aplicativos de mensagem. Elas funcionam como isca para levar o trabalhador a um site que pede dados bancários. Quem preenche essas páginas corre risco de cair em golpe de estelionato.
O saque do FGTS só pode ser feito em situações previstas em lei, como demissão sem justa causa, saque-aniversário, aposentadoria e falecimento do trabalhador, com saque pelos familiares. Também entram na lista o financiamento de moradia própria, para dar entrada ou pagar parcelas atrasadas, as doenças graves e os casos de desastres naturais. Essas hipóteses estão no artigo 20 da Lei nº 8.036/1990. Para quem optou pelo saque-aniversário, a antecipação ficou mais restrita: até 31 de outubro de 2026 podiam ser antecipados até cinco saques anuais, e a partir de 1º de novembro de 2026 o limite passa a ser de três.
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Os canais oficiais para informações sobre o FGTS são o site e o aplicativo do fundo, além das agências e do site da Caixa Econômica Federal. Segundo a Caixa, o banco não pede senhas ou códigos de ativação por mensagens de texto ou redes sociais.
Como se proteger de mensagens falsas sobre o saque
Nem sempre o dinheiro perdido em golpe volta para o consumidor. Por isso, a prevenção deve vir antes de qualquer clique ou preenchimento de dados.
Desconfie de mensagens que chegam sem pedido. Golpistas usam WhatsApp, redes sociais e e-mail para atrair as pessoas a links maliciosos. Quando a mensagem falar de FGTS, confirme a informação com a Caixa pelos canais oficiais de atendimento.
Se houver valor disponível para saque, a própria Caixa comunica o trabalhador. Liberações extraordinárias costumam atrair golpistas, e a última, feita pela MP 1.331/2025, teve prazo de saque presencial até 1º de junho de 2026. Diante de um aviso isolado, procure a informação em fontes de confiança antes de agir.
Nunca informe CPF, RG, número de conta bancária ou senhas por WhatsApp ou por outro canal não confiável. Também recuse pagamentos e transferências pedidos por pessoas desconhecidas. Os saques do FGTS são feitos diretamente entre a Caixa e o beneficiário, sem intermediários.
Veja também: Antecipação do saque-aniversário do FGTS segue com até cinco parcelas até 31 de março de 2027
Antes de inserir dados em um endereço, confirme que ele é um canal oficial e pesquise se há queixas de outras pessoas. Na barra do navegador, o cadeado fechado cinza-escuro ao lado esquerdo da URL indica o protocolo de segurança. Na dúvida, não insira nenhum dado.
Senhas fortes também reduzem riscos desnecessários. A recomendação é seguir estas práticas:
- Usar senhas difíceis, com letras, números e caracteres especiais.
- Não repetir a mesma senha em mais de um site.
- Não compartilhar nem revelar senhas para ninguém.
- Trocar as senhas mais importantes de tempos em tempos.
- Ativar a autenticação de dois fatores sempre que possível.
Outra tática dos criminosos é o envio de links para sites falsos, feitos para parecer portais verdadeiros. Pelos aplicativos de mensagem, chegam avisos de saque disponível que caracterizam o chamado golpe do FGTS inativo. Esses links levam a um questionário sobre os últimos saques e sobre o interesse em receber valores do fundo.
Ao preencher o formulário, a vítima entrega dados que podem ser usados para sacar o FGTS, contratar empréstimos e abrir contas em bancos. Os golpistas também publicam comentários falsos, supostamente de pessoas que já receberam o dinheiro. Esses relatos convencem muita gente de que a oferta é real.
Passo a passo para contestar um saque feito por golpe
Ao suspeitar de fraude, consulte o extrato do FGTS pelo aplicativo, pelo site ou em uma agência da Caixa. Se aparecerem saques que você não fez, a denúncia deve ser registrada em uma agência da Caixa.
Confira também: Caixa terá o FGTS com até cinco antecipações até 31 de março de 2027 do saque-aniversário
Reúna o máximo de informações sobre o caso. O extrato deve vir acompanhado de prints das conversas em aplicativos de mensagem e do e-mail falso recebido.
Em seguida, registre um boletim de ocorrência. É possível fazer o registro pela internet, no site da Polícia, anexando cópias de toda a documentação comprobatória.
Com o boletim em mãos, volte à Caixa Econômica Federal e peça a abertura de um processo de contestação do saque. A Caixa tem até 60 dias para apresentar uma resposta formal, e só com essa posição será possível saber se haverá devolução do valor perdido.
Se a resposta for negativa ou o prazo não for cumprido, o recomendado é contratar um advogado para tomar medidas judiciais. O profissional pode avaliar as provas reunidas, como o extrato e o boletim de ocorrência.
















