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Pesquisa aponta que um em cada seis brasileiros já teve cartão clonado. Apesar das compras pela internet serem uma realidade, muitas pessoas ainda se sentem inseguras para realizá-las, não sem motivo. Uma pesquisa realizada pelo dfndr lab, laboratório especializado em segurança digital da PSafe, e obtida com exclusividade pelo O DIA, analisou o hábito de compra dos brasileiros e apontou que 73% dos participantes têm medo de fazer compras pela internet. O estudo também mostra que 16% já tiveram o cartão de crédito clonado, o que indica um dado alarmante: um a cada seis brasileiros já sofreram com o golpe. 

O levantamento entrevistou 11.274 brasileiros e apontou que esse medo já indicou uma mudança de comportamento nos hábitos de consumo, como explicou o diretor do dfnrlab Emilio Simoni. “Entre os entrevistados, 87% disseram que antes de fazer uma compra online sempre buscam mais informações, para garantir que aquele site é confiável. E eles estão corretos em se precaver, os phishings relacionados à falsas ofertas da Black Friday atingiram mais de 45 mil pessoas no último ano”.

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Doze mulheres são presas suspeitas de participarem de golpes eletrônicos na MaréUsuários de aplicativos sofrem prejuízos com o ‘golpe do entregador’Polícia prende acusado de clonar e vender veículos roubados por quadrilhaCerca de 32,8% dos entrevistados afirmaram que fazem compras online durante a Black Friday e, tal como outras épocas festivas e promocionais, as fraudas se intensificam nesse período.

“Os cibercriminosos sempre se aproveitam de datas comerciais e grandes eventos para criar novos golpes temáticos. Infelizmente, mesmo com todos os nossos alertas, ainda há quem caia neste tipo de armadilha virtual. Dentro de nossa pesquisa, vemos que 28% dos respondentes admitem terem sido vítimas desse tipo de ciberataque”, explicou o diretor. Como acontecem os golpes?PUBLICIDADEhttps://211079225b1a083c15c9a931f8b612ed.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-37/html/container.htmlA forma mais comum de fraude utilizada pelos criminosos é o phishing, citado por Emilio. Esse tipo de golpe acontece quando criminosos usam falsos sites com visual e linguagem bem similar aos sites originais, com ofertas bastante atraentes para convencer o comprador a fornecer informações pessoais e dados bancários no cadastro. Dos participantes da pesquisa, 63,8% disseram já ter recebido links de promoções falsas, mas Emilio alerta que essa não é a única forma de se obter dados: “A pesquisa mostra que 16% dos respondentes tiveram o cartão de crédito clonado.

No entanto, não é possível precisar de que forma esta clonagem ocorreu, se por compra online ou presencial. Por isso é preciso sempre ficar atento e se precaver em todas as situações”. “Infelizmente essa prática de clonagem de cartão é muito comum, e pode ocorrer de diversas formas, como acesso a sites e páginas falsas, cadastro de cartões em aplicativos, divulgação de dados em aplicativos de mensagem e também existe a clonagem de cartões quando entregue na mão de outras pessoas”, complementou a advogada especialista em direito penal do Guimarães, Hesketh & Lemos Advogados, Cristiane Lemos.

Como evitar a clonagem?Alguns cuidados tomados pelos consumidores podem evitar a clonagem de cartões. “Nunca informe dados pessoais ou bancários sem que tenha absoluta certeza da confiabilidade dos sites, e em caso de dúvida, evite passar qualquer informação sigilosa”, orientou o diretor.

Além do cuidado redobrado, existem algumas medidas práticas de cuidados como ter um sistema de segurança instalado no celular para ser avisado sobre links suspeitos. Uma boa saída para identificar links falsos é acessando um site de checagem, como o do dfndr lab. Por fim, sempre desconfie dos sites de compra, o ideal é que tenham CNPJ, endereço, telefone de contato e selo de verificação nas redes sociais. Já tive o meu cartão clonado, e agora?

O indicado pelos especialistas o cartão seja bloqueado assim que a fraude seja identificada pelo consumidor. “Geralmente esse procedimento gera o cancelamento desse cartão e a devolução do valor da compra realizada. É recomendado também que se faça um registro de ocorrência na delegacia mais próxima, para que seja instaurado um inquérito policial para apuração do crime”, orientou a advogada Cristiane Lemos. Por fim, a advogada especialista em direito do consumidor Cátia Vita afirmou que a responsabilidade da fraude é da administradora do cartão. “O consumidor pode ficar tranquilo, porque quem tem que investigar é a instituição financeira ou a administradora do cartão de crédito. Lembrando que a instituição financeira e a administradora podem ser responsabilizadas pelo cartão de crédito clonado, tendo em vista a segurança que devem oferecer ao cliente. Caso as empresas não solucionem o problema ocorrido administrativamente, esse consumidor deve procurar a defensoria pública ou advogado de sua confiança para ingresso de uma ação judicial”. Fonte O Dia

Luís Henrique Costa é jornalista formado pela FMU, editor-chefe e fundador do Mix Vale, portal de notícias em atividade desde 2013. Responde pela direção editorial do veículo, que cobre Brasil e mundo em economia, benefícios sociais, esportes, tecnologia, ciência e entretenimento. Atua na área há mais de 15 anos e lidera uma equipe de cerca de 15 colaboradores.

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