Governo prevê aumento de R$ 16 bilhões na arrecadação dos bancos em 2025Por Jeronimo Santos
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O governo federal anunciou uma medida que deve resultar em um aumento de R$ 16 bilhões na arrecadação para 2025, impondo maiores tributos às instituições bancárias. A nova regra, publicada no Diário Oficial, adia para 2026 a possibilidade de deduzir inadimplências da base de cálculo do IRPJ e da CSLL. Esses tributos incidem diretamente sobre os lucros dos bancos e, com o adiamento do desconto, as instituições financeiras terão que pagar tributos mais altos em 2025, sem os abatimentos inicialmente previstos.
Alterações na base de cálculo para os bancos
O foco da medida está na mudança de regras que inicialmente permitiriam que os bancos deduzissem as perdas com inadimplência na hora de calcular os tributos a pagar. A Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) e o Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) são tributos que incidem sobre o lucro das empresas, e essa dedução ajudaria a reduzir a carga tributária das instituições financeiras. Agora, com o adiamento desse desconto para 2026, os bancos terão uma carga maior em 2025.
O objetivo principal do governo com essa alteração é elevar a arrecadação em um momento de necessidade de ajuste fiscal, sem recorrer a novos impostos ou aumentar a alíquota dos tributos. A medida permite ao governo alcançar essa meta por meio da postergação de benefícios fiscais que as instituições financeiras teriam no próximo ano.
Impacto na arrecadação e o orçamento de 2025
Ainda não está claro se o Orçamento de 2025 já inclui essa previsão de arrecadação extra, que gira em torno dos R$ 16 bilhões. No entanto, o governo federal acredita que essa medida será essencial para manter o equilíbrio das contas públicas e continuar com os esforços de consolidação fiscal. A expectativa é que essa arrecadação adicional ajude a financiar áreas prioritárias, como saúde, educação e segurança pública.
Vale ressaltar que essa medida afeta diretamente as instituições financeiras, setor que tradicionalmente possui lucros elevados no Brasil, e que muitas vezes está no centro das discussões sobre a necessidade de uma reforma tributária. Com a mudança, o governo tenta equilibrar as contas sem recorrer a aumentos de impostos que afetem a população de forma geral.
O impacto econômico e a reação do mercado
A medida já gerou debates entre analistas financeiros e representantes do setor bancário. Enquanto o governo argumenta que é uma forma justa de aumentar a arrecadação sem criar novos tributos, o setor financeiro expressa preocupação com o impacto que a medida pode ter sobre a capacidade de conceder crédito, especialmente em um cenário de inadimplência crescente.
Para o governo, a ação é vista como uma maneira de garantir que os bancos, que lucram significativamente mesmo em momentos de crise econômica, contribuam de forma mais justa com a arrecadação. O impacto final sobre o mercado ainda será avaliado à medida que os bancos ajustarem suas expectativas e estratégias para lidar com a tributação adicional em 2025.
Implicações para a economia e o orçamento
O adiamento da dedução das perdas por inadimplência representa uma mudança estratégica para o governo, que precisa lidar com um orçamento apertado em um cenário de recuperação econômica pós-pandemia. Ao adiar esse benefício para os bancos, o governo pode se concentrar em outras áreas prioritárias, sem recorrer ao aumento de impostos sobre a população ou sobre as pequenas e médias empresas.
Medidas futuras e expectativas para 2026
A mudança também abre espaço para uma análise de como será a política tributária em 2026, quando o benefício fiscal será novamente discutido. O governo ainda não deixou claro se essa dedução voltará integralmente ou se haverá novas regras para o cálculo do IRPJ e da CSLL no futuro.
Enquanto isso, os bancos devem monitorar de perto as discussões em torno da reforma tributária e da política fiscal do governo, uma vez que futuras mudanças podem impactar ainda mais o setor.







