Quem ganhou a eleição da Prefeitura de São Paulo: confirmado o segundo turno de Ricardo Nunes e Boulos

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Guilherme Boulos e Ricardo Nunes Foto: Guilherme Boulos e Ricardo Nunes - Foto: Reprodução

Com 96,59% das urnas apuradas, a eleição para prefeito de São Paulo em 2024 está oficialmente levando Ricardo Nunes (MDB) e Guilherme Boulos (PSOL) para o segundo turno. Os dois candidatos estão praticamente empatados, com Nunes registrando 29,53% dos votos (1.743.105) e Boulos logo atrás com 29,00% (1.711.570). A eleição se revela uma das mais disputadas dos últimos tempos, com uma pequena margem separando os dois concorrentes que agora intensificarão suas campanhas para conquistar o voto do eleitorado paulistano.

Ricardo Nunes: liderança apertada e desafios pela frente

Ricardo Nunes, atual prefeito, lidera a corrida com 29,53% dos votos. Sua campanha, marcada pela continuidade de projetos iniciados na gestão anterior, conseguiu atrair grande parte do eleitorado. Mesmo com a liderança no primeiro turno, Nunes precisa se preparar para um desafio no segundo, já que a diferença entre ele e Boulos é mínima. O prefeito aposta na estabilidade, infraestrutura e segurança para tentar ampliar sua base de apoio, buscando angariar votos dos eleitores de centro-direita e de candidatos que não avançaram ao segundo turno.

Guilherme Boulos: consolidando a força da esquerda

Guilherme Boulos, com 29,00% dos votos, demonstra a força crescente da esquerda em São Paulo. Sua campanha, focada em pautas sociais, habitação e justiça social, atraiu o eleitorado jovem e das periferias, consolidando-o como o principal nome de oposição ao atual governo. Boulos, que já havia se destacado nas eleições de 2020, terá a oportunidade de disputar o segundo turno com ainda mais força, buscando alianças com candidatos progressistas e ampliando seu discurso para conquistar os votos dos indecisos.

Pablo Marçal surpreende, mas fica fora da disputa

Em terceiro lugar, com 28,15% dos votos (1.661.371), Pablo Marçal (PRTB) teve uma performance surpreendente e quase conseguiu garantir um lugar no segundo turno. Marçal, com seu discurso voltado à inovação e empreendedorismo, conquistou uma parcela considerável do eleitorado que busca por renovação, mas acabou ficando fora da fase final da eleição. Seu desempenho mostra que ele se firmou como um nome relevante para futuras disputas. Agora, resta saber qual será seu posicionamento no segundo turno e para quem seus eleitores irão migrar.

Tabata Amaral: destaque com quase 10% dos votos

Tabata Amaral (PSB), com 9,93% dos votos (585.949), se consolida como uma força emergente na política paulistana. Apesar de não ter conseguido avançar para o segundo turno, sua campanha, focada em educação e inclusão social, foi bem recebida por uma parte significativa do eleitorado. Tabata, que tem forte apelo entre o público jovem e progressista, pode ser uma peça-chave no segundo turno, dependendo de como se posicionar e para quem decidir direcionar seu apoio.

Demais candidatos e os desafios do segundo turno

Além de Nunes, Boulos, Marçal e Tabata, outros candidatos, como Datena (PSDB), que obteve 1,83% dos votos (108.058), e Marina Helena (NOVO), com 1,39% (81.772 votos), não conseguiram avançar na disputa, mas seus eleitores serão disputados intensamente pelos dois finalistas. A grande questão para o segundo turno será como esses eleitores, de perfis tão diversos, irão reagir aos próximos passos de Boulos e Nunes.

A eleição para vereadores: uma disputa diversificada

Enquanto a corrida pela prefeitura ganha destaque, a eleição para a Câmara Municipal de São Paulo também chamou a atenção pela diversidade entre os candidatos eleitos. Com 55 cadeiras disponíveis, Lucas Pavanato (PL) lidera a lista dos mais votados com 2,79% dos votos (155.834), seguido por Ana Carolina Oliveira (PODE) com 2,24% (125.145 votos) e Dr. Murillo Lima (PP), com 1,97% (110.168 votos). Os partidos de centro-direita e progressistas dominaram as principais posições, mostrando uma câmara diversa que refletirá o pluralismo da cidade.

Números da eleição e expectativas para o segundo turno

Com 96,59% das urnas apuradas, São Paulo registrou um total de 6.540.290 votos. Desse total, 90,23% foram válidos, com 5.901.051 votos, enquanto os votos brancos somam 3,55% e os nulos, 6,22%. A abstenção também foi expressiva, com 27,34%, o que significa que mais de 2,4 milhões de eleitores não compareceram às urnas.

A disputa para o segundo turno agora se concentra em conquistar os votos dos eleitores que escolheram outros candidatos no primeiro turno, além de reverter o índice de abstenção. Tanto Nunes quanto Boulos sabem que para vencer será necessário expandir suas campanhas para áreas da cidade onde enfrentaram resistência, bem como garantir alianças estratégicas com figuras políticas influentes.

Principais resultados até o momento:

  • Ricardo Nunes (MDB): 29,53% – 1.743.105 votos
  • Guilherme Boulos (PSOL): 29,00% – 1.711.570 votos
  • Pablo Marçal (PRTB): 28,15% – 1.661.371 votos
  • Tabata Amaral (PSB): 9,93% – 585.949 votos
  • Datena (PSDB): 1,83% – 108.058 votos

A evolução dos resultados ao longo da apuração mostrou momentos de alternância na liderança, com Nunes e Boulos disputando voto a voto o primeiro lugar. Às 18h13, Nunes tinha 30,14% dos votos, enquanto Boulos marcava 26,79%. No entanto, à medida que mais urnas foram computadas, Boulos se aproximou, resultando no cenário atual de segundo turno.

Estratégias para o segundo turno: alianças e disputa pelos indecisos

Com a confirmação do segundo turno, as campanhas de Ricardo Nunes e Guilherme Boulos agora entram em uma fase crucial de busca por alianças. Nunes, que representa uma política de continuidade, deve se aproximar de eleitores mais conservadores e de centro-direita, buscando o apoio de figuras como Pablo Marçal e Datena. Já Boulos, com sua forte presença nas periferias e entre os jovens, precisará expandir seu discurso para atrair eleitores de Tabata Amaral e de Marina Helena, bem como mobilizar o eleitorado progressista.

Além disso, ambos os candidatos terão que lidar com o desafio de reverter o índice de abstenção, já que 27,34% dos eleitores não compareceram às urnas. Engajar esse público será uma das chaves para definir o resultado final.

Conclusão: o cenário está posto

O segundo turno em São Paulo promete ser uma disputa acirrada entre dois projetos de cidade: o de Ricardo Nunes, baseado na continuidade e na gestão pragmática, e o de Guilherme Boulos, com foco em mudança e políticas sociais. Com uma diferença de apenas 0,53% entre eles, cada voto será decisivo na escolha do próximo prefeito da maior cidade do Brasil.

Luís Henrique Costa é jornalista formado pela FMU, editor-chefe e fundador do Mix Vale, portal de notícias em atividade desde 2013. Responde pela direção editorial do veículo, que cobre Brasil e mundo em economia, benefícios sociais, esportes, tecnologia, ciência e entretenimento. Atua na área há mais de 15 anos e lidera uma equipe de cerca de 15 colaboradores.

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