Polícia Civil prende chefe de milícia em shopping na baixada fluminense no Rio de JaneiroPor Luís Henrique Costa
Atualizado 5 min de leitura
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A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu Gabriel Ramos Munhe, conhecido como GB, líder de uma milícia que atua em Seropédica, na Baixada Fluminense. A prisão ocorreu em um shopping de Nova Iguaçu, durante uma operação conjunta que também resultou na apreensão de armas e munições. GB é acusado de envolvimento em assassinatos e outros crimes graves, que têm aterrorizado a população local.
O caso chama atenção pela violência empregada pelo grupo liderado por GB, responsável por conflitos armados e execuções. A captura do miliciano é vista como um marco nas ações policiais contra o crime organizado na região, mas evidencia os desafios na luta contra a influência de milícias em áreas dominadas pelo medo.
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ação policial culmina em apreensão de armas
Gabriel Ramos Munhe foi localizado em uma operação da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) e da Subsecretaria de Inteligência (Ssinte). A abordagem ocorreu no dia 16 de novembro de 2024, dentro de um movimentado shopping em Nova Iguaçu. Além da prisão, os policiais apreenderam um fuzil, uma pistola e munições, bem como uniformes camuflados.
O miliciano foi indiciado por porte ilegal de armas e formação de milícia privada, além de ter sido cumprido um mandado de prisão preventiva pelo duplo homicídio de dois irmãos em Seropédica. Esses assassinatos são apenas alguns dos muitos crimes atribuídos ao grupo de GB.
violência em seropédica: crimes impactantes
Os crimes atribuídos a Gabriel Ramos Munhe e sua milícia destacam a brutalidade e o controle do grupo em Seropédica. Em 11 de junho, os irmãos Everton Damião Sá Passos Nascimento Junior, de 18 anos, e Kauã Marinho Nascimento, de 20 anos, foram executados enquanto dormiam em um condomínio da cidade. Este caso gerou grande repercussão e colocou ainda mais pressão sobre as autoridades.
Outro incidente grave ocorreu em 8 de abril, quando um tiroteio entre milicianos rivais no centro de Seropédica resultou na morte do universitário Bernardo Vieitas Paraíso. Durante o confronto, outras pessoas ficaram feridas, incluindo duas crianças. Esses eventos ilustram a crescente tensão causada pelas disputas territoriais na região.
disputa por território intensifica violência
A localização estratégica de Seropédica, próxima à Rodovia Rio-Santos e ao porto de Itaguaí, tem atraído grupos criminosos em busca de controle territorial. Atualmente, três facções disputam a supremacia na região: o grupo de Juninho Varão, o de Zinho e o liderado por Chica, que recentemente formou uma aliança com traficantes do Terceiro Comando Puro (TCP).
Essas disputas intensificaram a violência local, com tiroteios frequentes e assassinatos direcionados. Os moradores vivem em constante estado de alerta, enquanto as milícias ampliam suas atividades ilegais, como extorsão, venda de gás e água, e até mesmo tráfico de drogas.
ações policiais e prisões recentes
A prisão de GB não é um caso isolado. Em 5 de agosto de 2024, Anderson de Amorim Araújo Júnior, conhecido como Bigode, foi capturado por policiais ao sair do Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Bigode também era apontado como líder de uma milícia em Seropédica e tinha dois mandados de prisão relacionados a homicídios.
Essas ações fazem parte de uma estratégia contínua da Polícia Civil para enfraquecer a atuação das milícias. Porém, a complexidade das alianças criminosas e a capacidade de reorganização dos grupos dificultam a erradicação completa dessas organizações.
consequências da atuação de milícias em seropédica
A presença das milícias em Seropédica tem causado graves consequências para os moradores. Entre os principais impactos estão:
- Insegurança diária: Confrontos armados tornam a vida na região perigosa, afetando atividades rotineiras.
- Extorsão econômica: Milicianos cobram taxas ilegais de comerciantes e moradores, aumentando o custo de vida local.
- Controle territorial: O domínio das milícias limita o acesso da população a serviços públicos e infraestrutura.
- Colaboração criminosa: A aliança entre milicianos e traficantes fortalece esses grupos, permitindo maior acesso a armas e recursos financeiros.
- Prejuízo à economia: O comércio local sofre com as cobranças ilegais e a redução do fluxo de clientes devido ao clima de medo.
investigações revelam rede de influência
As investigações conduzidas pela Draco revelaram que os grupos milicianos em Seropédica têm uma estrutura organizada, com acesso a armamentos pesados e fontes de financiamento diversificadas. As atividades incluem a exploração de serviços essenciais, como transporte, além de parcerias com organizações criminosas.
A aliança com o Terceiro Comando Puro ampliou a capacidade de atuação desses grupos, que agora controlam rotas estratégicas para o tráfico de drogas e outras atividades ilegais. Essa integração entre milícia e tráfico dificulta ainda mais o trabalho das autoridades na região.
ações futuras e necessidade de soluções integradas
Embora a prisão de Gabriel Ramos Munhe represente um avanço significativo, especialistas alertam que é necessário ir além das ações repressivas para combater efetivamente o crime organizado em Seropédica. Investimentos em infraestrutura, educação e oportunidades de emprego são essenciais para oferecer alternativas à população e reduzir a influência dos grupos criminosos.
A colaboração entre governo, sociedade civil e forças de segurança é crucial para desarticular as milícias e suas fontes de poder. Sem ações coordenadas e duradouras, a violência e o domínio territorial continuarão sendo desafios para a região.















