Novo Jeep Compass 2026 estreia com plataforma STLA Medium e versões elétricas

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Jeep 2026

Jeep 2026 - Foto/Divulgação

A história do Jeep Compass reflete a evolução da indústria automotiva global. Lançado em 2006, o SUV médio passou por três gerações, cada uma marcada por parcerias inesperadas e avanços tecnológicos. Agora, em 2025, o modelo estreia na Europa com uma plataforma de origem Peugeot, a STLA Medium, e opções totalmente eletrificadas. Essa mudança reforça a estratégia da Stellantis de unificar tecnologias entre suas marcas.

Desde sua estreia, o Compass acumulou conexões com Hyundai, Mercedes-Benz e Mitsubishi. A primeira geração, por exemplo, compartilhava componentes com o Mitsubishi Outlander e até usava câmbios da Hyundai. A segunda, produzida no Brasil, ganhou destaque global, enquanto a terceira geração aposta em sustentabilidade e desempenho.

Aqui estão os principais marcos da trajetória do Compass:

  • Origem diversa: Primeira geração usou plataforma DaimlerChrysler-Mitsubishi.
  • Sucesso brasileiro: Segunda geração, fabricada em Pernambuco, vendeu quase 500 mil unidades.
  • Eletrificação total: Terceira geração oferece híbridos e elétricos com até 650 km de autonomia.

Essa versatilidade posiciona o Compass como um ícone de adaptação em um mercado cada vez mais competitivo.

Primeira geração define identidade

Apresentado no Salão de Detroit em 2006, o Jeep Compass estreou com a missão de atrair novos consumidores para a marca. Construído sobre a plataforma GS, desenvolvida pela DaimlerChrysler em parceria com a Mitsubishi, o SUV compartilhava sua base com o Dodge Journey e o Mitsubishi Outlander. A arquitetura também deu origem ao sedã Lancer e, posteriormente, ao Eclipse Cross, ainda em produção. Com 4,40 metros de comprimento e 2,63 metros de entre-eixos, o modelo trazia a clássica grade de sete fendas e faróis redondos, inspirados no Wrangler.

O design inicial, porém, dividiu opiniões. As maçanetas traseiras, camufladas nas colunas, davam um toque moderno, mas a dianteira foi criticada por parte do público. Em 2011, uma reestilização trouxe linhas mais retas, alinhando o Compass ao Grand Cherokee. No Brasil, o modelo chegou no fim de 2011, importado dos Estados Unidos, com motor 2.0 a gasolina de 158 cv e câmbio CVT. Sua passagem foi tímida, com vendas limitadas até 2016.

Motores variados na estreia

A mecânica da primeira geração era diversa, adaptada aos mercados globais. Nos Estados Unidos, o Compass usava motores a gasolina 2.0 de 158 cv e 2.4 de 172 cv, ambos aspirados. Na Europa, motores diesel predominavam, como o 2.0 TDI de 140 cv, de origem Volkswagen, e o 2.2 de projeto Mercedes-Benz. A oferta de câmbios também impressionava:

  • Manuais: Fornecidos por Magna e Aisin.
  • Automáticos: Caixa de seis marchas da Hyundai e CVT da Jacto.
  • Mercado brasileiro: Apenas o 2.0 a gasolina com CVT.

Essa variedade refletia a sinergia entre marcas sob o guarda-chuva DaimlerChrysler, que controlava a Jeep na época. A flexibilidade mecânica permitiu ao Compass atender diferentes demandas, embora seu sucesso comercial tenha sido modesto em alguns países.

Segunda geração amplia alcance

Em 2016, o Jeep Compass passou por uma reformulação completa, marcando a segunda geração. A plataforma Small Wide 4×4, desenvolvida sob a influência da FCA, substituiu a antiga base GS. Com isso, o SUV deixou de compartilhar componentes com Mitsubishi e Dodge, ganhando uma identidade mais global. O modelo passou a ser produzido em fábricas no Brasil, Itália, México e Índia, consolidando sua presença em mais de 100 países.

No Brasil, a estreia ocorreu em setembro de 2016, na fábrica de Goiana, Pernambuco. O Compass II foi o segundo veículo da Jeep produzido na planta, após o Renegade. Equipado inicialmente com motores 2.0 Tigershark a gasolina (166 cv) e 2.0 turbodiesel Multijet (170 cv), o SUV conquistou o mercado nacional. Em outros países, a oferta incluía propulsores 1.4 MultiAir turbo, 1.6 Multijet e, posteriormente, opções híbridas plug-in.

Produção brasileira em destaque

A fábrica de Goiana transformou o Compass em um dos principais produtos da Jeep no Brasil. Desde 2016, quase 500 mil unidades foram produzidas, abastecendo o mercado interno e países vizinhos, como Argentina e Chile. Em 2023, o Brasil foi o segundo maior mercado global do modelo, com 59 mil unidades vendidas, atrás apenas dos Estados Unidos (96.173 unidades). A Itália, com 21.986 emplacamentos, ficou em terceiro.

O sucesso local gerou frutos. O Compass II serviu de base para o Jeep Commander e a picape Ram Rampage, ambos fabricados em Goiana. As opções de câmbio incluíam caixas automáticas de seis marchas (Aisin), nove marchas (ZF) e, nos EUA, uma de oito marchas da Hyundai. Essa versatilidade consolidou o modelo como líder no segmento de SUVs médios no Brasil por vários anos.

Novo Jeep Compass First Edition – Foto/Divulgação

Terceira geração abraça eletrificação

Lançado na Europa em 2025, o Jeep Compass de terceira geração representa um marco na história do modelo. Construído sobre a plataforma STLA Medium, desenvolvida pela Stellantis, o SUV abandona a antiga base Small Wide 4×4. A arquitetura, compartilhada com Peugeot 3008, Opel Grandland e Citroën C5 Aircross, oferece melhor aproveitamento de espaço e dinâmica de condução. Pela primeira vez, o Compass é oferecido exclusivamente com opções híbridas ou elétricas na Europa.

As configurações híbridas incluem um sistema leve de 48 volts, com motor 1.2 turbo de 145 cv, e uma versão plug-in (PHEV) de 195 cv, com propulsor 1.6 turbo. As opções elétricas variam entre 213 cv e 231 cv (tração dianteira) e 375 cv (tração integral). A autonomia elétrica máxima, segundo o ciclo WLTP, alcança 650 km, posicionando o Compass como um dos SUVs médios mais eficientes do mercado europeu.

Dimensões ampliadas na nova linhagem

O Compass III cresceu em relação às gerações anteriores. Com 4,55 metros de comprimento, é 15 cm maior que o antecessor. O entre-eixos de 2,79 metros, 16 cm mais longo, garante mais espaço interno. Outros destaques incluem:

  • Porta-malas: 550 litros, padrão europeu.
  • Espaço traseiro: Ganho de 5,5 cm para as pernas.
  • Capacidade off-road: Distância do solo de 200 mm e imersão de 470 mm nas versões 4×4.

Essas mudanças reforçam a vocação do Compass para combinar conforto urbano e desempenho em terrenos variados, mantendo a essência da Jeep.

Estratégia da Stellantis no Brasil

A Stellantis anunciou um investimento de R$ 13 bilhões na fábrica de Goiana, onde o Compass é produzido. A nova geração deve chegar ao Brasil, mas ainda não está claro se usará a plataforma STLA Medium ou manterá a base atual. Hoje, o Compass é vice-líder no segmento de SUVs médios no mercado nacional, atrás apenas do Toyota Corolla Cross. Sua importância para a Jeep é inegável, sendo o principal produto fabricado no país.

A produção local deve continuar abastecendo mercados regionais. Em 2024, o Brasil exportou mais de 10 mil unidades do Compass para países como Argentina, Chile e Colômbia. A chegada da terceira geração pode fortalecer ainda mais a posição do modelo na América Latina, especialmente com a crescente demanda por veículos eletrificados.

Parcerias históricas moldam trajetória

A história do Compass é marcada por colaborações entre marcas. A primeira geração, sob a DaimlerChrysler, usava motores Mercedes-Benz e câmbios Hyundai. A segunda, sob a FCA, incorporou tecnologias da Fiat, como os motores Multijet. Agora, a Stellantis integra a expertise da Peugeot na plataforma STLA Medium. Essas parcerias permitiram ao Compass evoluir sem perder sua identidade.

Cada geração trouxe avanços significativos:

  • 2006-2016: Foco em acessibilidade e design marcante.
  • 2016-2025: Expansão global e produção em massa.
  • 2025 em diante: Eletrificação e eficiência energética.

Essa capacidade de adaptação mantém o Compass relevante em um mercado altamente competitivo.

Mercado global recebe novidades

O Compass III já está à venda na Europa, com a edição especial First Edition, partindo de R$ 265 mil (valor convertido). A aceitação inicial é positiva, com pré-vendas superando expectativas em países como Itália e Alemanha. Nos Estados Unidos, o modelo deve chegar em 2026, com ajustes para atender às preferências locais, como motores a combustão mais potentes.

No Brasil, a Jeep planeja lançar a nova geração ainda em 2025, aproveitando a força do mercado de SUVs. A expectativa é que o modelo mantenha opções a combustão, como o 1.3 turbo flex, para atender à demanda local por veículos mais acessíveis. A eletrificação, porém, deve ganhar espaço, com versões híbridas leves sendo consideradas para o mercado nacional.

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