Ancelotti chega ao Brasil com carro blindado e prefere sedãs de luxo

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Carlo Ancelotti quando era técnico do Bayern de Munique com Audi S8 2016

Carlo Ancelotti quando era técnico do Bayern de Munique com Audi S8 2016 - Foto: Divulgação

Quando um nome como Carlo Ancelotti surge no comando da seleção brasileira, as atenções não se limitam ao campo. Confirmado como técnico na última segunda-feira, o italiano traz consigo uma trajetória de conquistas e um estilo de vida que reflete sua posição entre os mais prestigiados do futebol mundial. Além de um salário mensal de R$ 5 milhões, o maior já pago a um treinador no Brasil, ele contará com regalias que incluem uma casa no Rio de Janeiro, equipe de segurança particular e um carro blindado. Essas condições, parte do acordo com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), reforçam o status de Ancelotti como uma figura central no projeto de reerguer a seleção.

O modelo do carro blindado ainda não foi revelado, mas o histórico do treinador aponta para uma preferência clara por sedãs de luxo. Durante passagens por gigantes europeus como Bayern de Munique e Real Madrid, ele optou por veículos sofisticados, muitas vezes fornecidos por patrocinadores como Audi e BMW. Essa escolha reflete não apenas gosto pessoal, mas também a associação com marcas que simbolizam desempenho e exclusividade.

  • Contrato milionário: Salário de R$ 5 milhões por mês, o maior da história do futebol brasileiro.
  • Regalias exclusivas: Casa no Rio, segurança particular e carro blindado incluídos no acordo com a CBF.
  • Histórico de luxo: Preferência por sedãs de marcas como Audi e BMW em clubes europeus.

Preferência por sedãs de luxo

Ancelotti nunca escondeu sua afinidade por sedãs, uma escolha que contrasta com a popularidade dos SUVs entre celebridades e atletas. Durante sua primeira passagem pelo Bayern de Munique, em 2016, ele dirigiu um Audi S8 de terceira geração, equipado com um motor V8 4.0 de 520 cv e avaliado em cerca de R$ 545 mil à época. O modelo, cedido pela Audi, patrocinadora do clube, combinava potência e elegância, características que parecem guiar as decisões do italiano na hora de escolher um veículo.

No ano seguinte, ainda no Bayern, Ancelotti trocou o S8 por um A7 Sportback. Com um motor V6 3.0 TFSI de 333 cv, o sedã oferecia um equilíbrio entre desempenho esportivo e conforto, ideal para um treinador que passava longas horas entre treinos e compromissos. Essa preferência por sedãs, em vez de SUVs mais robustos, destaca um gosto refinado, que valoriza linhas elegantes e dirigibilidade precisa.

No Real Madrid, a partir de 2021, o italiano migrou para modelos elétricos, mantendo a predileção por sedãs. Ele começou com um BMW i7 xDrive60 M Sport, um veículo de 544 cv que custa cerca de R$ 1,3 milhão no Brasil. Em 2023, optou por um BMW i4 M50, com dois motores elétricos e aceleração de 0 a 100 km/h em 3,9 segundos, avaliado em R$ 674.950. Pouco antes de deixar o clube, Ancelotti dirigia um BMW i5 M60 xDrive, de 601 cv e preço próximo a R$ 795 mil.

  • Audi S8 (2016): Motor V8 4.0, 520 cv, avaliado em R$ 545 mil.
  • Audi A7 Sportback (2017): Motor V6 3.0 TFSI, 333 cv, foco em conforto.
  • BMW i7 (2022): Elétrico, 544 cv, preço de R$ 1,3 milhão.
  • BMW i4 M50 (2023): 544 cv, 0 a 100 km/h em 3,9 segundos, R$ 674.950.
  • BMW i5 M60 (2024): 601 cv, cerca de R$ 795 mil.

Contrato com a CBF e segurança reforçada

A chegada de Ancelotti ao Brasil não envolve apenas questões técnicas. O contrato com a CBF inclui medidas para garantir sua segurança e conforto, considerando o perfil de alta visibilidade do treinador. O carro blindado, por exemplo, é uma exigência comum para figuras públicas em grandes centros urbanos brasileiros, especialmente no Rio de Janeiro, onde ele terá uma residência.

Além do veículo, a CBF providenciou uma equipe de segurança particular, responsável por acompanhar Ancelotti em deslocamentos e eventos oficiais. Essa estrutura reflete a importância do treinador para o projeto da seleção, que busca recuperar o protagonismo global após resultados aquém do esperado em competições recentes. A casa no Rio, localizada em uma área nobre, complementa o pacote de benefícios, garantindo que o italiano tenha um ambiente adequado para se adaptar ao país.

Escolha do carro blindado no Brasil

Embora o modelo exato do carro blindado não tenha sido divulgado, especulações apontam para um sedã de luxo, alinhado com o histórico de Ancelotti. No Brasil, marcas como Mercedes-Benz, BMW e Audi dominam o segmento de veículos blindados de alto padrão. Modelos como o Mercedes-Benz S-Class, BMW Série 7 e Audi A8 são escolhas populares entre executivos e celebridades que buscam segurança sem abrir mão do conforto.

A blindagem no Brasil segue padrões rigorosos, com níveis de proteção que variam de III-A (o mais comum, resistente a armas de fogo como pistolas 9 mm) a VR8 (capaz de suportar explosivos e fuzis). Para Ancelotti, é provável que a CBF opte por um veículo com blindagem nível III-A, suficiente para a rotina urbana e compatível com sedãs de luxo. O custo de blindagem pode adicionar entre R$ 100 mil e R$ 200 mil ao preço do veículo, dependendo do modelo e da empresa responsável.

Empresas como a brasileira Carbon Blindagens e a internacional Inkas são conhecidas por blindar sedãs premium, mantendo o design original e o desempenho. Um BMW Série 7 blindado, por exemplo, pode custar cerca de R$ 1,5 milhão, enquanto um Audi A8 blindado fica na faixa de R$ 1,2 milhão. A escolha final dependerá de fatores como disponibilidade, preferências pessoais de Ancelotti e acordos comerciais da CBF.

  • Mercedes-Benz S-Class: Popular entre executivos, com preço base de R$ 1,1 milhão.
  • BMW Série 7: Blindagem nível III-A, custo aproximado de R$ 1,5 milhão.
  • Audi A8: Combina elegância e segurança, cerca de R$ 1,2 milhão blindado.
  • Custo de blindagem: Entre R$ 100 mil e R$ 200 mil, dependendo do nível de proteção.

Histórico com marcas de luxo

A relação de Ancelotti com marcas como Audi e BMW vai além da preferência por sedãs. Nos clubes europeus, os veículos eram fornecidos por meio de contratos de comodato, uma prática comum em que patrocinadores cedem carros para jogadores e comissão técnica. No Bayern, a Audi, parceira de longa data, oferecia modelos topo de linha, enquanto no Real Madrid, a BMW assumiu o papel, com foco em veículos elétricos.

Essa transição para elétricos reflete uma tendência no mercado automotivo europeu, onde marcas premium investem em sustentabilidade sem sacrificar desempenho. O BMW i7, por exemplo, foi escolhido por Ancelotti em 2022 e se destacou como Carro do Ano Superpremium de 2024 pela revista Autoesporte. Sua autonomia de até 625 km e interior luxuoso o tornam ideal para um treinador que valoriza tecnologia e conforto.

O BMW i4 M50, usado em 2023, trouxe uma pegada mais esportiva, com tração integral e aceleração impressionante. Já o i5 M60, seu último carro no Real Madrid, combina potência (601 cv) com eficiência energética, reforçando a adaptação de Ancelotti aos modelos elétricos. No Brasil, onde a infraestrutura para elétricos ainda é limitada, é possível que ele opte por um sedã híbrido ou a combustão, especialmente considerando a blindagem.

Carlo Ancelotti no Real Madrid com BMW i5 – Foto: Divulgação

Possível escolha no mercado brasileiro

O mercado brasileiro de sedãs de luxo oferece opções que podem atender às expectativas de Ancelotti. A Mercedes-Benz S-Class, por exemplo, é conhecida por seu interior sofisticado e tecnologias de assistência ao motorista, com preços a partir de R$ 1,1 milhão. A BMW Série 7, outra forte candidata, combina desempenho e espaço, sendo uma escolha natural para quem já dirigiu modelos da marca.

A Audi, marca que acompanhou Ancelotti no Bayern, também tem presença forte no Brasil com o A8 L, que custa cerca de R$ 1 milhão sem blindagem. Todos esses modelos podem ser adaptados para blindagem nível III-A, mantendo o conforto e a dirigibilidade. A escolha final dependerá de negociações entre a CBF e possíveis patrocinadores, além das preferências do treinador.

Um fator a considerar é a logística no Brasil. Sedãs blindados exigem manutenção especializada, e a infraestrutura de recarga para elétricos pode ser um obstáculo em algumas regiões. Caso Ancelotti mantenha sua preferência por elétricos, modelos como o BMW i7 ou o Mercedes-Benz EQS, com autonomia superior a 500 km, poderiam ser viáveis no Rio de Janeiro, onde há maior oferta de eletropostos.

  • Mercedes-Benz EQS: Elétrico, autonomia de 700 km, preço de R$ 1,2 milhão.
  • BMW i7: Elétrico, autonomia de 625 km, R$ 1,3 milhão.
  • Audi A8 L: Híbrido ou a combustão, preço base de R$ 1 milhão.

Coleção particular de Ancelotti

Embora Ancelotti não costume exibir sua garagem, especulações sugerem que ele possui uma Ferrari 458, um modelo que reflete sua ligação com a região de Maranello, na Itália, onde nasceu. A Ferrari 458, lançada em 2009, tem motor V8 4.5 de 570 cv e preço que ultrapassa R$ 2 milhões no Brasil. Sua presença na coleção seria coerente com o perfil do treinador, que combina discrição com apreço por carros de alto desempenho.

Outros modelos especulados incluem clássicos italianos, como Maserati ou Alfa Romeo, mas não há confirmações. Diferentemente de jogadores como Neymar, que ostentam coleções avaliadas em dezenas de milhões, Ancelotti mantém sua vida pessoal reservada, o que torna difícil mapear sua garagem particular.

Tendências de blindagem no Brasil

A escolha de um carro blindado para Ancelotti reflete uma realidade no Brasil, onde a segurança é uma preocupação para figuras públicas. O mercado de blindagem cresceu significativamente nos últimos anos, com cerca de 20 mil veículos blindados circulando no país, segundo estimativas da Associação Brasileira de Blindagem (Abrablin). Sedãs de luxo são os preferidos para esse tipo de modificação, por oferecerem espaço interno e estrutura compatível com o peso adicional da blindagem.

Empresas como a Carbon Blindagens, com sede em São Paulo, e a Armor Brasil, especializada em veículos premium, lideram o setor. A blindagem nível III-A, mais comum, adiciona cerca de 150 kg ao veículo, exigindo ajustes na suspensão e nos freios. O processo pode levar até 45 dias, dependendo da complexidade do modelo.

Influência de patrocinadores na escolha

A CBF pode buscar parcerias com montadoras para fornecer o carro de Ancelotti, assim como ocorre em clubes europeus. No Brasil, marcas como Volkswagen, Chevrolet e Stellantis têm acordos com a seleção, mas para um treinador do porte de Ancelotti, é provável que a escolha recaia sobre uma marca premium, como BMW ou Mercedes-Benz.

Essas parcerias beneficiam ambos os lados: a montadora ganha visibilidade, e a CBF reduz custos. Um exemplo é a BMW, que já fornece veículos para eventos da entidade. Caso a CBF opte por um modelo elétrico, a parceria poderia incluir a instalação de um eletroposto na residência de Ancelotti, facilitando a adaptação ao Brasil.

  • Volkswagen: Parceira da CBF, mas focada em modelos populares.
  • BMW: Forte candidata, com experiência em fornecer carros premium.
  • Mercedes-Benz: Presença consolidada no segmento de luxo no Brasil.
  • Stellantis: Menos provável, mas pode oferecer modelos Jeep ou Peugeot.

Adaptação ao Brasil

Mudar-se para o Brasil representa um desafio logístico para Ancelotti, especialmente em termos de mobilidade. O Rio de Janeiro, onde ele residirá, tem uma rede de eletropostos em expansão, mas ainda limitada em comparação com cidades europeias. Se optar por um sedã elétrico, o treinador dependerá de pontos de recarga privados ou em shoppings e condomínios de alto padrão.

Sedãs a combustão ou híbridos, como o Audi A8 ou o Mercedes-Benz S-Class, podem ser mais práticos, especialmente para deslocamentos longos, como viagens a centros de treinamento ou estádios. A blindagem, por sua vez, exige cuidados adicionais, como revisões frequentes para garantir a integridade do veículo.

A escolha do carro também reflete a imagem que Ancelotti quer projetar no Brasil. Um sedã de luxo, elegante e discreto, alinha-se com seu perfil de treinador experiente, que evita holofotes fora do campo. Ao mesmo tempo, o veículo será um símbolo de sua nova fase, comandando a seleção em busca de títulos.

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