Na madrugada de 16 de junho de 2025, mísseis iranianos atingiram o centro e o litoral de Israel, matando ao menos três pessoas, conforme informou o serviço nacional de emergência israelense, Magen David Adom (MDA). Os ataques, parte da operação “Promessa Verdadeira 3”, foram uma retaliação aos bombardeios israelenses contra instalações nucleares e militares no Irã, iniciados em 13 de junho. As ações elevaram o total de mortos em Israel para 17 desde o início das hostilidades, enquanto no Irã, o Ministério da Saúde reportou 224 mortes e 1.277 feridos. Prédios residenciais e a rede elétrica central de Israel sofreram danos significativos, intensificando o conflito entre os dois países. Sirenes ecoaram em Tel Aviv e Jerusalém, forçando milhões a buscar abrigo. O cenário aumenta temores de uma guerra regional de maiores proporções.
Os ataques iranianos, que incluíram cerca de 150 mísseis balísticos, conseguiram ultrapassar parcialmente os sistemas de defesa de Israel, como o Domo de Ferro, segundo a Guarda Revolucionária do Irã. Enquanto isso, Israel retaliou com bombardeios em Teerã, atingindo alvos militares, incluindo o quartel-general da força Quds. A troca de ataques, que já dura quatro dias, marca uma escalada sem precedentes na rivalidade histórica entre os dois países.
- Alvos em Israel: Prédios residenciais e infraestrutura elétrica foram danificados no centro e litoral do país.
- Resposta de Israel: Forças israelenses conduziram ataques aéreos contra instalações militares em Teerã.
- Impacto humanitário: Dezenas de feridos em Israel e centenas no Irã, com maioria de civis atingidos.
- Contexto regional: Ações aumentam risco de envolvimento de aliados, como os Estados Unidos.
O conflito, desencadeado por ataques israelenses a instalações nucleares iranianas, como Natanz, reflete tensões de longa data, agora agravadas pela retórica de ambos os lados.
Escalada de tensões no oriente médio
O conflito atual teve início na sexta-feira, 13 de junho, quando Israel lançou a “Operação Leão em Ascensão”, um ataque aéreo maciço contra alvos estratégicos no Irã. Segundo as Forças de Defesa de Israel (FDI), a operação visava neutralizar o programa nuclear iraniano, destruindo instalações cruciais e eliminando altos comandantes militares, como Hossein Salami, chefe da Guarda Revolucionária, e Mohammad Bagheri, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas iranianas. A ação foi descrita pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu como um golpe no “coração do programa nuclear” do Irã.
Teerã respondeu horas depois com uma barragem de mísseis e drones, mirando cidades como Tel Aviv, Jerusalém e Haifa. A operação iraniana, batizada de “Promessa Verdadeira 3”, foi anunciada como uma retaliação direta à “declaração de guerra” de Israel. O líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, prometeu “castigos severos”, enquanto o presidente Masoud Pezeshkian afirmou que as respostas do Irã se tornariam “mais decisivas” caso os ataques israelenses continuassem.
Danos e vítimas em israel
Os mísseis iranianos causaram destruição significativa em áreas urbanas de Israel. Em Bat Yam, cidade próxima a Tel Aviv, um edifício residencial de oito andares foi atingido, resultando em duas mortes, segundo a polícia israelense. Em Rishon Lezion, ao sul da capital, um ataque matou duas pessoas e feriu 19, conforme relatado pelo MDA. Outra vítima fatal foi registrada por fragmentos de mísseis em uma onda anterior de ataques.
O serviço de emergência atendeu quatro ocorrências principais, transportando dezenas de feridos para hospitais na região central. Entre os ferimentos, predominam casos de estilhaços, inalação de fumaça e choque. A rede elétrica central de Israel também sofreu danos, afetando o fornecimento de energia em cidades como Bat Yam e Tel Aviv.
- Mortes confirmadas: 17 desde o início dos ataques, incluindo mulheres e crianças.
- Feridos: Cerca de 100 pessoas, com quatro em estado grave.
- Infraestrutura: Rede elétrica e prédios residenciais foram os mais afetados.
As Forças de Defesa de Israel afirmaram que a maioria dos mísseis foi interceptada, mas cerca de 22 dos 270 disparados nas últimas noites atravessaram as defesas, causando danos materiais e humanos.
Impacto no irã e retaliação
No Irã, os bombardeios israelenses deixaram um rastro de destruição. Na sexta-feira, 78 pessoas morreram, incluindo civis, em ataques a instalações nucleares e militares. No sábado, um bombardeio a um prédio residencial em Teerã matou 60 pessoas, sendo 20 crianças, segundo a mídia estatal iraniana. O Ministério da Saúde do Irã reportou 224 mortes e 1.277 hospitalizações até o domingo, com a maioria das vítimas sendo civis.
Os ataques israelenses também atingiram depósitos de petróleo em Shahran e o campo de gás natural de South Pars, levantando preocupações sobre o fornecimento global de combustíveis. A agência iraniana Tasnim informou que o Ministério da Defesa em Teerã sofreu danos leves, enquanto as FDI confirmaram ataques a armazéns e estruturas de lançamento de mísseis no oeste do Irã.
O Irã retaliou com novas ondas de ataques, incluindo mísseis balísticos disparados de Teerã e Kermanshah. A Guarda Revolucionária afirmou que os projéteis atingiram alvos militares em Israel, como bases aéreas e estações de abastecimento de caças.
Envolvimento internacional
Os Estados Unidos, principal aliado de Israel, confirmaram apoio na interceptação de mísseis iranianos, embora o secretário de Estado, Marco Rubio, tenha negado envolvimento direto nos ataques israelenses. O presidente Donald Trump, em postagens na Truth Social, instou o Irã a retomar negociações nucleares, alertando que ataques contra alvos americanos resultariam em uma resposta militar de “força total”.
Outros líderes mundiais expressaram preocupação com a escalada. O presidente russo, Vladimir Putin, condenou os ataques israelenses e ofereceu mediação, enquanto o secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu o fim imediato das hostilidades. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, também apelou por contenção.
- Apoio americano: Interceptação de mísseis, mas negação de participação direta.
- Posição russa: Condenação a Israel e oferta de mediação.
- Reação da ONU: Pedido por diplomacia e fim dos ataques mútuos.
- Preocupação europeia: Apelo por desescalada para evitar conflito regional.
O Irã ameaçou atacar bases dos EUA, Reino Unido e França na região caso esses países apoiem Israel, aumentando o risco de um conflito mais amplo.
Histórico de rivalidade
A rivalidade entre Israel e Irã remonta a décadas, intensificada pelo apoio iraniano a grupos como Hezbollah e Hamas, considerados ameaças por Israel. O programa nuclear iraniano tem sido um ponto central de tensão, com Israel acusando Teerã de buscar armas nucleares, algo que o Irã nega.
Os ataques de junho de 2025 representam a maior escalada direta entre os dois países. Diferentemente de conflitos anteriores, que envolviam proxies, as ações atuais são marcadas por ataques diretos a alvos estratégicos, elevando o risco de uma guerra aberta.
Resposta militar de israel
Israel mantém uma postura ofensiva, com Netanyahu afirmando que os ataques continuarão “pelo tempo necessário”. As FDI relataram controle aéreo total sobre Teerã e a neutralização de baterias antiaéreas iranianas. Cerca de 200 caças foram mobilizados na operação inicial, que atingiu instalações nucleares e militares no Irã.
O ministro da Defesa, Israel Katz, condenou os ataques iranianos a áreas civis, prometendo que Teerã “pagará um preço alto”. As FDI também interceptaram sete drones iranianos e realizaram buscas por projéteis caídos em território israelense.
Preocupações econômicas globais
A escalada do conflito impactou os mercados financeiros, com o preço do petróleo subindo entre 7% e 11% devido a temores de interrupções no fornecimento. O Irã, membro da OPEP, é um grande exportador de combustíveis, e os ataques a suas instalações de petróleo e gás, como South Pars, levantam preocupações sobre a economia global.
As bolsas de valores em Israel registraram quedas, enquanto o mercado internacional reagiu com volatilidade. A suspensão das negociações nucleares entre o Irã e potências globais, previstas para 15 de junho, adiciona incerteza ao cenário.
Reações da população
Em Israel, milhões de cidadãos correram para abrigos durante os ataques, com sirenes ecoando em todo o país. Eventos públicos foram cancelados, e a segurança foi reforçada em grandes cidades. Em Tel Aviv, equipes de resgate usaram cães farejadores e escavadeiras para buscar sobreviventes nos escombros de prédios atingidos.
No Irã, a população vive um misto de medo e raiva. Relatos descrevem moradores de Teerã saindo às ruas em pânico após explosões. Alguns iranianos expressaram apoio às autoridades, enquanto outros esperam que a crise leve a mudanças na liderança do país.
Próximos passos no conflito
A intensidade dos ataques mútuos sugere que o conflito está longe de terminar. Israel prometeu novas ofensivas, enquanto o Irã planeja retaliar com maior força. A comunidade internacional, embora unida em apelos por contenção, enfrenta dificuldades para mediar a crise.
O envolvimento de potências como os EUA e a Rússia pode complicar ainda mais o cenário, especialmente se o Irã cumprir suas ameaças contra bases ocidentais. Enquanto isso, civis de ambos os lados continuam a sofrer as consequências de uma guerra que ameaça desestabilizar o Oriente Médio.

