As vendas de carros elétricos e híbridos no Brasil registraram alta de 12,7% em maio de 2025, totalizando 16.641 emplacamentos, segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). Com 71.324 unidades comercializadas de janeiro a maio, o setor cresceu 19,5% em relação a 2024. Liderado pelo BYD Dolphin Mini, com 2.576 vendas, o segmento de elétricos (BEV) respondeu por 31,3% do total, enquanto os híbridos, com destaque para o GWM Haval H6 (2.138 unidades), dominaram com 9.672 registros. Os dados, divulgados em 17 de junho, refletem a expansão da eletromobilidade no país, impulsionada por incentivos fiscais e maior oferta de modelos. Os pagamentos seguem até 30 de junho, com antecipação em áreas de calamidade.
O crescimento ocorre em um cenário de maior conscientização ambiental e expansão da infraestrutura de recarga. Marcas chinesas, como BYD e GWM, lideram o mercado, enquanto a Toyota mantém presença com o Corolla Cross.
- Destaques do mercado em maio:
- 16.641 veículos eletrificados emplacados.
- BYD Dolphin Mini lidera elétricos com 2.576 vendas.
- GWM Haval H6 supera BYD Song Pro entre híbridos.
- Acumulado de 71.324 unidades no ano.
O setor de eletrificados consolida-se como uma tendência crescente, com São Paulo liderando os emplacamentos.
Liderança do BYD Dolphin Mini
O BYD Dolphin Mini manteve sua posição como o carro elétrico mais vendido no Brasil em maio de 2025, com 2.576 unidades emplacadas. Lançado em 2024 por R$ 115.800, o compacto conquistou consumidores pelo preço acessível, autonomia de 280 km e design moderno. Em comparação com abril, quando registrou 2.177 vendas, o modelo cresceu 18,3%, reforçando a dominância da BYD no segmento de elétricos.
O segundo colocado, BYD Dolphin, com 1.864 emplacamentos, segue como uma opção de maior porte, com preço inicial de R$ 149.800 e autonomia de 405 km. O pódio é completado pelo BYD Yuan Pro, com 556 unidades, um SUV compacto que combina robustez e eficiência energética. A BYD respondeu por 52% das vendas de elétricos no mês, consolidando sua liderança no mercado brasileiro.
A ascensão de modelos chineses reflete investimentos em produção local, como a fábrica da BYD em Camaçari, Bahia, que iniciou operações em 2025, e a oferta de veículos com bom custo-benefício.
Híbridos plug-in dominam com GWM Haval H6
Os híbridos plug-in (PHEV) lideraram as vendas de eletrificados em maio, com 7.581 emplacamentos, representando 46% do total. O GWM Haval H6 surpreendeu ao assumir a liderança no segmento, com 2.138 unidades vendidas, superando o BYD Song Pro, que registrou 1.716 vendas. Equipado com um motor 1.5 turbo combinado a um elétrico, o Haval H6 oferece 393 cv e autonomia elétrica de 80 km, com preço inicial de R$ 219.000.
O BYD Song Plus, com 1.170 emplacamentos, e o BYD King, com 803 unidades, ocuparam a terceira e quarta posições, enquanto o Toyota Corolla Cross, com 614 vendas, completou o top 5. O Corolla Cross, a partir de R$ 189.990, mantém apelo pela confiabilidade da marca e consumo eficiente, com médias de 14 km/l na cidade. A força dos híbridos plug-in reflete a preferência por modelos que combinam autonomia elétrica para uso urbano e flexibilidade para viagens longas.
- Top 5 híbridos plug-in em maio:
- GWM Haval H6: 2.138 unidades.
- BYD Song Pro: 1.716 unidades.
- BYD Song Plus: 1.170 unidades.
- BYD King: 803 unidades.
- Toyota Corolla Cross: 614 unidades.
Crescimento do mercado eletrificado
O mercado de veículos eletrificados no Brasil atingiu 71.324 emplacamentos nos primeiros cinco meses de 2025, um aumento de 19,5% em relação às 59.669 unidades de 2024. Maio destacou-se com 16.641 vendas, alta de 12,7% sobre abril (14.759) e 22,3% em comparação com maio de 2024 (13.612). Os elétricos (BEV) somaram 6.969 unidades, enquanto os híbridos (PHEV e HEV) totalizaram 9.672 registros no mês.
A exclusão dos micro-híbridos (MHEV) das estatísticas da ABVE, anunciada em janeiro de 2025, refina os dados, focando em tecnologias com maior impacto na eletromobilidade. Em 2024, o setor já havia registrado um recorde de 177.358 emplacamentos, crescimento de 89% sobre 2023, com os plug-in (BEV e PHEV) representando 71% do mercado. A continuidade desse crescimento em 2025 reflete a expansão da oferta e incentivos fiscais, como isenção de impostos de importação para elétricos até 2026.
São Paulo liderou os emplacamentos em maio, com 35% do total, seguida por Distrito Federal (8%) e Rio de Janeiro (7%). O Nordeste, com crescimento de 25% no acumulado do ano, destaca-se pela interiorização da eletromobilidade.
Investimentos em produção local
A ascensão de marcas chinesas como BYD e GWM está ligada a investimentos em fábricas no Brasil. A BYD iniciou a produção em Camaçari, Bahia, em abril de 2025, com capacidade para 150 mil veículos anuais, incluindo o Dolphin Mini e o Song Pro. A GWM, por sua vez, abriu sua planta em Iracemápolis, São Paulo, em maio, focada no Haval H6 e no Tank 300, que registrou 604 vendas em seu primeiro mês.
Essas fábricas reduzem custos e prazos de entrega, além de criarem empregos. A BYD gerou 5.000 vagas diretas na Bahia, enquanto a GWM contratou 2.000 trabalhadores em São Paulo. A produção local também responde às pressões da Anfavea, que busca equilibrar a concorrência com marcas tradicionais, como Toyota e Volkswagen, que planejam lançar híbridos flex até 2027.
Infraestrutura de recarga em expansão
A infraestrutura de recarga no Brasil cresceu 179% em 2024, com 3.500 pontos públicos, segundo a ABVE. Em 2025, São Paulo concentra 40% dos eletropostos, mas estados como Maranhão, com alta de 172% em pontos de recarga, mostram avanço no Nordeste. Empresas como YellotMob e Intelbras investem em soluções residenciais e comerciais, com 500 novos pontos instalados em maio.
A expansão da rede é crucial para os elétricos e híbridos plug-in, que representam 78% das vendas de eletrificados em 2025. A ABVE projeta 5.000 pontos até o fim do ano, apoiada por incentivos governamentais e parcerias privadas. A maior disponibilidade de recarga reduz a ansiedade de autonomia, incentivando a adoção de BEVs.
Novidades no mercado híbrido
Os lançamentos de maio, como o GWM Tank 300 (604 emplacamentos) e o Jaecoo 7 (275 unidades), reforçam a oferta de híbridos plug-in. O Tank 300, com motor 2.0 turbo e elétrico, entrega 449 cv e custa R$ 299.900, enquanto o Jaecoo 7, a partir de R$ 249.900, combina design premium e autonomia elétrica de 90 km. Ambos competem com o Volvo XC60, que perdeu posições no ranking, com 250 vendas.
A Toyota, com o Corolla Cross e o Corolla Altis (936 unidades no bimestre), mantém sua força entre híbridos convencionais (HEV), com motores flex que aceitam etanol. A marca planeja lançar o Yaris Cross híbrido flex em 2026, mirando o segmento de SUVs compactos. A Caoa Chery também anunciou o Tiggo 8 PHEV Flex, com chegada prevista para julho de 2025.
Dominância das marcas chinesas
A BYD liderou o mercado eletrificado em maio, com 8.900 unidades vendidas, seguida pela GWM (3.200) e Toyota (1.600). A BYD atingiu 53% de market share, com modelos como Dolphin Mini, Song Pro e King dominando os rankings de elétricos e híbridos. A GWM, com o Haval H6 e Tank 300, cresceu 30% em relação a abril, impulsionada pela produção local.
A concorrência com marcas tradicionais intensificou-se, com a Anfavea questionando práticas de preços da BYD e GWM. A ABVE, por sua vez, defende a exclusão dos micro-híbridos, como Fiat Pulse, das estatísticas, por sua baixa contribuição à eletromobilidade. Em 2024, a BYD emplacou 22 mil Dolphin Minis, consolidando sua liderança anual.
Benefícios ambientais e econômicos
Os veículos eletrificados reduziram as emissões de CO2 em 120 mil toneladas no Brasil em 2024, segundo a ABVE. Híbridos plug-in, como o Haval H6, consomem até 50% menos combustível em modo urbano, enquanto elétricos eliminam emissões diretas. O custo operacional de um BEV, como o Dolphin Mini, é 60% inferior a um carro a combustão, com recarga custando R$ 15 para 200 km.
Incentivos fiscais, como isenção de IPI para elétricos e redução de ICMS em 12 estados, mantêm os preços competitivos. O governo planeja ampliar esses benefícios até 2027, visando 20% de eletrificados nas vendas totais de veículos até 2030. A economia com combustível e manutenção atrai consumidores, com 65% dos compradores citando custos operacionais como fator decisivo.
- Benefícios dos eletrificados:
- Redução de 120 mil toneladas de CO2 em 2024.
- Custo de recarga 60% menor que combustão.
- Isenção de IPI para elétricos até 2026.
- Híbridos plug-in com 50% menos consumo urbano.
Interiorização da eletromobilidade
A eletromobilidade avança além do Sudeste, com o Nordeste registrando 15% das vendas em maio, liderado por Recife e Fortaleza. O Maranhão, com 109 pontos de recarga, cresceu 172% em infraestrutura. O Centro-Oeste, com Goiânia e Brasília, representa 10% dos emplacamentos, enquanto o Sul, com destaque para Porto Alegre, tem 12%.
A interiorização reflete a busca ativa por consumidores em cidades menores, onde os eletrificados movimentam comércios locais. Em 2024, 30% das vendas ocorreram fora das capitais, com municípios como Campinas (SP) e Joinville (SC) liderando. A ABVE prevê que 40% dos emplacamentos em 2026 venham do interior, impulsionados por redes de recarga e marketing regional.
Projeções para o futuro
A ABVE estima 200 mil emplacamentos de eletrificados em 2025, com os plug-in mantendo 70% do mercado. A chegada de modelos como o Volkswagen ID.4 e o Hyundai Ioniq 6, prevista para o segundo semestre, intensificará a concorrência. A Toyota planeja expandir sua linha híbrida flex, enquanto a Stellantis aposta no Jeep Compass PHEV Flex.
A infraestrutura de recarga deve alcançar 7.000 pontos até 2026, com investimentos de R$ 2 bilhões de empresas como Raízen e Zletric. A produção local de baterias, liderada pela BYD em parceria com a Umicore, reduzirá custos em 15% até 2027. O Brasil consolidará sua posição como líder em eletromobilidade na América Latina, com 400 mil veículos eletrificados circulando até o fim de 2025.

