A nova geração da Toyota Hilux, prevista para estrear globalmente no segundo semestre de 2025, já começa a revelar detalhes de seu design e motorizações. A picape média, líder de vendas no Brasil, manterá a plataforma IMV atual, mas trará duas opções de design frontal, uma versão híbrida leve de 48V com motor 2.8 turbodiesel e, possivelmente, uma híbrida plug-in de 326 cv. Flagrada em testes na Tailândia, a nona geração da Hilux chegará ao Brasil em 2026, produzida na Argentina, com visual renovado e tecnologias avançadas, como o sistema Multi-Terrain Select. O preço inicial no Brasil deve partir de R$ 250 mil, mantendo a competitividade frente a rivais como a Ford Ranger.
A Toyota Hilux, ícone entre as picapes médias, está prestes a entrar em uma nova fase. Com lançamento global marcado para o segundo semestre de 2025, a nona geração da caminhonete foi flagrada em testes na Tailândia, revelando traços de um design renovado e tecnologias que prometem reforçar sua liderança no mercado brasileiro, onde emplacou 50.010 unidades em 2024. A produção para o Brasil seguirá em Zárate, na Argentina, com chegada prevista para 2026. Além de duas opções de design frontal, a Hilux trará uma versão híbrida leve de 48V, associada ao motor 2.8 turbodiesel, e especulações apontam para uma variante híbrida plug-in com até 326 cv. O preço inicial no Brasil deve girar em torno de R$ 250 mil, mantendo a picape competitiva frente a rivais como Ford Ranger e Chevrolet S10
A novidade reforça o compromisso da Toyota com a eletrificação, atendendo às normas de emissões mais rígidas, como o Proconve L8, que entra em vigor em 2025 no Brasil. A estratégia da montadora é combinar robustez, tradição e inovação, sem abandonar a essência que conquistou milhões de consumidores.
- Principais novidades da nova Hilux:
- Duas opções de design frontal, com grades distintas.
- Sistema híbrido leve de 48V com motor 2.8 turbodiesel de 204 cv.
- Possível versão híbrida plug-in com motor 2.4 turbo a gasolina e 326 cv.
- Tecnologias como Multi-Terrain Select e direção elétrica.
- Preço inicial estimado em R$ 250 mil no Brasil.
Design frontal: duas personalidades para a Hilux
A nona geração da Toyota Hilux aposta em uma estética moderna, mas sem romper com sua identidade. Flagrantes na Tailândia, publicados pelo site HeadlightMag, mostram a picape com duas configurações de grade frontal. A primeira, posicionada próximo ao capô, exibe um estilo colmeia, enquanto a segunda, no para-choque, traz aletas horizontais. Essa dualidade permite que a Toyota atenda a diferentes preferências estéticas, especialmente em mercados como Ásia, América Latina e Austrália.
Os faróis, agora mais finos e com tecnologia full-LED, incorporam luzes diurnas na parte superior, conferindo um visual sofisticado. O para-choque redesenhado inclui entradas de ar maiores e faróis de neblina circulares em posição baixa, reforçando a robustez da picape. A Toyota optou por manter a carroceria atual, lançada em 2015, com ajustes sutis na lateral e na traseira, onde as lanternas verticais ganharão filetes de LED.
A camuflagem leve nos protótipos indica que o design está praticamente finalizado. A estratégia da Toyota é oferecer uma evolução visual que mantenha a familiaridade, mas com elementos que aproximem a Hilux de modelos como a Tacoma e a Tundra, suas “primas” norte-americanas.
Motorizações: eletrificação é o foco
A grande aposta da nova Hilux está na eletrificação. A versão híbrida leve de 48V, já presente na Europa, combina o motor 2.8 turbodiesel de 204 cv com um motor-gerador de 16 cv e uma bateria de íons de lítio de 4,3 Ah, instalada sob os bancos traseiros. Esse sistema, que melhora o consumo em até 10%, será padrão nas versões mais caras e opcional nas de entrada no Brasil.
Outra possibilidade é a introdução de uma versão híbrida plug-in, com um motor 2.4 turbo a gasolina associado a um elétrico de 36 kW, entregando 326 cv e 64,2 kgfm de torque, semelhante ao usado no Land Cruiser Prado. Especula-se que essa configuração, que pode oferecer até 200 km de autonomia elétrica, utilize tecnologia da BYD, parceira da Toyota em alguns projetos.
- Especificações esperadas para as motorizações:
- Híbrida leve: 2.8 turbodiesel, 204 cv, sistema 48V, até 10% de economia.
- Híbrida plug-in: 2.4 turbo a gasolina, 326 cv, autonomia de até 200 km.
- Diesel puro: ajustes para atender normas de emissões, como Proconve L8.
A Toyota também estuda uma versão elétrica para 2025, confirmada pelo presidente da montadora na Tailândia. Um protótipo com cabine simples foi apresentado em 2022, mas a autonomia estimada de 200 km sugere foco em uso profissional.
Plataforma IMV: continuidade com atualizações
Ao contrário das expectativas, a nova Hilux não adotará a plataforma TNGA-F, usada na Tacoma e na Tundra. A Toyota optou por manter a plataforma IMV, introduzida em 2015, com atualizações no chassi de longarinas e na carroceria. O uso de aço de alta resistência e soldas a laser garante maior rigidez, enquanto componentes de alumínio reduzem o peso.
A suspensão traseira deve manter o eixo rígido com feixes de molas nas versões de entrada, mas as configurações topo de linha podem receber um sistema multilink, semelhante ao da Tacoma. A direção hidráulica será substituída por um sistema elétrico, melhorando a dirigibilidade e reduzindo o consumo de combustível.
Essa decisão reflete a estratégia da Toyota de equilibrar custos e confiabilidade. A plataforma IMV, já testada em condições extremas, suporta as novas motorizações híbridas e mantém a capacidade de carga de 1.000 kg e reboque de 3.500 kg, essenciais para o público da Hilux.
Tecnologias embarcadas: mais conectividade e segurança
A nova Hilux trará avanços significativos em tecnologia. O sistema Multi-Terrain Select (MTS), que ajusta tração e suspensão para diferentes terrenos (lama, areia, rocha, neve), será padrão nas versões 4×4. A picape também contará com controle de cruzeiro adaptativo, reconhecimento de placas de trânsito e faróis altos automáticos, integrados ao pacote Toyota Safety Sense.
No interior, espera-se uma central multimídia de 9 polegadas com Android Auto e Apple CarPlay sem fio, além de um painel de instrumentos digital de 12,3 polegadas nas versões mais caras. O sistema Toyota Serviços Conectados permitirá monitoramento remoto do veículo via aplicativo, incluindo histórico de viagens e diagnóstico de falhas.
Cronograma de lançamento e produção
A estreia oficial da nova Hilux está prevista para o segundo semestre de 2025, com apresentação inicial na Tailândia, principal polo de desenvolvimento da picape. A produção para a América Latina será concentrada em Zárate, Argentina, com chegada ao Brasil no início de 2026.
- Etapas do lançamento:
- Segundo semestre de 2025: estreia global na Ásia.
- Início de 2026: início das vendas no Brasil.
- 2027: possível renovação do SUV SW4, baseado na mesma plataforma.
A Toyota planeja manter a liderança no segmento de picapes médias no Brasil, onde a Hilux superou a Ford Ranger por quase 20.000 unidades em 2024. A produção local garante preços competitivos e adaptações específicas para o mercado brasileiro, como ajustes para o biodiesel B10.
Preços e posicionamento no mercado
Embora os preços oficiais ainda não tenham sido divulgados, estimativas baseadas no mercado brasileiro apontam que a nova Hilux terá valores a partir de R$ 250 mil nas versões de entrada com cabine simples. As configurações híbridas, especialmente a plug-in, podem ultrapassar R$ 350 mil, posicionando a picape como uma opção premium frente a rivais como a Ford Ranger PHEV e a BYD Shark.
A Toyota aposta na combinação de robustez, eletrificação e tecnologias avançadas para manter a Hilux como referência no segmento. A concorrência, no entanto, está acirrada, com a Ranger liderando na Austrália e a Chevrolet S10 investindo em versões off-road, como a edição 100 Anos.
Versão esportiva GR-Sport: o que esperar
A linha GR-Sport, conhecida por sua pegada off-road, deve ganhar uma nova edição na nona geração. O motor 2.8 turbodiesel de 224 cv pode receber o sistema híbrido leve de 48V, entregando cerca de 20 cv extras em situações exigentes, como trilhas ou reboque. A suspensão terá bitolas mais largas, e o visual incluirá detalhes exclusivos, como rodas de 17 polegadas e kit aerodinâmico.
A versão GR-Sport será voltada para consumidores que buscam desempenho e personalização, com itens como painel digital, câmeras off-road e sistema de som premium. O preço deve partir de R$ 340 mil, alinhado com as versões topo de linha da concorrência.
Estratégia global da Toyota
A Toyota está alinhando a Hilux às metas globais de sustentabilidade. A introdução de versões híbridas e elétricas reflete a pressão por emissões mais baixas, especialmente na Europa e na Austrália, onde normas como o Euro 7 são rigorosas. A picape também está sendo testada com tecnologia a hidrogênio no Reino Unido, com dez protótipos em fase de avaliação.
No Brasil, a eletrificação é um passo estratégico para atender ao Proconve L8 e atrair consumidores urbanos, que valorizam eficiência e tecnologia. A Hilux híbrida será a primeira picape média eletrificada produzida na América Latina, reforçando a posição da Toyota como líder em inovação no segmento.
Curiosidades sobre a nova Hilux
- A Tailândia é o principal centro de desenvolvimento da Hilux, com mais de 50% da produção global.
- A picape já foi testada em condições extremas, como desertos australianos e florestas amazônicas.
- O sistema híbrido leve de 48V reduz vibrações e melhora a suavidade em terrenos off-road.
- A Hilux elétrica terá foco inicial em frotistas, com cabine simples e autonomia de 200 km.
Aposta no off-road e versatilidade
A nova Hilux manterá sua reputação como uma das picapes mais versáteis do mercado. A profundidade de submersão de 700 mm, essencial para o off-road, foi preservada mesmo com a adição do sistema híbrido. Componentes como a bateria e o motor-gerador foram posicionados em pontos elevados para garantir resistência em trilhas.
O sistema Multi-Terrain Select oferece seis modos de condução, otimizando o desempenho em diferentes condições. A tração 4×4, combinada com o bloqueio do diferencial traseiro, garante que a Hilux continue sendo uma referência para quem precisa de robustez no trabalho ou na aventura.

