BYD Song Plus 2026 roda 2.100 km, mas consumo na estrada decepciona

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BYD Song Plus

BYD Song PLus - Foto: Divulgação

BYD Song Plus 2026, híbrido plug-in da marca chinesa, enfrentou um teste de 2.100 km entre São Paulo e Foz do Iguaçu, revelando bom desempenho dinâmico, mas consumo decepcionante na estrada. Realizado em junho de 2025, o percurso, com o SUV lotado, consumiu 160 litros de gasolina, com média de 13,3 km/l, custando mais de R$ 1.000. Produzido em Camaçari, Bahia, o modelo de tração dianteira, com preço de R$ 249.990, combina motor 1.5 aspirado de 98 cv e elétrico de 197 cv, totalizando 235 cv. Apesar da evolução em conforto e tecnologia, o carregamento lento de 6,6 kW e a baixa eficiência em altas velocidades limitaram a economia. O teste, conduzido na BR-369, destaca a força da BYD, que emplacou 3.185 unidades do Song Pro em janeiro de 2025, mas aponta desafios para viagens longas.

A versão testada, com bateria de 18,3 kWh, oferece até 63 km no modo elétrico, insuficiente para longas distâncias sem recargas frequentes. A autonomia total, prometida em 1.200 km, caiu para 820 km na prática, segundo o teste. A BYD planeja expandir sua rede para 150 concessionárias até 2026, reforçando a presença no Brasil.

O Song Plus 2026, com design atualizado e central multimídia de 15,6 polegadas, atrai consumidores urbanos, mas enfrenta críticas pela performance em rodovias. Enquetes com 5 mil motoristas mostram que 65% valorizam o conforto, mas 40% questionam o consumo em alta velocidade.

  • Resultados do teste de 2.100 km:
    • Consumo médio: 13,3 km/l (estrada, gasolina).
    • Gasto total: 160 litros, mais de R$ 1.000.
    • Autonomia real: 820 km (contra 1.200 km prometidos).
    • Velocidade ideal para economia: abaixo de 80 km/h.
    • Carregamento lento: 6,6 kW (AC).

Consumo na estrada

O teste de 2.100 km revelou que o BYD Song Plus 2026, apesar de avanços, decepciona em consumo rodoviário. Com média de 13,3 km/l a 100 km/h, o SUV consumiu 160 litros de gasolina, resultando em um custo elevado para a viagem. Em velocidades acima de 100 km/h, a eficiência caiu para 12,5 km/l, e a 130 km/h, chegou a 10 km/l. A melhor média, de 21,5 km/l, foi registrada a 60 km/h, inviável para viagens longas.

A bateria de 18,3 kWh, que permite 63 km no modo elétrico, depende de carregamento lento (6,6 kW AC), limitando o ganho de energia em paradas rápidas. O motor 1.5 aspirado, com torque máximo de 121 Nm a 4.500 rpm, sofreu em retomadas, dificultando ultrapassagens na BR-369, uma rodovia de pista simples com tráfego intenso.

A BYD promove o Song Plus como “Super Híbrido”, com sistema DM-i que mantém carga mínima na bateria, mas o teste mostrou que o motor a combustão é sobrecarregado em alta velocidade, reduzindo a eficiência. A autonomia real de 820 km ficou abaixo dos 1.200 km prometidos, frustrando expectativas de economia em longas distâncias.

Design e tecnologia atualizados

O Song Plus 2026 adota o design “Ocean”, com faróis afilados, grade horizontal e lanternas conectadas por uma barra iluminada. A central multimídia giratória de 15,6 polegadas, com Android Auto e Apple CarPlay, é um destaque, junto ao painel digital de 12,3 polegadas. A abertura por cartão NFC ou celular adiciona praticidade, enquanto o retrovisor fotocrômico melhora a visibilidade noturna.

O interior, com 574 litros de porta-malas e espaço para cinco ocupantes, oferece conforto superior, com bancos ventilados e aquecidos. O isolamento acústico reduz ruídos externos, mas a suspensão, embora ajustada para o Brasil, transmite batidas em pisos irregulares devido aos pneus run-flat de 19 polegadas. A direção, ajustável nos modos Eco, Normal e Sport, é considerada pesada, mas garante estabilidade a 110 km/h.

Conjunto mecânico híbrido

O Song Plus 2026 combina um motor 1.5 aspirado de 98 cv e 121 Nm com um elétrico de 197 cv e 33,1 kgfm, totalizando 235 cv. A potência combinada permite aceleração de 0 a 100 km/h em 8,8 segundos, segundo testes, mas a retomada em baixas rotações é lenta, exigindo alta rotação do motor a combustão. A transmissão de dupla embreagem (DCT) de 7 marchas é suave, mas não compensa a falta de torque em subidas.

A bateria de 18,3 kWh, uma evolução dos 8,3 kWh do modelo anterior, aumenta a autonomia elétrica de 28 km para 63 km, segundo o Inmetro. O consumo urbano atinge 14,9 km/l, mas na estrada cai para 12,1 km/l, impactado pelo peso de 1.790 kg. O sistema DM-i prioriza o motor elétrico, carregando a bateria automaticamente abaixo de 20%, mas depende do motor a combustão em longas viagens.

  • Especificações do conjunto híbrido:
    • Motor 1.5 aspirado: 98 cv, 121 Nm a 4.500 rpm.
    • Motor elétrico: 197 cv, 33,1 kgfm.
    • Potência combinada: 235 cv.
    • Bateria: 18,3 kWh, 63 km no modo elétrico.
BYD Song PLus – Foto: Divulgação

Comparação com a versão Premium

O Song Plus Premium, com preço de R$ 299.800, oferece tração AWD e bateria de 26,6 kWh, com 87 km de autonomia elétrica. A potência combinada de 324 cv e a recarga rápida DC de 18 kW superam a versão testada, mas o custo extra de R$ 49.810 limita seu apelo. A Premium acelera de 0 a 100 km/h em 5,2 segundos, contra 8,8 segundos da versão standard, e enfrenta o GWM Haval H6 (326 cv, R$ 239.000) com vantagem em desempenho.

A suspensão da Premium, com acerto mais firme, melhora o comportamento em curvas, mas o peso de 2.020 kg reduz a eficiência em alta velocidade. A escolha entre as versões depende do uso: a standard é suficiente para trechos urbanos, enquanto a Premium é ideal para quem busca desempenho em rodovias.

Conforto e dirigibilidade

O Song Plus 2026 prioriza conforto, com suspensão ajustada para absorver buracos, embora os pneus run-flat gerem batidas secas em pisos ruins. O isolamento acústico é eficiente, minimizando ruídos do motor e das rodas. A posição de dirigir, com ajustes completos, é prática, mas os bancos dianteiros, estreitos para ocupantes altos, receberam críticas em testes.

A direção, embora firme, é menos responsiva em curvas, exigindo ajustes nos modos de condução. A estabilidade em alta velocidade, testada a 110 km/h, é um ponto forte, com freios precisos e comportamento previsível. O porta-malas de 574 litros, um dos maiores da categoria, supera o Jeep Compass (440 litros) e o Toyota Corolla Cross (440 litros), ideal para famílias.

Consumo e autonomia

O Inmetro aponta consumo de 14,9 km/l na cidade e 12,1 km/l na estrada, com autonomia combinada de 849 km no ciclo urbano. No teste de 2.100 km, a autonomia real foi de 820 km, com o motor a combustão predominando devido à limitação do carregamento lento. Em modo híbrido, com carga mantida, o consumo urbano pode atingir 24,3 km/l, mas exige velocidades moderadas.

A regeneração de energia é eficiente, mantendo a bateria acima de 20%, mas o motor 1.5 precisa trabalhar intensamente em rodovias, reduzindo a economia. Comparado ao Song Pro GS (R$ 199.800, 20 km/l na cidade), o Song Plus consome mais em alta velocidade, mas oferece mais tecnologia.

  • Consumo por velocidade:
    • 60 km/h: 21,5 km/l.
    • 80 km/h: 14 km/l.
    • 100 km/h: 13 km/l.
    • 120 km/h: 12,5 km/l.
    • 130 km/h: 10 km/l.

Mercado e vendas

O Song Plus é o segundo híbrido mais vendido no Brasil, com 3.185 unidades emplacadas em janeiro de 2025, atrás do Song Pro, segundo a Fenabrave. A BYD, com 25,1% do mercado de híbridos, supera a GWM e a Fiat, consolidando-se como líder em eletrificados. A produção em Camaçari, iniciada em 2024, permite preços competitivos, com 80% de componentes locais.

A marca oferece financiamento com taxa de 0,99% ao mês e entrada de 60%, além de IPVA 2025 ou seguro grátis até 31 de julho de 2025. O Programa de Recompra garante 80% do valor FIPE por até 48 meses, incentivando a troca por outros modelos BYD. A rede de concessionárias, com 120 unidades em 2025, planeja atingir 150 até 2026.

Segurança e equipamentos

O Song Plus 2026 inclui o pacote ADAS, com frenagem autônoma, alerta de ponto cego e assistente de faixa, mas não na versão standard, ao contrário da Premium. Seis airbags, câmera 360° e sensores de estacionamento são de série. O modelo obteve cinco estrelas no Latin NCAP, com 90% de proteção para adultos e 87% para crianças.

A central multimídia de 15,6 polegadas permite ajustar o nível de carga da bateria, mas a interface, embora intuitiva, tem comandos pouco acessíveis para o ADAS. O teto solar panorâmico, bancos elétricos e Wi-Fi 4G completam o pacote, mas a ausência de frenagem automática na versão de entrada é uma limitação frente ao GWM Haval H6.

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