Kate Middleton se opõe a ritual sangrento para príncipe George

Príncipe George

Príncipe George - Foto: Pete Hancock / Shutterstock.com

Príncipe George, de 11 anos, pode participar de um ritual de caça conhecido como “blooding” durante a visita anual da família real a Balmoral, na Escócia, em julho de 2025. A prática, que envolve espalhar sangue do primeiro animal caçado no rosto do participante, é uma tradição aristocrática secular, mas enfrenta críticas crescentes. Especialistas apontam que o primogênito de William e Kate Middleton, segundo na linha de sucessão ao trono britânico, seguiria os passos do pai e do avô, rei Charles III, que passaram pelo rito na infância. No entanto, Kate Middleton se opõe firmemente à participação de seus filhos, buscando protegê-los de práticas consideradas ultrapassadas e desumanas. A decisão reflete tensões entre tradições reais e valores modernos, enquanto o Palácio de Buckingham evita comentários sobre o tema.

A controvérsia reacende discussões sobre o papel da monarquia em práticas que chocam parte da sociedade. A possibilidade de George participar da caçada, conforme relatado por fontes próximas à realeza, levanta questões sobre como a família real equilibrará suas tradições com a opinião pública.

  • O que é o blooding? Uma tradição de caça que marca a primeira presa de um caçador, comum entre a aristocracia britânica.
  • Por que é polêmico? Envolve práticas vistas como cruéis, como espalhar sangue animal no rosto do participante.
  • Quem já participou? Rei Charles III e príncipe William passaram pelo ritual quando jovens.

A prática, segundo especialistas, é vista por alguns como um rito de passagem, mas por outros como um costume arcaico que não condiz com os valores contemporâneos. A resistência de Kate Middleton destaca uma mudança geracional na realeza, que enfrenta pressões para se modernizar.

Origens do blooding na realeza britânica
O blooding tem raízes profundas na história da aristocracia britânica, remontando a séculos, quando a caça era não apenas um esporte, mas uma demonstração de habilidade e status. Na Escócia, especialmente em propriedades como Balmoral, a prática ganhou destaque entre os nobres. O ritual, que envolve marcar o caçador com o sangue da primeira presa, simbolizava, para alguns, respeito pela natureza e a transição para a maturidade.

Fontes históricas indicam que o blooding era comum em caçadas de veados e raposas, atividades centrais na vida rural da elite. Para a realeza, essas tradições reforçavam laços com a cultura escocesa e a identidade aristocrática. No entanto, com o avanço dos movimentos de proteção animal e mudanças na percepção pública, o ritual passou a ser questionado.

A propriedade de Balmoral, adquirida pela rainha Vitória em 1852, tornou-se um palco central para essas práticas. A família real, que passa parte do verão na residência, mantém atividades como caça e pesca, que continuam a atrair atenção e críticas.

A posição de Kate Middleton contra o ritual
Kate Middleton, princesa de Gales, emergiu como uma voz de resistência contra o blooding. Segundo o escritor Tom Quinn, em seu livro “Yes Ma’am: The Secret Life of Royal Servants”, a princesa é categórica em proteger seus três filhos – George, Charlotte e Louis – de práticas que considera desumanas. Sua postura reflete uma visão mais progressista, influenciada por sua criação em uma família de classe média, distante das tradições aristocráticas.

A decisão de Kate é apoiada por seu marido, o príncipe William, e pelo rei Charles III, que, apesar de terem participado do ritual na infância, reconhecem a necessidade de adaptação. A princesa, que será a próxima rainha consorte, busca criar um ambiente mais emocionalmente seguro para seus filhos, priorizando valores modernos em detrimento de costumes antigos.

  • Proteção aos filhos: Kate insiste que George, Charlotte e Louis não participem de rituais sangrentos.
  • Apoio familiar: William e Charles III respeitam a decisão, sinalizando mudanças na realeza.
  • Valores modernos: A princesa valoriza o bem-estar emocional acima de tradições aristocráticas.
  • Influência materna: Sua criação fora da realeza molda sua abordagem como mãe.

Essa posição ganhou apoio de comentaristas reais, como Hilary Fordwich, que destaca o respeito de William e Charles pela princesa. A apresentadora Helena Chard também defendeu Kate, argumentando que o campo deve ser associado à natureza, não a práticas sangrentas.

A tradição de caça em Balmoral
Balmoral, localizada nas Terras Altas da Escócia, é mais do que uma residência de verão para a realeza. A propriedade de 20 mil hectares é um refúgio onde a família real pratica atividades tradicionais, incluindo caça de veados, pesca e caminhadas. A caça, em particular, é uma prática enraizada na cultura local, mas também um ponto de controvérsia.

A temporada de caça em Balmoral, que ocorre entre agosto e outubro, atrai membros da realeza e convidados. Veados são os alvos principais, e a prática é regulamentada para controlar a população de animais na região. No entanto, o blooding, embora menos comum hoje, permanece como um símbolo de uma era passada, quando a caça era glorificada.

A participação de George, caso ocorra, seria supervisionada por seu pai, o príncipe William, que caçou veados em Balmoral aos 11 anos, em 1993. O ritual, segundo Duncan Larcombe, é visto por alguns como uma forma de honrar a presa, mas para outros, é um ato desnecessário e cruel.

Críticas públicas e pressão por mudanças
A possibilidade de George participar do blooding gerou reações mistas. Organizações de proteção animal, como a PETA, criticam a caça e rituais associados, argumentando que promovem crueldade. Em 2024, postagens no X destacaram a indignação de ativistas, que chamaram o blooding de “bárbaro” e pediram o fim dessas práticas.

A opinião pública britânica também está dividida. Enquanto alguns veem a caça como parte da herança cultural, outros a consideram incompatível com os valores de uma monarquia moderna. Pesquisas recentes, como uma conduzida pela YouGov em 2023, mostram que 62% dos britânicos desaprovam a caça esportiva, um aumento em relação a uma década atrás.

A realeza enfrenta o desafio de manter tradições sem alienar o público. A resistência de Kate Middleton ao blooding pode ser um passo para alinhar a monarquia com as expectativas contemporâneas, especialmente entre os mais jovens.

O papel de George na sucessão real
Como segundo na linha de sucessão, atrás de seu pai, o príncipe George está destinado a ser rei. Sua educação é cuidadosamente planejada para equilibrar deveres reais e uma infância relativamente normal. A possibilidade de participar de rituais como o blooding reflete o peso das tradições que ele herdará, mas também os esforços de seus pais para protegê-lo de práticas controversas.

George já participa de eventos oficiais, como o Trooping the Colour, e é visto com frequência em atividades familiares. Sua exposição a tradições como a caça, no entanto, levanta questões sobre como a próxima geração de reis será moldada. A decisão de Kate de barrar o blooding sugere que George crescerá em um ambiente que valoriza a modernização da monarquia.

Outras tradições em Balmoral
Além da caça, Balmoral é palco de outras atividades que conectam a realeza à cultura escocesa. Os Highland Games, que ocorrem anualmente, são um exemplo. O Braemar Gathering, previsto para 6 de setembro de 2025, contará com a presença da família real e incluirá competições como arremesso de poste e danças tradicionais.

Esses eventos, menos controversos que a caça, reforçam a ligação da monarquia com a Escócia. A participação da realeza nesses momentos é vista como uma forma de celebrar a herança cultural, mas também de manter a visibilidade pública em um contexto menos polêmico.

A influência de Kate na modernização da realeza
A postura de Kate Middleton contra o blooding não é um caso isolado. Desde que se juntou à família real, a princesa tem promovido causas ligadas à saúde mental, educação infantil e sustentabilidade. Sua decisão de proteger os filhos de rituais sangrentos alinha-se com sua visão de uma monarquia mais acessível e sensível às preocupações do público.

A princesa também é conhecida por sua habilidade em navegar as pressões da vida real sem perder a conexão com valores contemporâneos. Sua influência sobre William e Charles III demonstra o peso de sua voz dentro da família, especialmente em questões relacionadas à criação dos filhos.

O futuro das tradições reais
A controvérsia em torno do blooding reflete um momento de transição para a monarquia britânica. À medida que a geração de George assume papéis mais proeminentes, a realeza terá que decidir quais tradições manter e quais abandonar. A caça, embora ainda praticada, enfrenta crescente escrutínio, e rituais como o blooding podem desaparecer nas próximas décadas.

A família real já demonstrou disposição para se adaptar. O príncipe Harry, por exemplo, abandonou a caça em 2020 para agradar Meghan Markle, defensora dos direitos dos animais. Essa flexibilidade sugere que a monarquia está atenta às mudanças sociais, mesmo que a passos cautelosos.

O impacto da opinião pública
A monarquia britânica depende da aprovação pública para manter sua relevância. Em um mundo onde a proteção animal e a sustentabilidade ganham destaque, práticas como o blooding são cada vez mais difíceis de justificar. A decisão de Kate Middleton de proteger seus filhos pode ser vista como uma resposta estratégica a essas pressões, garantindo que a próxima geração de reis esteja alinhada com os valores do século XXI.

A ausência de comentários oficiais do Palácio de Buckingham sobre o blooding indica a sensibilidade do tema. Enquanto a realeza busca equilibrar tradição e modernidade, o futuro de rituais como esse permanece incerto, mas a influência de figuras como Kate sugere um caminho de renovação.

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