Menina desaparecida em Santos some após trocar mensagens românticas em jogo onlinePor Carolina Costa
8 min de leitura
![]() |
Yara Mello Delfino, uma adolescente de 12 anos, desapareceu em Santos, no litoral de São Paulo, após sair de casa por volta das 18h30 de domingo, 6 de julho de 2025. A menina, que estava na casa de uma tia, informou que iria à residência da mãe para ajudar com a irmã caçula, mas não retornou. A Polícia Civil investiga o caso, registrado como desaparecimento de pessoa, e apura a relação com mensagens trocadas por Yara com um homem conhecido em um jogo online. A mãe, Maria Patrícia Melo de Menezes, descobriu as conversas um dia antes do sumiço, levantando suspeitas de que a adolescente possa ter saído para encontrar o indivíduo. Vizinhos relataram tê-la visto com uma mochila, caminhando sozinha no bairro Marapé, o que intensifica a angústia da família e as buscas na região.
A investigação ganhou força com a mobilização de familiares e autoridades. A mãe, que estava no trabalho no momento do desaparecimento, descreveu Yara como uma menina obediente e sem histórico de fugas. A família tenta rastrear câmeras de segurança para obter pistas. O caso expõe os riscos de interações online entre adolescentes, especialmente em plataformas de jogos.
Siga o Mix Vale no Google e veja nossas notícias primeiro
- Principais detalhes do caso:
- Yara saiu de casa com uma mochila e roupas.
- O celular da adolescente está desligado desde o sumiço.
- A mãe tentou contato com o suspeito, mas foi bloqueada.
O desaparecimento de Yara chocou a comunidade local e reacendeu debates sobre a segurança digital de jovens. A polícia segue em diligências para esclarecer os fatos.
Buscas intensificadas em Santos
A Polícia Civil de Santos concentra esforços na localização de Yara Mello Delfino. O caso, registrado no 2º Distrito Policial, foi encaminhado à 3ª Delegacia do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) para aprofundamento. Agentes analisam imagens de câmeras de segurança de ruas próximas ao bairro Marapé e Embaré, onde a adolescente foi vista pela última vez. Um comerciante local relatou que Yara parecia arrumada, sugerindo que sua saída pode ter sido planejada, embora a família descarte qualquer comportamento suspeito prévio.
A mãe, Maria Patrícia, relatou que a filha estava na casa de uma tia, em um sobrado próximo à residência da família, quando decidiu sair. A adolescente informou que ajudaria a mãe com a irmã de 3 anos, mas vizinhos a viram caminhando em direção à sede de uma escola de samba. Desde então, seu celular permanece na caixa postal, e seu RG também não foi encontrado em casa. A angústia da família cresce à medida que as horas passam sem notícias.
Mensagens com desconhecido
Um elemento central da investigação é a troca de mensagens entre Yara e um homem conhecido em um jogo online. Maria Patrícia descobriu as conversas no sábado, 5 de julho, ao notar que a filha estava em uma chamada de vídeo. Ao tentar interagir, o homem desligou imediatamente. A mãe transferiu o contato para seu celular, mas foi bloqueada ao tentar comunicação. As mensagens, descritas como românticas por fontes próximas à família, levantam preocupações sobre a intenção do indivíduo.
A tia de Yara, Michele Cristina de Melo, também tentou contato, fingindo ser uma amiga da adolescente. Em mensagens obtidas pela polícia, o suspeito negou envolvimento, mas sua atitude evasiva, incluindo o bloqueio de contatos, aumentou as suspeitas. A Polícia Civil trabalha para identificar o homem, que, segundo a família, pode ser um adulto de 51 anos, embora nas fotos enviadas à menina parecesse mais jovem, entre 18 e 19 anos.
Ação da família
A família de Yara não mede esforços para encontrá-la. Maria Patrícia, abalada, descreveu a filha como uma criança amorosa e tranquila, que frequentava a escola sozinha e nunca causou problemas. A mãe tentou contato com amigas de Yara pelas redes sociais, mas nenhuma tinha informações sobre seu paradeiro. A tia Michele, além de confrontar o suspeito por mensagens, percorre a vizinhança em busca de testemunhas.
- Medidas tomadas pela família:
- Busca por câmeras de segurança em comércios locais.
- Contato com amigas e conhecidos de Yara.
- Colaboração com a polícia na entrega de mensagens e evidências.
- Apelos públicos para o retorno seguro da adolescente.
A mobilização familiar reflete a gravidade do caso e a esperança de um desfecho positivo. Maria Patrícia expressou seu desespero, afirmando estar sem comer e profundamente angustiada.
Riscos dos jogos online
O desaparecimento de Yara destaca os perigos de interações em plataformas digitais, especialmente para adolescentes. Jogos online, como os frequentados pela menina, muitas vezes integram chats e redes sociais, permitindo contatos com desconhecidos. Especialistas alertam que predadores podem se passar por jovens para ganhar confiança de menores.
No caso de Yara, a troca de mensagens evoluiu para o WhatsApp, indicando uma proximidade maior com o suspeito. A polícia investiga se houve manipulação ou aliciamento, prática comum em casos de crimes virtuais contra adolescentes. Autoridades reforçam a importância de monitoramento parental e educação digital para prevenir situações semelhantes.
Perfil da adolescente
Yara Mello Delfino é descrita como uma menina calma e obediente. Frequentava a escola regularmente e não apresentava sinais de rebeldia, segundo a família. No dia do desaparecimento, vestia saia, blusa e casaquinho pretos, levando uma mochila com algumas roupas e um baby doll. A ausência de comportamentos suspeitos prévios torna o caso ainda mais intrigante para os investigadores.
A mãe destacou que Yara jogava online como outras crianças, conversando com amigas. A descoberta do contato com o homem, um dia antes do sumiço, foi um choque. A família acredita que a adolescente pode ter sido influenciada a sair de casa, mas não descarta outras hipóteses.
Trabalho policial
A Polícia Civil atua em múltiplas frentes para localizar Yara. Além da análise de câmeras, os investigadores rastreiam o número de telefone do suspeito e examinam o histórico de mensagens no celular da adolescente. A 3ª Delegacia do Deic conduz diligências para identificar a identidade real do homem, que pode ter usado informações falsas para se aproximar da menina.
O caso mobilizou equipes especializadas em desaparecimentos e crimes cibernéticos. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que as buscas continuam, mas detalhes são preservados para não comprometer a investigação. A polícia também apela à população por informações que possam levar ao paradeiro de Yara.
Apoio da comunidade
O desaparecimento de Yara gerou comoção em Santos. Moradores do bairro Marapé e Embaré colaboram com a família, compartilhando informações e cartazes nas redes sociais. A escola de samba mencionada como possível destino da adolescente também foi contatada, mas não há registros de sua passagem pelo local.
- Formas de apoio comunitário:
- Divulgação de fotos e descrições de Yara em grupos locais.
- Cooperação de comerciantes com imagens de câmeras.
- Mobilização em redes sociais para ampliar as buscas.
A solidariedade da comunidade reforça a esperança da família, que mantém apelos para que Yara volte para casa em segurança.
Prevenção e segurança digital
Casos como o de Yara reforçam a necessidade de medidas preventivas no ambiente online. Autoridades e especialistas recomendam que pais monitorem as atividades digitais dos filhos, especialmente em jogos e redes sociais. Configurações de privacidade e restrições de contato com desconhecidos são ferramentas essenciais.
Escolas também desempenham um papel importante, promovendo palestras sobre segurança digital. Em Santos, iniciativas locais já discutem a inclusão de programas educativos para alertar jovens sobre os riscos de interações online. A polícia orienta que qualquer informação sobre Yara seja comunicada ao 2º Distrito Policial ou ao Disque-Denúncia.
Angústia familiar
Maria Patrícia vive um pesadelo desde o desaparecimento da filha. A mãe, que trabalha para sustentar a família, confiava na responsabilidade de Yara, que cuidava da irmã caçula e frequentava a escola sem problemas. A falta de notícias intensifica o sofrimento, e a família se agarra à esperança de que a adolescente seja encontrada.
A tia Michele, que mantém contato com a polícia, expressou frustração com a evasão do suspeito. A família pede que Yara, caso esteja em segurança, entre em contato. O caso segue em aberto, com a polícia intensificando esforços para esclarecer os fatos e trazer respostas.















