Modelo carioca denuncia ex-jogador Jorge Báez por violência e cárcere no Paraguai
Jannah Nebbeling, modelo carioca de 29 anos, denunciou o ex-jogador paraguaio Jorge Báez por agressões físicas, psicológicas, sexuais e cárcere privado durante três anos de relacionamento, entre 2022 e 2024. A influenciadora revelou os abusos em um vídeo nas redes sociais, mostrando-se amarrada e com marcas de violência, após fugir do Paraguai em uma viagem de 40 horas de ônibus. A denúncia foi formalizada na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), em Jacarepaguá, Rio de Janeiro, no início de agosto de 2025. O caso, que chocou o público, expõe um ciclo de violência que incluiu manipulação, ameaças e tentativas de silenciamento, enquanto Jannah busca justiça para si e outras vítimas de abusos.
A carioca conheceu Báez aos 18 anos, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, em um encontro que parecia promissor. O que começou como um romance evoluiu para um relacionamento abusivo, com episódios de violência que escalaram ao longo do tempo. Jannah relata que viveu momentos de terror, especialmente no Paraguai, onde esteve isolada e submetida a controle total do ex-jogador.
- Momentos marcantes do relato: Jannah divulgou imagens de hematomas e um vídeo em que aparece amarrada a uma escada.
- Fuga do Paraguai: Após enfrentar barreiras para denunciar no exterior, ela retornou ao Brasil para buscar apoio.
- Apoio jurídico: A advogada Larissa Ferrari, conhecida por denúncias contra outro jogador, colabora com o caso.
A história de Jannah reflete a luta de muitas mulheres contra a violência doméstica, trazendo à tona a dificuldade de romper o silêncio em contextos de manipulação e poder.
Detalhes do relacionamento abusivo
O relacionamento entre Jannah Nebbeling e Jorge Báez começou em 2022, quando a modelo ainda era jovem e via o jogador como uma figura carismática. Eles moraram juntos no Brasil e no Paraguai, mas o que parecia um sonho logo se tornou um pesadelo. Jannah descreve um padrão de violência que incluía agressões verbais, manipulação emocional e, posteriormente, agressões físicas graves.
A influenciadora relata que Báez a controlava de forma obsessiva, proibindo-a de ter amigos homens, sair sozinha ou manter interações nas redes sociais. “Ele dizia que eu não podia olhar para ninguém na rua, que deveria manter os olhos no chão”, contou Jannah. As agressões físicas incluíram mordidas, socos e até o uso de luvas de boxe para “evitar marcas visíveis” no rosto da modelo, que, mesmo assim, ficou com hematomas severos.
- Controle psicológico: Báez monitorava as redes sociais de Jannah, exigindo que ela apagasse fotos.
- Agressões físicas: A modelo relata ter sido jogada contra paredes e mordida em várias ocasiões.
- Abusos sexuais: Jannah revelou episódios de violência sexual, incluindo a introdução de objetos sem consentimento.
- Isolamento social: No Paraguai, ela foi privada de contatos externos, vivendo em cárcere privado.
O jogador, segundo a modelo, usava sua posição e influência para intimidá-la, alegando ter conexões que poderiam silenciá-la.
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Fuga e denúncia no Brasil
A decisão de Jannah de romper o ciclo de violência veio após anos de sofrimento. No Paraguai, ela tentou buscar ajuda durante uma consulta médica, mas foi desencorajada por um profissional que alertou sobre a possibilidade de Báez influenciar as autoridades locais. “Ele poderia comprar a polícia”, disse o médico, segundo a modelo. Sem apoio no exterior, Jannah planejou sua fuga, enfrentando uma viagem exaustiva de 40 horas de ônibus até o Rio de Janeiro.
No Brasil, a influenciadora procurou a Deam de Jacarepaguá para formalizar a denúncia. No entanto, ela relata que enfrentou descaso inicial das autoridades, que chegaram a ridicularizar suas queixas sobre o controle exercido por Báez nas redes sociais. Apesar disso, Jannah persistiu, reunindo provas como vídeos, mensagens e fotos de lesões para embasar o caso.
- Provas apresentadas: Imagens de hematomas, vídeos de cárcere e mensagens ameaçadoras.
- Medida protetiva: Báez enfrenta três inquéritos e uma ordem de restrição no Brasil.
- Apoio nas redes: Jannah criou um perfil no Instagram para expor os abusos e conscientizar outras vítimas.
A denúncia ganhou força com o apoio da advogada Larissa Ferrari, que já representou outras mulheres em casos de violência envolvendo atletas.
Reação do acusado e impacto público
Jorge Báez, ex-jogador do Olimpia e do Resende, ainda não apresentou uma defesa formal. Por meio de sua assessoria, ele informou que só se pronunciará se o caso avançar judicialmente. A postura reservada do atleta contrasta com a repercussão do caso, que mobilizou debates nas redes sociais sobre violência de gênero e o poder de figuras públicas.
A história de Jannah gerou comoção, com milhares de mensagens de apoio em suas publicações. Muitas mulheres compartilharam experiências semelhantes, destacando a importância de dar voz às vítimas. A modelo enfatizou que sua luta não é apenas pessoal, mas um chamado por justiça para todas as mulheres silenciadas por abusos.
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- Repercussão online: Hashtags de apoio a Jannah viralizaram, ampliando o debate sobre violência doméstica.
- Silêncio do acusado: Báez evita comentários públicos, aguardando desdobramentos judiciais.
- Apoio de ativistas: Grupos feministas se mobilizaram para acompanhar o caso.
- Impacto no esporte: A denúncia reacende discussões sobre a conduta de atletas fora de campo.
A visibilidade do caso reforça a necessidade de políticas públicas mais eficazes para proteger vítimas de violência doméstica, especialmente em contextos internacionais.
Obstáculos enfrentados no Paraguai
No Paraguai, Jannah enfrentou barreiras significativas para denunciar os abusos. O isolamento imposto por Báez a impedia de formar redes de apoio, e a desconfiança nas instituições locais agravou sua situação. O alerta do médico sobre a possível corrupção policial reflete um problema estrutural em alguns países, onde figuras influentes conseguem escapar de punições.
A modelo relata que, durante o período de cárcere, Báez a mantinha vigiada e limitava suas interações. “Eu não podia fazer amigas, só saía com ele ou com quem ele permitia”, disse. Essa dinâmica de controle dificultou a busca por ajuda, forçando Jannah a planejar sua fuga em segredo.
- Falta de apoio: Autoridades paraguaias não ofereceram suporte à vítima.
- Cultura de impunidade: A influência de Báez foi um obstáculo para a denúncia.
- Viagem de risco: A fuga de 40 horas foi planejada sem que o jogador desconfiasse.
A experiência de Jannah no Paraguai destaca a vulnerabilidade de vítimas em contextos onde o agressor detém poder ou influência.
Busca por justiça e conscientização
Ao retornar ao Brasil, Jannah transformou sua dor em um movimento de conscientização. Suas publicações nas redes sociais não apenas expõem os abusos sofridos, mas também incentivam outras mulheres a denunciar. A modelo criou um perfil dedicado a compartilhar provas e relatos, buscando inspirar coragem em vítimas de violência doméstica.
A colaboração com a advogada Larissa Ferrari fortaleceu o caso, que agora tramita na Justiça brasileira. Jannah enfatiza que sua luta é por todas as mulheres que enfrentam abusos em silêncio. “Quero que minha voz ecoe por aquelas que não podem falar”, declarou.
- Evidências reunidas: Vídeos, áudios e mensagens comprovam o padrão de violência.
- Medidas judiciais: Três inquéritos foram abertos contra Báez no Rio de Janeiro.
- Conscientização: Jannah usa sua influência para alertar sobre violência de gênero.
- Apoio comunitário: A modelo recebeu mensagens de solidariedade de milhares de seguidores.
O caso de Jannah Nebbeling coloca em evidência a importância de sistemas de apoio para vítimas de violência doméstica e a necessidade de maior rigor na punição de agressores.

















