Suspeito admite assassinato de estudante em SC e corpo é achado em quarto trancado
A Polícia Civil de Santa Catarina investiga o assassinato de Joviana Evelyn Iankovski, uma estudante de biologia de 19 anos cujo corpo foi encontrado na casa do namorado em Sangão, no Sul do estado, em 10 de agosto. O caso gerou grande comoção na comunidade local.
José Gustavo Rabelo de Souza, de 21 anos, investigado por feminicídio, confessou às autoridades ter usado um golpe de mata-leão para tirar a vida da jovem. Ele permanece sob prisão preventiva, enquanto as investigações prosseguem.
Acompanhe os detalhes confirmados sobre o ocorrido e os pontos que ainda precisam de esclarecimento, com base nos dados policiais e nas declarações dos familiares.
Detalhes sobre a vida e os sonhos de Joviana Evelyn Iankovski
Joviana Evelyn Iankovski tinha 19 anos e trabalhava como operadora de máquinas, demonstrando sua dedicação. Recentemente, ela havia começado o curso de Ciências Biológicas na Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc), com as aulas tendo iniciado apenas uma semana antes da sua morte.
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Amigos a descreviam como uma jovem livre, curiosa e cheia de afeto, com grandes aspirações, incluindo o sonho de realizar um mochilão pelo mundo e participar de trabalhos voluntários na África.

Identificação do acusado e os eventos da prisão
O suspeito, José Gustavo Rabelo de Souza, de 21 anos, não tinha histórico criminal ou registros de violência doméstica, de acordo com as informações da Polícia Civil. No entanto, a família da vítima alega que ele possuía um histórico de comportamento violento.
Após confessar o crime na manhã de 10 de agosto, a mesma data em que o corpo foi localizado, José Gustavo foi levado por seus próprios familiares até a delegacia, onde se entregou às autoridades. Sua prisão em flagrante foi convertida em preventiva após a audiência de custódia.
Cronologia e os detalhes do brutal assassinato
A Polícia Civil indicou que o feminicídio ocorreu na virada de 6 para 7 de agosto. A irmã da vítima, Lívia Iankovski, revelou que Joviana havia saído na quinta-feira para um bar com amigos e, posteriormente, foi passar a noite na residência do namorado.
No local, uma discussão intensa teria eclodido depois que Joviana descobriu mensagens do celular de José Gustavo com outras mulheres. A estudante tentou sair da casa, mas foi impedida pelo suspeito, que a seguiu e aplicou o golpe conhecido como “mata-leão”.
Tentativas de José Gustavo Rabelo de enganar a família da vítima
No período entre a madrugada de 7 de agosto e 10 de agosto, José Gustavo utilizou as redes sociais e o telefone da vítima para se passar por ela em conversas com a mãe de Joviana. Esta ação visava encobrir o crime cometido.
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Para explicar o desaparecimento da jovem, ele enviou mensagens afirmando que o aparelho estava sem bateria, que ela havia se sentido mal por causa de bebidas e que teria conseguido um atestado médico para faltar ao trabalho. O suspeito chegou a enviar frases carinhosas como “amanhã à noite vou aí para conversarmos, te amo” na tentativa de afastar qualquer desconfiança e fazer a família acreditar que a jovem retornaria para casa.

Descoberta do crime após desconfiança da família
A família de Joviana começou a desconfiar do tom das respostas e das incoerências apresentadas nas mensagens recebidas. A preocupação aumentou à medida que o tempo passava sem notícias concretas.
Na manhã de 10 de agosto, a irmã de Joviana, Lívia Iankovski, entrou em contato com a empresa onde a jovem trabalhava e confirmou que nenhum atestado médico havia sido entregue. Diante do prolongado sumiço, a mãe da vítima decidiu ir até a casa do namorado e, ao perceber informações desencontradas, acionou a Polícia Militar. Os policiais chegaram ao local e encontraram o corpo de Joviana dentro do quarto trancado de José Gustavo, enrolado em cobertores e apresentando ferimentos no rosto.
A complexidade do relacionamento entre a estudante e o suspeito
Joviana e José Gustavo mantinham um relacionamento há cerca de cinco meses, tendo se conhecido na festa de aniversário de um amigo em comum. A história do casal, contudo, não era de tranquilidade.
Conforme o relato da irmã da vítima, o relacionamento era conturbado e frequentemente marcado por brigas, um ciúme excessivo por parte do suspeito, manipulação e comportamento controlador, com José Gustavo chegando a proibir Joviana de usar certas roupas.
O casal chegou a terminar o namoro no final de julho. Na noite do término, a família informou que o jovem chegou a perseguir a estudante de motocicleta, mesmo separados, eles continuavam a se encontrar.
Cobertura completa: Brasil
Esconderijo do crime da própria família do agressor
José Gustavo morava com sua mãe e avó na mesma casa onde o crime aconteceu. Contudo, elas alegam não ter conhecimento do ocorrido até a descoberta do corpo.
O delegado responsável pelo caso explicou que o suspeito tinha o hábito de se isolar em seu quarto, mantendo sempre a porta trancada, o que não levantou suspeitas imediatas por parte das moradoras da casa.
Em nota, a defesa de José Gustavo afirmou que a família dele não tinha conhecimento prévio do crime nem participou de qualquer tentativa de encobrir o ocorrido. O comunicado enfatiza que a mãe do jovem possui deficiência auditiva e que, assim que tomaram ciência dos fatos na manhã de 10 de agosto, os familiares o levaram imediatamente à delegacia.
Posicionamento da defesa de José Gustavo Rabelo
Em nota oficial, a defesa de José Gustavo expressou suas condolências à família de Joviana e garantiu que atuará de forma técnica dentro do processo legal, que corre em segredo de justiça.
A defesa reforçou que a família do acusado não compactua com nenhuma forma de violência contra a mulher e solicitou que as conclusões não sejam precipitadas antes do término da apuração pericial e policial.

















