Mulher que fingiu ter 12 anos em SC passa por primeira audiência; entenda o caso
O processo criminal envolvendo Amanda Maria Souza de Oliveira, acusada de se passar por uma criança de 12 anos, terá sua primeira audiência de instrução e julgamento em 19 de agosto de 2026. A informação foi confirmada pela defesa da mulher, que terá sua versão apresentada, junto à acusação e o próprio depoimento da ré.
A acusada completou 38 anos em 10 de junho de 2026 e foi detida em Joinville, no Norte de Santa Catarina. Ela é investigada por ludibriar uma família, vivendo com eles por mais de um ano como se fosse uma filha adotiva. Os crimes pelos quais ela responde são estelionato e falsa identidade, que podem acarretar penas de prisão e multas, destacando a seriedade da conduta para as vítimas e a justiça.
A defesa de Amanda Maria Souza de Oliveira divulgou uma nota, afirmando que “demonstrará, com base no conjunto probatório dos autos, a inocência de Amanda, evidenciando as fragilidades da acusação e os elementos que sustentam sua versão dos fatos”. O caminho legal até a audiência envolveu diversas etapas, conforme detalhado pelos representantes jurídicos da acusada:
Como o caso progrediu até a marcação da audiência
- Amanda foi presa em flagrante em 2 de junho de 2026.
- A Polícia Civil encaminhou o inquérito ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).
- O MPSC formalizou a denúncia contra Amanda pelos crimes de estelionato e falsa identidade.
- A denúncia foi aceita pelo Poder Judiciário, transformando o caso em um processo criminal.
- Os advogados de Amanda apresentaram a defesa por escrito ao Poder Judiciário.
- O Ministério Público tem a oportunidade de contestar essa defesa, também por escrito.
- A defesa de Amanda, por sua vez, pode apresentar a réplica.
- A audiência foi então agendada para as 18h em Joinville, com comparecimento presencial.

Próximos passos da audiência agendada
Durante a audiência, as partes envolvidas no processo terão seus depoimentos colhidos. Este momento crucial incluirá:
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- A apresentação da acusação, realizada pelo Ministério Público de Santa Catarina.
- As argumentações e o posicionamento da defesa de Amanda.
- O depoimento direto da própria Amanda.
Após essa etapa de oitivas, o processo seguirá para as alegações finais. Neste momento, tanto a acusação quanto a defesa realizarão suas manifestações derradeiras sobre as provas apresentadas, formalizando seus pedidos ao magistrado. Em seguida, o processo estará apto para a prolação da sentença, embora a decisão não seja esperada para o mesmo dia da audiência.
A situação do exame de sanidade mental da acusada
Amanda Maria Souza de Oliveira foi submetida a um exame de sanidade mental pela Polícia Científica em 26 de junho de 2026. Além disso, seu advogado, Lúcio Sousa, informou que um segundo exame foi realizado por peritos indicados pela própria defesa.
Lúcio Sousa afirmou que os dois laudos apresentaram diagnósticos divergentes: enquanto o relatório oficial apontou uma doença, o da defesa identificou três. Os detalhes dos resultados não foram divulgados à imprensa, uma vez que o processo tramita em sigilo, o que impede a revelação de informações que poderiam influenciar a percepção pública sobre o caso.
O advogado explicou que ambos os relatórios foram entregues ao juiz responsável pelo caso. Esses documentos são considerados elementos probatórios essenciais, que auxiliarão o magistrado na análise e formulação da decisão final, culminando na sentença.
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Como a mulher viveu por mais de um ano com a família em Joinville
A fraude foi desvendada em 2 de junho de 2026, data em que a mulher foi detida na residência da família que a tinha acolhido. Em seu depoimento, Amanda admitiu ter replicado o mesmo tipo de golpe em outras localidades, incluindo as cidades de Curitiba, no Paraná, Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, e também em diferentes estados como Minas Gerais, Goiás e Ceará.
Em 9 de junho de 2026, o Poder Judiciário acatou a denúncia formalizada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) contra a mulher. Com essa aceitação, Amanda Maria Souza de Oliveira tornou-se oficialmente ré no processo criminal.
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Por um período de 14 meses, ela residiu na casa de uma família em Joinville, vivendo sob a falsa identidade de filha adotiva, o que intensifica a complexidade do caso e o impacto emocional sobre os envolvidos.

















