A Caoa, grupo brasileiro conhecido por sua parceria com a Chery, está prestes a lançar a Changan no Brasil, em novembro de 2025, durante o Salão do Automóvel. A nova marca sino-brasileira, Caoa Changan, terá produção em Anápolis (GO), na mesma fábrica dos modelos Caoa Chery, mas com redes de vendas e concessionárias independentes. A estratégia, liderada pelos herdeiros de Carlos Alberto de Oliveira Andrade, garante a coexistência das duas marcas chinesas concorrentes sem alterar a sociedade com a Chery, firmada em 2017. A chegada da Changan é um movimento para diversificar o portfólio da Caoa, reduzindo a dependência de uma única marca, enquanto a Chery avança com suas próprias marcas, como Omoda Jaecoo e Jetour.
A decisão de trazer a Changan foi impulsionada por negociações vantajosas, destacando-se entre outras marcas chinesas como Geely e GAC. A Caoa planeja produzir três modelos Changan localmente, enquanto a Chery mantém lançamentos como o Tiggo 5X reestilizado e o Tiggo 9. Apesar de tensões passadas, como a chegada independente da Exeed em 2022, a Caoa e a Chery chegaram a um entendimento para operar marcas concorrentes de forma independente.
Estratégia da Caoa para diversificar marcas
A Caoa, reconhecida por sua expertise em negociações no setor automotivo, está expandindo seu portfólio com a chegada da Changan, uma das maiores montadoras chinesas. A estratégia foi cuidadosamente planejada para evitar conflitos com a Chery, sua parceira desde 2017. A produção dos modelos Changan em Anápolis (GO) utilizará a mesma estrutura fabril dos veículos Caoa Chery, mas as operações comerciais serão distintas, com redes de concessionárias separadas.
Essa abordagem reflete a necessidade de diversificação em um mercado cada vez mais competitivo. A Caoa, que já consolidou a Chery no Brasil com modelos como o Tiggo 7, um dos SUVs mais vendidos do país, busca reduzir a dependência de uma única marca. A escolha da Changan veio após negociações com outras gigantes chinesas, como Geely, GAC e Saic, com a Changan oferecendo as melhores condições comerciais.
- Três modelos Changan serão produzidos localmente em Anápolis.
- Redes de vendas e pós-venda serão completamente independentes da Chery.
- A parceria com a Chery, iniciada em 2017, segue sem alterações.
- A Caoa planeja lançar a Changan no Salão do Automóvel, em novembro de 2025.
Contexto da parceria com a Chery
A relação entre Caoa e Chery, embora sólida, enfrentou desafios. Em 2022, a Chery anunciou a chegada da Exeed ao Brasil de forma independente, o que gerou atritos com a Caoa. Para evitar novos conflitos, as duas empresas chegaram a um acordo que permite a ambas explorar outras marcas sem comprometer a parceria. Assim, enquanto a Caoa introduz a Changan, a Chery avança com a Omoda Jaecoo e planeja a estreia da Jetour no mercado brasileiro.
A Caoa Chery, por sua vez, mantém seus planos de lançamentos. Modelos como o Tiggo 5X reestilizado, já flagrado em testes, e o Tiggo 9, que pode ocupar o topo da gama, estão confirmados. No entanto, a linha Tiggo enfrenta limitações, já que modelos mais recentes, como o Tiggo 7, compartilham plataformas com veículos da Omoda Jaecoo, criando sobreposições no portfólio.
Por que a Changan?
A escolha da Changan como nova parceira da Caoa não foi aleatória. A montadora chinesa, uma das líderes em seu mercado doméstico, oferece um portfólio diversificado de SUVs, sedãs e veículos eletrificados, que complementam a linha da Chery sem concorrência direta em alguns segmentos. As negociações foram descritas como rápidas e vantajosas, com a Changan se destacando entre outras candidatas.
A produção local em Anápolis reforça o compromisso da Caoa com o mercado brasileiro. A fábrica, que já produz modelos como o Tiggo 8, tem capacidade para absorver a nova linha sem comprometer a operação da Chery. Além disso, a Changan chega com a promessa de preços competitivos, aproveitando incentivos fiscais recentes, como a redução de IPI para veículos híbridos e elétricos.
- Changan é uma das maiores montadoras da China, com forte presença em SUVs e elétricos.
- A Caoa escolheu a Changan após avaliar Geely, GAC e Saic.
- Produção em Anápolis utilizará a mesma fábrica dos modelos Chery.
- Lançamento no Salão do Automóvel visa atrair atenção do público brasileiro.
Impacto no mercado brasileiro
A chegada da Changan reforça a presença de marcas chinesas no Brasil, que já representam uma fatia crescente do mercado automotivo. Em 2024, as montadoras chinesas, incluindo Chery, BYD e GWM, responderam por cerca de 8% das vendas de veículos leves no país, segundo dados da Fenabrave. A Caoa Changan pretende conquistar espaço com modelos acessíveis e tecnologia avançada, especialmente em SUVs compactos e médios.
A coexistência de Caoa Chery e Caoa Changan também cria um cenário único no Brasil. Enquanto marcas como BYD e GWM operam de forma independente, a Caoa será a primeira a gerenciar duas marcas chinesas concorrentes sob o mesmo grupo. A separação das redes de concessionárias será crucial para evitar canibalização entre os modelos.
Planos futuros da Caoa Chery
Apesar da chegada da Changan, a Caoa Chery mantém uma agenda robusta de lançamentos. O Tiggo 5X reestilizado, já em testes no Brasil, deve estrear em breve, possivelmente no Salão do Automóvel. O Tiggo 9, um SUV de maior porte, também está nos planos, mirando o segmento premium. No entanto, a Caoa enfrenta o desafio de diferenciar seus produtos, já que modelos como o Tiggo 7 compartilham plataformas com a Omoda Jaecoo.
Uma solução em estudo é a introdução da Exeed, marca premium da Chery, sob a operação da Caoa. Isso permitiria à empresa acessar modelos de maior valor agregado, como o Exeed RX, sem conflitos com a linha Tiggo ou com a Omoda Jaecoo.
- Tiggo 5X reestilizado deve chegar ao mercado em 2025.
- Tiggo 9 pode ser o novo topo de linha da Caoa Chery.
- Exeed é uma possibilidade para diversificar o portfólio premium.
- Omoda Jaecoo e Jetour não afetam os planos da Caoa Chery.
Competitividade no setor automotivo
O mercado brasileiro de SUVs está entre os mais disputados da América Latina, com marcas chinesas ganhando terreno frente a tradicionais como Toyota, Volkswagen e Hyundai. A Caoa, com sua expertise em produção local e redes de distribuição, está bem posicionada para capitalizar essa tendência. A Changan, com sua reputação em veículos eletrificados, pode atrair consumidores interessados em tecnologias verdes, enquanto a Chery segue forte no segmento de SUVs a combustão.
A estratégia da Caoa também reflete a necessidade de se adaptar a um mercado em transformação. Com a crescente demanda por veículos híbridos e elétricos, a Changan pode oferecer opções que complementem o portfólio atual da Caoa Chery, que ainda depende majoritariamente de modelos a combustão.
Expectativas para o Salão do Automóvel
O Salão do Automóvel de 2025, marcado para novembro, será o palco da estreia da Caoa Changan. O evento, que retorna após anos de ausência, é uma oportunidade para a Caoa apresentar seus novos modelos e reforçar sua posição no mercado. Além da Changan, a Caoa Chery deve aproveitar o evento para exibir o Tiggo 5X reestilizado e, possivelmente, o Tiggo 9.
A presença de duas marcas sob o mesmo grupo no evento promete atrair atenção. A Caoa planeja destacar a diferenciação entre Changan e Chery, com campanhas de marketing distintas e foco em públicos-alvo específicos. A Changan deve mirar consumidores jovens, enquanto a Chery continuará apostando em famílias e compradores de SUVs médios.
- Salão do Automóvel será em novembro de 2025, em São Paulo.
- Caoa Changan terá estande próprio, separado da Caoa Chery.
- Tiggo 5X e Tiggo 9 podem ser destaques da Caoa Chery no evento.
- Marketing da Changan focará em tecnologia e preços competitivos.

