Grande SP registra terceira morte por intoxicação com metanol em menos de um mêsPor Luís Henrique Costa
Atualizado 4 min de leitura
![]() |
A terceira morte suspeita por intoxicação por metanol foi confirmada em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, nesta segunda-feira (29). A vítima, um homem de 45 anos, faleceu no dia 28 de setembro após consumir bebida alcoólica supostamente adulterada. A Prefeitura local informou que outros dois óbitos, um na mesma cidade e outro na capital paulista, também estão ligados ao consumo de bebidas contaminadas. A Polícia Civil investiga uma adega suspeita de comercializar os produtos.
As autoridades de saúde estão em alerta devido ao aumento de casos em um curto período. Exames do Instituto Médico Legal (IML) estão sendo realizados para confirmar a presença de metanol nas vítimas. Na capital, 10 casos de intoxicação estão sob investigação. O Ministério da Justiça destacou que os casos recentes, registrados em bares e ambientes sociais, são considerados fora do padrão.
Siga o Mix Vale no Google e veja nossas notícias primeiro
- Casos confirmados: Seis intoxicações por metanol desde junho, com dois óbitos.
- Investigação: Fiscalização de bares e distribuidoras foi intensificada.
- Recomendação: Consumir apenas bebidas com selo fiscal e origem confiável.
Origem das bebidas adulteradas
A Polícia Civil apura se uma adega na Grande São Paulo comercializou bebidas contaminadas com metanol. A suspeita é que o produto tenha sido repassado por fábricas clandestinas.
Fontes do setor de segurança indicam que o metanol pode ter sido importado ilegalmente, possivelmente ligado a atividades criminosas. A investigação busca identificar a cadeia de distribuição dos produtos.
Ações das autoridades de saúde
O Centro de Vigilância Sanitária (CVS) de São Paulo monitora os casos e apoia fiscalizações em bares e distribuidoras. Desde junho, seis intoxicações foram confirmadas, com dois óbitos.
Dez casos adicionais estão em análise na capital, todos relacionados a bebidas de origem duvidosa. O CVS orienta que estabelecimentos verifiquem a procedência de seus produtos.
A Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas recebeu notificação de nove casos em 25 dias. O órgão considera o cenário preocupante, especialmente por ocorrer em contextos sociais.
O que é o metanol e seus riscos
O metanol é um tipo de álcool altamente tóxico, incolor e com odor semelhante ao do álcool comum. Usado industrialmente, ele é perigoso em concentrações elevadas e pode causar intoxicações graves.
A substância não é destinada ao consumo humano e pode estar presente em bebidas falsificadas. A ingestão acidental ou intencional leva a complicações graves, com alta taxa de letalidade.
Sintomas incluem náuseas, vômitos, visão turva, convulsões e taquicardia. Em casos suspeitos, é essencial buscar atendimento médico imediato.
A recomendação é adquirir apenas bebidas de fabricantes legalizados, com rótulo e selo fiscal.
Alerta para consumidores
A Secretaria Estadual da Saúde reforça a importância de verificar a origem das bebidas alcoólicas. Bares e restaurantes devem priorizar fornecedores confiáveis.
O consumo de produtos sem procedência pode resultar em riscos graves à saúde. A população deve estar atenta a bebidas com preços muito abaixo do mercado.
Cenário em investigação
O Ministério da Justiça, por meio do Sistema de Alerta Rápido, destacou que os casos recentes diferem de intoxicações anteriores, que eram associadas a populações vulneráveis. As ocorrências atuais envolvem diferentes tipos de bebidas, como gin, whisky e vodka, consumidas em bares e eventos sociais.
A fiscalização foi intensificada em estabelecimentos comerciais para identificar a origem do metanol. A suspeita de envolvimento de redes criminosas na distribuição do produto está sendo apurada.
O governo federal alerta para o risco de surtos epidêmicos devido à adulteração de bebidas. A população deve evitar produtos sem lacre de segurança ou de procedência incerta.















