Governador de SP divulga 5 mortes por intoxicação alcoólica com metanol e fecha estabelecimentosPor Beatriz
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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, anunciou nesta terça-feira (30) a confirmação de cinco mortes por intoxicação com metanol. Todas as vítimas consumiram bebidas alcoólicas na capital paulista ou na Grande São Paulo. O caso ocorre desde junho e reflete um problema de adulteração de destilados em estabelecimentos comerciais. Autoridades estaduais montaram um gabinete de crise para coordenar respostas rápidas.
Autoridades identificaram que uma morte resulta diretamente de bebida contaminada, enquanto as demais aguardam laudos finais. A Secretaria de Saúde registra 22 ocorrências no total, com sete confirmadas e 15 sob análise. Pacientes afetados procuraram atendimento em hospitais da rede pública e privada.
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- 1 óbito comprovado por metanol em vodca adulterada;
- 4 fatalidades em investigação, incluindo casos em São Bernardo do Campo;
- 22 episódios totais, com foco em bares da zona sul da capital.
Ações imediatas do governo estadual
O gabinete de crise reúne representantes da Segurança Pública e da Saúde para mapear riscos. Tarcísio determinou a interdição cautelar de todos os bares e casas noturnas envolvidos nos casos. Equipes de vigilância sanitária inspecionaram locais na zona sul e leste da cidade.
Operações policiais resultaram na apreensão de 50 mil garrafas suspeitas e 15 milhões de selos falsos. Duas prisões ocorreram em destilaria clandestina em Americana. Fiscalizações em setembro totalizaram 43 mil estabelecimentos.
Origem da contaminação em destilados
Falsificadores substituem etanol por metanol em garrafas de marcas conhecidas, como gin e vodca. A substância entra na cadeia por importações irregulares usadas inicialmente em combustíveis. Polícia Civil abriu cinco inquéritos contra produtores clandestinos.
Não há indícios de ligação com facções criminosas, segundo o governador. A Associação Brasileira de Bebidas estima perdas de R$ 88 bilhões anuais com falsificações no setor. Casos semelhantes ocorreram em outros estados, mas SP concentra o maior número.
A Polícia Federal investiga a distribuição interestadual do metanol, sob coordenação do ministro Ricardo Lewandowski. Amostras de tecidos de vítimas confirmam a toxina em exames do Instituto Médico Legal.
Sintomas e tratamento da intoxicação
Pacientes relatam náuseas e dores abdominais iniciais, semelhantes a ressaca. O quadro evolui para tontura, visão embaçada e convulsões em horas. O metanol afeta o fígado e o nervo óptico, podendo causar acidose e falência renal.
Tratamento urgente inclui antídotos como fomepizol e hemodiálise em unidades especializadas. Hospitais como o do Campo Limpo e de Urgência em São Bernardo registraram as internações mais graves. Identificação precoce salva vidas, conforme protocolos da Anvisa.
Vítimas incluem profissionais de 23 a 45 anos, afetados em eventos sociais. Uma mulher de 28 anos saiu da UTI, mas permanece com sequelas visuais.
Fiscalizações e canais de denúncia
Estabelecimentos devem exibir notas fiscais de fornecedores para rastreabilidade. O Procon-SP criou linha exclusiva para queixas sobre bebidas irregulares. Consumidores recebem orientação para evitar compras em fontes não autorizadas.
O Disque-Intoxicação nacional opera 24 horas para orientações iniciais. Campanhas alertam sobre selos de procedência em rótulos. Setor privado colabora com testes laboratoriais em lotes suspeitos.
Casos em outros municípios paulistas
Além da capital, São Bernardo do Campo registra dois óbitos em setembro. Limeira e Bragança Paulista somam internações isoladas por consumo em festas. Vítimas de Bragança consumiram whisky falsificado em reunião familiar.
O Centro de Vigilância Sanitária emitiu alertas para redes ambulatoriais e hospitalares. Casos notificados desde junho indicam surto epidêmico localizado. Equipes monitoram 17 pacientes em recuperação domiciliar.
A Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas notifica nove ocorrências em 25 dias, todas ligadas a contextos sociais.















