Golpista altera biometria em agência e rouba R$ 105 mil de conta de cliente em Mato Grosso do SulPor Maria
4 min de leitura
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Uma mulher de 43 anos tentou pagar um café em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, na tarde de terça-feira (30), mas o cartão foi recusado. Ao verificar o aplicativo do Banco do Brasil, ela identificou transações não autorizadas que totalizaram prejuízo de R$ 105 mil. O caso, registrado como estelionato na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Centro, ocorreu porque um golpista alterou a biometria da conta cinco dias antes, em visita presencial à agência.
As operações fraudulentas incluíram um empréstimo de R$ 105 mil, duas transferências via Pix de R$ 42 mil e R$ 43 mil, além de saques de R$ 3 mil e R$ 2 mil em caixas eletrônicos. O banco bloqueou a conta temporariamente após contato da vítima com a gerente. Mais tarde, por volta das 16h40, uma mensagem de SMS alertou sobre tentativa de desbloqueio da senha, ação impedida pela instituição.
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Fraudes como essa exploram vulnerabilidades em sistemas de autenticação. Em 2024, metade dos brasileiros sofreu algum tipo de golpe financeiro, segundo dados da Serasa Experian, com biometria facial usada em 67% das autenticações. O Banco Central registrou aumento de 45% nos crimes digitais no ano passado, totalizando 5 milhões de casos.
Detalhes das transações irregulares
O empréstimo fraudulento elevou o limite de crédito da conta sem consentimento da titular. Transferências via Pix ocorreram em horários próximos, direcionadas a contas desconhecidas. Saques foram feitos em terminais próximos à capital sul-mato-grossense.
Investigações apontam que o golpista usou documentos falsos para acessar a agência. O banco confirmou a alteração biométrica em registro interno. Vítimas semelhantes relataram perdas médias de R$ 50 mil em casos recentes.

Como o acesso foi facilitado
O criminoso compareceu à agência com identificação roubada ou falsificada. Solicitou atualização de dados, incluindo biometria digital. Funcionários processaram o pedido sem detectar irregularidades iniciais.
Dias após, o limite de crédito subiu para permitir o empréstimo. Transações subsequentes esgotaram o saldo disponível. Autoridades recomendam verificação dupla em agências para mudanças sensíveis.
Medidas imediatas do banco
A gerente ativou bloqueio parcial da conta em minutos após o alerta da vítima. Equipe de segurança analisou logs de acesso biométrico. SMS de notificação evitou desbloqueio adicional da senha.
O banco iniciou processo de estorno das transações qualificadas como fraude. Vítima recebeu orientação para registrar boletim de ocorrência. Suporte incluiu monitoramento de 30 dias para novas tentativas.
Aumento de fraudes com biometria em 2025
Criminosos visam biometria por sua dificuldade de alteração, ao contrário de senhas. Itaú emitiu alerta nacional sobre coleta indevida de dados faciais em setembro. Casos semelhantes cresceram 30% em grandes cidades.
- Reconhecimento facial usado em 67% das autenticações bancárias.
- Prejuízos totais estimados em R$ 2 bilhões no primeiro semestre.
- Polícia Federal desarticulou redes com técnicas de deepfake para burlar sistemas.
Especialistas destacam engenharia social como ferramenta principal. Vítimas recebem ligações falsas para fornecer dados. Bancos investem em verificação liveness para detectar fraudes.
Procedimentos para vítimas de estelionato
Contate o banco imediatamente para bloqueio de conta e cartões. Registre boletim de ocorrência na polícia mais próxima. Solicite análise de transações via canal oficial da instituição.
A partir de 1º de outubro, o Pix inclui botão de contestação para fraudes. Ferramenta bloqueia valores em até sete dias de análise. Devolução ocorre em 11 dias se confirmada a irregularidade.
- Ative alertas de movimentação no app bancário.
- Evite compartilhar biometria fora de canais verificados.
- Monitore extratos diários para detecção precoce.
Estratégias de prevenção recomendadas
Atualize senhas regularmente e ative autenticação em dois fatores. Verifique identidade de solicitantes em agências com documentos originais. Use apps oficiais para todas as operações financeiras.
Bancos como BB e Caixa implementaram treinamentos para funcionários em 2025. Foco em detecção de documentos falsos reduziu invasões em 20%. Usuários devem questionar pedidos inesperados de dados biométricos.
Fraudes bancárias afetam faixas etárias acima de 50 anos em 57,8% dos casos. Educação digital em centros comunitários ajuda a mitigar riscos. Autoridades monitoram esquemas interestaduais para prisões preventivas.















