Brasileiro morto na guerra da Ucrânia: combatente de 22 anos morre e família relata entrave em resgatePor Maria
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O brasileiro Hendrick Lima Gonçalves, de 22 anos, morreu em combate durante a guerra na Ucrânia. O jovem, natural de Tucuruí, no sudeste do Pará, integrava forças combatentes no país do Leste Europeu e teve o falecimento confirmado por familiares no domingo (1º). A perda mobilizou contatos diplomáticos em busca de esclarecimentos formais sobre o ocorrido.
A confirmação da morte foi relatada nas redes sociais pela irmã do combatente, Beatriz Fernandes Correa. Ela explicou que acionou o consulado e o Ministério das Relações Exteriores para obter informações oficiais e viabilizar os trâmites consulares cabíveis. O fuso horário e a dinâmica das frentes de confronto dificultam a troca direta e imediata de dados entre a família e as autoridades no exterior.
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Zona de combate impede retirada do corpo de paraense
A recuperação dos restos mortais do jovem é considerada quase inviável pelos parentes. Como o combate ocorreu em uma faixa conflagrada e sem controle estável das forças militares, as equipes não conseguem avançar com segurança para procedimentos de evacuação e reconhecimento cadavérico.
Diante do risco operacional severo na linha de combate, o objetivo dos parentes agora se concentra em reaver itens pessoais deixados por Hendrick, incluindo a farda militar, medalhas, certificações e documentações civis. Essas lembranças servirão para organizar homenagens póstumas na cidade natal da família.
Em pronunciamento público, Beatriz repudiou o contato de pessoas que a procuraram para obter indicações e contatos de recrutadores para o conflito armado. Ela criticou o desrespeito ao momento de luto familiar por parte de quem tentava usar a tragédia pessoal como ponte para alistamento no exterior.
Itamaraty mantém alerta consular contra viagens e alistamento
Em nota oficial, o Ministério das Relações Exteriores declarou que presta apoio consular aos familiares por meio da Embaixada do Brasil em Kiev, encarregada de apurar os detalhes junto ao governo ucraniano.
O governo brasileiro reforçou que mantém ativo um alerta permanente, publicado originalmente em maio de 2025, recomendando que cidadãos nacionais evitem qualquer viagem para a região em conflito. A orientação oficial proíbe o ingresso em grupos armados locais e determina a recusa imediata de propostas de emprego associadas a atividades bélicas no território ucraniano.















