Secretaria de saúde de SP confirma segunda morte por metanol em bebidas adulteradasPor Luís Henrique Costa
Atualizado 3 min de leitura
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A Secretaria da Saúde de São Paulo confirmou neste sábado a segunda morte por intoxicação com metanol proveniente de bebidas alcoólicas adulteradas. A vítima é um homem de 46 anos residente na capital paulista. O caso eleva o alerta para o consumo de produtos suspeitos em bares e adegas da região.
O metanol, substância industrial tóxica, compromete o fígado ao ser metabolizado em compostos que afetam o cérebro e o nervo óptico. Sintomas incluem dor abdominal e visão turva, surgindo entre 12 e 24 horas após a ingestão.
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Autoridades identificam o problema em destilados como vodca e gin. O Ministério da Saúde registra aumento de notificações nacionais.
Casos confirmados na capital
Dois homens de 46 e 54 anos, ambos da capital, tiveram óbitos confirmados por metanol. A primeira vítima faleceu em setembro após passar mal dias antes.
Sete mortes adicionais estão em investigação no estado. Pacientes relataram consumo em estabelecimentos locais.
- 14 casos confirmados no total em São Paulo.
- 148 notificações em apuração, incluindo internações graves.
O governo estadual monitora a situação para conter a disseminação.
Ocorrências em outros municípios
Quatro mortes suspeitas ocorreram na cidade de São Paulo. Duas em São Bernardo do Campo e uma em Cajuru seguem análise.
Vigilância sanitária interditou bares na Zona Sul e Jardins. Apreensões incluem garrafas de vodca e gin contaminados.
Pacientes como uma designer de 43 anos perderam visão após caipirinhas em bar nobre. Outro jovem de 28 anos permanece em coma desde setembro.
Investigações apontam adulteração em produtos de baixo custo. Polícia Federal apura origem da substância em rede possível interestadual.
Ações de fiscalização e tratamento
O Ministério da Saúde adquiriu antídotos como etanol farmacêutico para hospitais. Profissionais notificam casos imediatamente ao CIEVS.
Centros de toxicologia em São Paulo, com nove unidades, orientam manejo rápido. Tratamento precoce reduz riscos de coma ou falência orgânica.
- Compra de 4,3 mil ampolas iniciais de etanol.
- Nota técnica orienta identificação de sintomas.
- Sala de situação federal coordena respostas.
Estados como Pernambuco e Bahia reportam suspeitas isoladas. Recomenda-se verificar selos fiscais em bebidas.
Histórias de vítimas afetadas
Rafael Anjos Martins, 28 anos, consumiu gin em adega da Cidade Dutra e entrou em coma. Amigos tiveram visão afetada após menor ingestão.
Bruna Araújo de Souza, 30 anos, bebeu vodca em show de pagode em São Bernardo e agravou quadro respiratório. Permanece em estado grave.
Wesley Pereira, 31 anos, sofreu AVC e perda renal após whisky em festa na Zona Sul. Continua em terapia intensiva.
Esses relatos destacam impactos em eventos sociais comuns. Famílias buscam recuperação em unidades especializadas.
Medidas preventivas para consumidores
Estabelecimentos devem redobrar checagem de procedência de destilados. População evita compras em fontes não confiáveis.
Sintomas como náusea persistente demandam atendimento urgente. Exames laboratoriais confirmam presença de metanol no sangue.
Autoridades apreenderam milhares de garrafas suspeitas em operações recentes. Fiscalização visa interromper cadeia de distribuição irregular.















