Ibovespa fecha positivo em 142 mil e dólar em baixa leve com atrito político sobre MP do IOFPor Luís Henrique Costa
4 min de leitura
![]() |
O principal índice da B3 terminou o pregão desta quarta-feira, 8 de outubro de 2025, com ganho de 0,47%, aos 142.015 pontos.
Investidores reagiram a sinais positivos de Nova York e à expectativa em torno da votação da Medida Provisória 1.303, alternativa ao aumento do IOF.
Siga o Mix Vale no Google e veja nossas notícias primeiro
A alta ocorreu apesar de pressões fiscais internas, com o setor financeiro liderando os ganhos.
Dólar à vista recua 0,12% para R$ 5,3441
A moeda americana fechou em queda de 0,12%, cotada a R$ 5,3441 no fim da sessão.
O movimento reflete menor pressão sobre emergentes após a ata do Federal Reserve indicar possibilidade de juros estáveis nos EUA.
Fatores domésticos, como a popularidade do governo Lula em 48%, também influenciaram o otimismo moderado.
Oposição mobiliza contra MP alternativa ao IOF
Partidos como PL e PSD orientaram bancadas a votar contra a MP 1.303, que prevê arrecadação de R$ 17 bilhões em novas tributações.
União Brasil e PP sinalizam desaprovação, elevando risco de rejeição no plenário da Câmara e Senado.
A medida, relatada por Carlos Zarattini (PT-SP), unifica alíquota de IR em 18% para ganhos de capital e acaba com isenções.
Gleisi Hoffmann, ministra das Relações Institucionais, criticou a articulação oposicionista como falta de espírito público.
O governo Lula insiste na aprovação para mapear apoios e revisar indicações em estatais, segundo líderes.
Setor cripto pressiona por mudanças na tributação
Empresas de criptoativos intensificam lobby para reverter o fim da isenção de IR em operações até R$ 35 mil mensais.
A MP eleva a alíquota unificada de 17,5% para 18% em ganhos de capital, impactando o setor desde 2026.
Aprovada na comissão mista por 13 a 12 votos, a proposta enfrenta resistência no plenário.
- Alíquota atual: faixa de 15% a 22,5% em cripto.
- Nova regra: unificação em 18% para todos os ganhos.
- Isenção extinta: afeta negociações mensais abaixo de R$ 35 mil.
Relator Zarattini ajustou o texto para equilibrar receitas, mas o setor vê risco à inovação.
Ata do Fed sinaliza estabilidade nos juros americanos
Membros do Federal Reserve consideraram manter taxas inalteradas, conforme ata divulgada nesta quarta.
O documento reforça visão de economia resiliente nos EUA, com inflação controlada em 2,4% anual.
Decisões sobre cortes dependem de dados de emprego, projetados em 4,2% de desemprego para fim de 2025.
Isso aliviou moedas emergentes, incluindo o real, e impulsionou bolsas globais.
Dow Jones ficou estável, enquanto S&P 500 subiu 0,58% e Nasdaq ganhou 1,12%, puxados por tecnologia.
Popularidade de Lula impulsiona otimismo fiscal
Pesquisa Genial/Quaest mostra aprovação do governo em 48%, contra 49% de desaprovação, melhor índice recente.
O avanço segue encontros internacionais, como com Trump, e foco em políticas sociais.
Juros futuros caíram levemente, com DI janeiro/2029 em 13,425%, ante 13,46% anterior.
O líder Randolfe Rodrigues (PT-AP) afirmou que o Planalto não desistirá da MP até o último instante.
Opções alternativas no Ministério da Fazenda preparam plano B para evitar caducidade em 8 de novembro.
Petróleo avança apesar de estoques elevados nos EUA
Contratos de Brent subiram 1,22% para US$ 66,25 por barril, referência global.
WTI ganhou 1,33%, a US$ 62,55, mesmo com estoques americanos acima do esperado.
Opep+ anunciou maior produção, mas recompras de posições vendidas sustentaram a alta.
Analistas citam liquidação semanal como fator de suporte ao preço.
FMI planeja pacote de ajuda à Argentina
O Fundo Monetário Internacional espera decisões rápidas sobre assistência financeira ao país vizinho.
Kristalina Georgieva mencionou colaboração com EUA, Banco Mundial e BID para o suporte.
Uma opção envolve empréstimo de Direitos Especiais de Saque americanos à Argentina.
Secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, confirmou linha de swap de crédito sem investimento direto.















