Volkswagen ajusta cronograma da picape Udara e prevê início de produção no último trimestre de 2026, em São José dos Pinhais, no Paraná. O projeto, conhecido internamente como VW247, substituirá a Saveiro e competirá com modelos como Fiat Strada e Chevrolet Montana. Inicialmente marcado para o primeiro semestre de 2026, o atraso decorre de refinamentos em testes de durabilidade e adaptações à norma Proconve L8 de emissões.
A montadora investe R$ 3 bilhões na fábrica paranaense para abrigar a linha de montagem. Mulheres de teste, camufladas com carrocerias de Tiguan, circulam em rodovias brasileiras desde 2024. O modelo compartilhará componentes com o T-Cross, otimizando custos e eficiência.
- Dimensões aproximadas: 4,75 m de comprimento e 2,80 m de entre-eixos.
- Capacidade de carga: superior a 700 kg.
- Preços estimados: entre R$ 120 mil e R$ 180 mil.
Executivos da Volkswagen destacam o equilíbrio entre uso profissional e lifestyle no design da Udara.
Compartilhamento de plataforma otimiza desenvolvimento
A picape Udara utilizará a plataforma MQB A0, a mesma do T-Cross, Polo e Virtus. Essa escolha permite integrar a estrutura dianteira completa, incluindo underbody e colunas A e B. A produção ocorrerá na mesma linha que fabrica o SUV compacto, facilitando a logística interna.
Da coluna B para trás, o projeto introduz elementos exclusivos para caçamba e cabine dupla. A tração dianteira e o motor turbo flex atendem demandas de frotistas e consumidores urbanos.
Suspensão robusta eleva capacidade de carga
Engenheiros adotaram eixo rígido com molas semielípticas na traseira, similar à Fiat Strada. Essa configuração aumenta a robustez para terrenos irregulares. Testes em estradas de São Paulo confirmam estabilidade em cargas pesadas.
O visual segue linhas do Tera, com para-choque e grade definitivos visíveis em flagrantes recentes. A altura de 1,70 m garante versatilidade em uso misto.
Opções de motorização incluem híbrido leve
O motor inicial será o 1.4 TSI flex de 150 cv e 25,5 kgfm de torque, com injeção direta. Uma versão híbrida leve de 48V, baseada no 1.5 TSI Evo2, chega em fase posterior. Essa tecnologia reduz emissões em até 20% e melhora o consumo para 18 km/l em ciclo misto.
A transmissão automática de oito marchas integra o pacote, com desativação de cilindros para eficiência. Exportações para Argentina e Chile impulsionarão 50 mil unidades anuais.
A Udara posiciona-se abaixo da Amarok, com foco em 20% do mercado de picapes intermediárias. O segmento cresceu 15% em 2024, impulsionado pelo agronegócio. A montadora planeja 500 pontos de assistência no Brasil para suporte inicial. Versões básicas priorizam vendas diretas, enquanto topo de linha oferece multimídia VW Play e frenagem autônoma. O investimento total no Brasil chega a R$ 16 bilhões até 2028, incluindo duas picapes adicionais.
Definição de nome envolve múltiplas opções
A Volkswagen registra seis nomes no INPI para o modelo. Udara lidera as preferências, seguido de Airon e Tukan. Clínicas com consumidores testam sonoridade desde abril de 2025.
O processo evita associações negativas e alinha à identidade global da marca.
Investimento na fábrica impulsiona empregos
São José dos Pinhais recebe R$ 3 bilhões para modernização, com robótica e energia renovável. A capacidade sobe para 120 mil unidades anuais, compartilhadas com outros modelos.
Treinamento capacita 500 trabalhadores em eletrificação. Exportações para 25 países posicionam o Brasil como hub regional.
- Geração de 1.000 empregos diretos.
- Redução de emissões na produção em 15%.
- Logística otimizada via porto de Paranaguá.
A transição da Saveiro, com 1,5 milhão de unidades vendidas desde 1982, ocorre em São Bernardo do Campo. A linha atual redireciona para sedãs após 2026.

