Um malware chamado Sorvepotel começou a infectar dispositivos no Brasil por meio de mensagens no WhatsApp desde setembro de 2025. Especialistas em cibersegurança identificaram 477 casos globais, com 457 concentrados no país, principalmente em sistemas Windows. O golpe usa arquivos ZIP disfarçados de recibos ou orçamentos para instalar o vírus, que rouba senhas bancárias e se espalha automaticamente.
A propagação ocorre quando o usuário abre o anexo, ativando scripts que monitoram acessos a sites financeiros. Bancos como Itaú, Bradesco e Caixa estão entre os alvos principais, além de plataformas de criptomoedas como Binance.
- O vírus verifica configurações locais, como idioma português e fuso horário, para focar em vítimas brasileiras.
- Ele injeta páginas falsas em navegadores para capturar dados durante transações.
- Contas do WhatsApp podem ser bloqueadas por envio de spam durante a replicação.
Empresas e órgãos públicos relatam tentativas de infiltração, o que pode interromper operações e expor informações confidenciais.
Propagação automática do vírus
O Sorvepotel se ativa ao clicar no arquivo ZIP recebido via WhatsApp, mesmo de contatos conhecidos. Scripts em PowerShell instalam o malware, que explora sessões ativas do WhatsApp Web para reenviar o anexo a todos os contatos e grupos.
Essa cadeia de infecção acelera o alcance, com relatos de disseminação em poucas horas entre redes profissionais.
Detecção e monitoramento de acessos
Usuários recebem mensagens comuns, como “Segue o comprovante”, com o ZIP anexado. O malware monitora o navegador em tempo real, identificando logins em sites de bancos e corretoras.
Ele sobrepõe telas falsas para bloquear interações e capturar senhas.
- Alvos incluem Santander, Banco do Brasil e Mercado Bitcoin.
- O vírus cria persistência no sistema para comandos remotos.
Especialistas notam que o golpe, apelidado de Water Saci, usa engenharia social para manipular ações.
Prevenção em dispositivos pessoais
Mantenha o antivírus atualizado para escanear anexos antes da abertura. Desative downloads automáticos no WhatsApp para evitar execuções acidentais.
Verifique sempre o remetente, mesmo em conversas familiares, e prefira canais oficiais para documentos.
Resposta rápida a infecções
Desconecte o dispositivo da internet imediatamente para bloquear envios automáticos. Execute varredura completa com software de segurança confiável.
Altere senhas de contas financeiras e avise contatos sobre mensagens suspeitas.
Registre boletim de ocorrência online para documentar o incidente. Monitore extratos bancários por transações não autorizadas.
Empresas devem isolar redes infectadas e atualizar firewalls contra scripts PowerShell.
Alcance em setores corporativos
O Sorvepotel atingiu firmas de tecnologia, educação e construção, com 457 casos no Brasil. Órgãos públicos adotaram bloqueios temporários ao WhatsApp Web para conter riscos.
Setores financeiros enfrentam maior exposição, pois o vírus prioriza acessos a plataformas como Foxbit e Banrisul.
Estratégias de proteção coletiva
Organizações implementam treinamentos para identificar anexos suspeitos em e-mails e chats.
- Bloqueie sessões do WhatsApp Web quando inativas.
- Use autenticação de dois fatores em contas bancárias.
- Monitore logs de rede para detecções precoces.
Essas medidas reduzem o impacto em ambientes compartilhados.
O WhatsApp reforça criptografia de ponta a ponta e alertas para remetentes desconhecidos. Usuários individuais contribuem ao reportar mensagens maliciosas diretamente no app.
