Ramon Dino vence Mr. Olympia, mas paga R$ 151 mil em impostos sobre prêmio

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Ramon Dino- Foto: Ramon Dino - Foto: @ramondinopro

A vitória de Ramon Dino no Mr. Olympia 2025, na categoria Classic Physique, marcou a história do fisiculturismo brasileiro. O atleta conquistou o título em Las Vegas, nos Estados Unidos, no último fim de semana, superando o alemão Mike Sommerfeld. O prêmio de US$ 100 mil (cerca de R$ 550 mil) rendeu celebração, mas também trouxe uma carga tributária significativa. Especialistas apontam que o valor será reduzido em quase 57,5% devido a impostos no Brasil e nos EUA.

O fisiculturista, primeiro brasileiro a vencer a categoria mais prestigiada do esporte, enfrenta agora o desafio de declarar o prêmio como rendimento obtido no exterior. A Receita Federal brasileira exige a tributação via carnê-leão, com alíquota de até 27,5%. Nos EUA, 30% do prêmio já é retido na fonte, impactando diretamente o montante recebido. Após os descontos, Dino pode ficar com cerca de R$ 234 mil líquidos.

  • Impostos no Brasil: Alíquota de 27,5% sobre o valor recebido após tributação nos EUA.
  • Retenção nos EUA: 30% do prêmio é descontado antes do repasse ao atleta.
  • Valor líquido: Cerca de R$ 234 mil, equivalente a 42,5% do prêmio original.

Detalhes da tributação

A legislação brasileira determina que prêmios recebidos no exterior por residentes fiscais sejam declarados como rendimentos. O advogado tributarista Alexandre Silva explica que o carnê-leão é aplicado mensalmente, exigindo planejamento financeiro do atleta. Além disso, a falta de acordos bilaterais entre Brasil e EUA para evitar dupla tributação agrava a situação. O valor retido nos EUA não pode ser compensado no Brasil, aumentando a carga fiscal.

Impacto no bolso do campeão

O cálculo tributário é simples, mas significativo. Dos US$ 100 mil, US$ 30 mil são retidos nos EUA. Sobre os US$ 70 mil restantes, o Brasil aplica 27,5%, resultando em mais US$ 19.250 de impostos. O montante final, após conversão, deixa Dino com menos da metade do prêmio inicial. Especialistas recomendam que atletas busquem assessoria tributária para otimizar declarações. Planejamento pode incluir despesas dedutíveis, como custos com treinamento e viagens.

Planejamento financeiro essencial

A conquista de Dino exigiu anos de dedicação, com treinos intensivos, dietas rigorosas e investimentos em preparação. No entanto, a alta tributação destaca a importância de estratégias financeiras para atletas de elite. Consultores sugerem a contratação de profissionais para gerenciar rendimentos e minimizar perdas fiscais. A orientação tributária pode ajudar a planejar o uso do prêmio, garantindo maior aproveitamento.

Conquista histórica no fisiculturismo

Ramon Dino se tornou o primeiro brasileiro a vencer a Classic Physique no Mr. Olympia. A competição, realizada anualmente, é considerada o ápice do fisiculturismo mundial. O feito coloca o Brasil em destaque no cenário internacional do esporte. A vitória foi celebrada por fãs e atletas, que acompanharam a disputa em Las Vegas. Dino superou adversários renomados, consolidando seu nome na história do fisiculturismo.

Preparação para o futuro

A experiência de Dino serve de alerta para outros atletas brasileiros que competem internacionalmente. A tributação de prêmios no exterior exige planejamento prévio para evitar surpresas. Orientação profissional é fundamental para lidar com a complexidade fiscal.

Carolina Costa é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2019. Formação: Administração

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