A Chevrolet reposicionou o Equinox, reduzindo seu porte para a categoria de SUVs compactos, o que o tornou o veículo mais vendido da marca no mundo. Originalmente um SUV grande, o modelo encolheu na terceira geração para competir com Honda CR-V e Toyota RAV4, abandonando os motores V6 e adotando propulsores quatro cilindros turbo. A estratégia, implementada a partir de 2017, respondeu à demanda global por SUVs menores e mais eficientes. A produção foi transferida para o México e a China, reduzindo custos e ampliando o alcance.
A primeira geração do Equinox, lançada em 2004, tinha 4,79 m de comprimento e motores V6, rivalizando com Jeep Grand Cherokee. A segunda, de 2009, já mostrava leve redução no tamanho, mas mantinha a categoria de SUV grande. A mudança drástica veio na terceira geração, com fabricação global e foco em eficiência.
- Motores quatro cilindros turbo, como o 1.5 de 175 cv, substituíram os V6.
- Produção no México e na China ampliou a competitividade.
- Versão elétrica lançada em 2024 não compartilha plataforma com o modelo a combustão.
Origem como SUV grande
O Equinox estreou em 2004 com 4,79 m de comprimento, 1,81 m de largura e 2,85 m de entre-eixos, posicionado como SUV grande. Usava a plataforma do Chevrolet Captiva, com motores V6 de até 268 cv, voltados para o mercado norte-americano.
O design remetia à picape Silverado, mas o interior simples recebia críticas. A robustez, porém, garantia apelo contra rivais como Ford Explorer.
Encolhimento estratégico
Na segunda geração, de 2009, o Equinox perdeu 2 cm de comprimento e 8 cm de altura, mas ainda era considerado grande. A introdução do motor 2.4 de 185 cv marcou a transição para opções mais econômicas.
A estética ficou mais urbana, com linhas inspiradas no Cruze e no Sonic. O terceiro vidro lateral, conectado à janela traseira, tornou-se marca registrada.
Globalização e nova categoria
A terceira geração, lançada em 2017, trouxe o Equinox para o segmento de SUVs compactos, com 4,65 m de comprimento e entre-eixos de 2,73 m. A plataforma do Cruze reduziu custos, e motores turbo, como o 2.0 de 255 cv, elevaram a competitividade.
No Brasil, o modelo chegou em 2017, mirando rivais como o Jeep Compass. A produção no México e na China ampliou o alcance global.
A versão híbrida PHEV, com motor 1.5 e conjunto elétrico, é vendida na China. A Chevrolet avalia sua expansão para outros mercados.
Equinox elétrico: um novo caminho
Em 2024, a Chevrolet lançou o Equinox EV, um modelo elétrico sem relação com a versão a combustão. Com 4,83 m de comprimento e 2,95 m de entre-eixos, é o maior Equinox já produzido, mas com altura reduzida de 1,61 m.
Disponível com tração traseira ou integral, o EV foca em eficiência e tecnologia, mas abandona o design característico do terceiro vidro lateral.
Crescimento contido na atualidade
O Equinox 2025 ganhou 6 cm de largura, atingindo 1,90 m, mas manteve o comprimento de 4,65 m. O motor 1.5 turbo é a única opção a combustão, com 175 cv.
A estratégia de redução de porte e foco em mercados globais consolidou o Equinox como líder de vendas da Chevrolet, superando modelos como o Tracker.
Impacto no mercado brasileiro
No Brasil, o Equinox compete com Toyota Corolla Cross e Jeep Compass. Sua versão RS, com visual esportivo, atrai consumidores urbanos.
O modelo 2025 mantém preços competitivos, mas a ausência do híbrido PHEV limita opções frente a rivais. A Chevrolet estuda trazer a variante elétrica ao país.

