A montadora chinesa BYD avança na produção de uma picape intermediária adaptada ao mercado brasileiro. O modelo, baseado na plataforma do SUV Song Plus, incorpora motorização híbrida flex e opções de tração 4×2 ou 4×4. A apresentação oficial ocorrerá após novembro de 2025, com vendas iniciadas em 2026 na fábrica de Camaçari, na Bahia.
Fontes da indústria confirmam que o veículo visa competir com Fiat Toro, Ford Maverick e Ram Rampage. A estrutura monobloco garante equilíbrio entre capacidade de carga e conforto urbano. A iniciativa reforça o investimento da BYD no Brasil, com capacidade anual de 150 mil unidades na planta baiana.
- Principais rivais: Fiat Toro, Ford Maverick e Ram Rampage.
- Diferencial: Primeira picape híbrida plug-in flex no segmento.
- Produção: Início em meados de 2026, com redução de 20% nos custos via componentes locais.
Conjuntos mecânicos adaptados
O sistema híbrido de entrada usa motor 1.5 aspirado de 110 cv e torque de 13,2 kgfm, combinado a um elétrico de 180 cv. A potência total alcança 235 cv e 40,1 kgfm, com tração dianteira. A versão flex otimiza o desempenho com etanol ou gasolina.
A bateria de 18,3 kWh permite 63 km de autonomia elétrica, segundo o Inmetro, e alcance combinado de até 1.200 km.
Versão premium com 4×4 integral
A variante superior adota motor 1.5 turbo de 130 cv, mais elétricos dianteiro de 204 cv e traseiro de 163 cv. O conjunto entrega 324 cv combinados, com tração 4×4 para maior versatilidade.
A recarga da bateria de 26,6 kWh ocorre via corrente contínua a 18 kW ou alternada a 6,6 kW. O câmbio e-CVT simula marchas para eficiência.
O modelo herda o sistema DM-i da BYD, que prioriza o modo elétrico em trajetos urbanos. Testes no Brasil validam a adaptação ao combustível local, com ganhos de até 10% em torque.
Design frontal inspirado no SUV
A grade frontal apresenta elementos horizontais exclusivos, com para-choque reforçado para uso off-road leve. Os faróis e o capô seguem o Song Plus pré-facelift.
As portas dianteiras mantêm vincos idênticos ao SUV, facilitando a produção compartilhada. A cabine acomoda cinco ocupantes com espaço interno de 3 metros de entre-eixos.
Elementos traseiros da Shark
A tampa da caçamba abre de forma convencional, com lanternas interligadas por barra de LED. O logotipo BYD aparece em relevo na lataria.
A caçamba oferece volume de cerca de 500 litros, similar às rivais monobloco. Projeções indicam santantônio opcional para proteção de carga.
O design traseiro copia o formato da picape maior Shark, otimizando a aerodinâmica. Materiais resistentes protegem contra intempéries comuns no Brasil.
Cronograma de apresentação
A revelação brasileira pode marcar o debute global, pois a BYD não oferece picapes na China. O Salão do Automóvel de novembro de 2025 servirá como vitrine inicial.
Reservas em concessionárias começam em outubro, com descontos de R$ 10 mil em trocas por modelos atuais da marca.
Expansão da fábrica em Camaçari
A planta baiana, inaugurada em 2024, investiu R$ 3,2 bilhões e gera 10 mil empregos diretos. A produção da picape inicia em meados de 2026, após homologação.
A capacidade total alcança 300 mil veículos anuais com expansões futuras. Parcerias locais integram fornecedores de baterias com lítio nacional.
A estratégia visa 25% do mercado híbrido até 2027, com 30 mil unidades projetadas no primeiro ano. Frotas corporativas representarão 20% das vendas iniciais.
Capacidade de carga e dimensões
O veículo mede 4,7 metros de comprimento, com foco em versatilidade urbana. A tração 4×4 eleva a capacidade off-road em até 30% comparado à versão 4×2.
Preços estimados variam de R$ 160 mil a R$ 200 mil, dependendo da configuração. Campanhas digitais destacam a recarga em redes públicas.

