BYD Supera Tesla em Vendas de Elétricos em Hong Kong e Disputa Liderança Mundial em 2025

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BYD Foto: BYD - Foto: Alfribeiro/istock

A montadora chinesa BYD registrou 920 veículos elétricos novos em Hong Kong durante setembro de 2025, superando a Tesla, que emplacou 853 unidades. Esse resultado representa 23,16% do mercado local de elétricos e marca a primeira vez desde 2021 que a BYD assume a liderança no território. A mudança ocorre em meio a incentivos governamentais para substituição de veículos a combustão por elétricos, que elevaram os registros de carros particulares elétricos para 3.542, ou 76% do total de emplacamentos.

No acumulado do ano, a BYD vendeu 1.605.903 veículos elétricos a bateria globalmente até setembro, contra 1.217.902 da Tesla. Esses números reforçam a disputa acirrada pelo topo do mercado mundial de EVs em 2025. Analistas preveem que a chinesa alcance 15,7% de participação global, impulsionada por inovações tecnológicas e integração vertical na produção.

Os elétricos dominam o mercado de Hong Kong graças a políticas locais que subsidiam a transição energética. Em setembro, o total de veículos elétricos representou a maioria das vendas de automóveis de passeio na região. A BYD capitalizou essa tendência com modelos acessíveis e eficientes, enquanto a Tesla enfrenta ajustes em sua estratégia de preços e expansão.

  • Vendas da BYD em Hong Kong cresceram 15% em relação a agosto de 2025.
  • Modelos como o Atto 3 e Seal contribuíram para 60% dos registros da marca.
  • A Tesla viu queda de 5% nas entregas locais no mesmo período.

Expansão agressiva da BYD no mercado asiático

A BYD ampliou sua presença em Hong Kong por meio de parcerias com concessionárias locais e investimentos em infraestrutura de carregamento. Em 2025, a empresa inaugurou 50 estações de recarga rápida na região, facilitando o acesso a seus veículos. Essa rede suporta cargas que adicionam 200 km de autonomia em 10 minutos, atraindo consumidores urbanos preocupados com mobilidade diária.

Dados do Departamento de Transportes de Hong Kong indicam que as vendas totais de EVs subiram 40% no terceiro trimestre. A BYD, com foco em híbridos plug-in e elétricos puros, capturou fatia maior entre compradores de renda média. A estratégia inclui descontos de até 10% em modelos como o Dolphin, que custa menos que equivalentes da concorrência.

BYD
BYD – Foto: Tyaga004 / Shutterstock.com

Desafios enfrentados pela Tesla em regiões chave

A Tesla registrou desaceleração nas vendas nos Estados Unidos e Europa no início de 2025, com queda de 13% no primeiro trimestre em relação a 2024. Fatores incluem tarifas sobre importações chinesas e reações a declarações públicas de seu CEO. No mercado global, a companhia entregou 336.681 unidades nos três primeiros meses, abaixo das expectativas de analistas.

Em Hong Kong, a perda de liderança reflete preferências locais por veículos compactos e acessíveis. A Tesla depende de modelos premium como o Model 3, que representam 70% de suas vendas na Ásia. A empresa planeja lançar atualizações de software para melhorar a autonomia, mas enfrenta concorrência de preços mais baixos da BYD.

Relatórios de mercado mostram que as vendas da Tesla na Europa caíram 10% em setembro, enquanto rivais chinesas avançam. A companhia ajusta estoques e promove incentivos fiscais em alguns países. No entanto, projeções indicam manutenção de 15,3% de share global, ligeiramente abaixo da BYD.

Inovações tecnológicas que impulsionam a BYD

A BYD introduziu em março de 2025 a Super e-Platform, com baterias que suportam carga de 1 megawatt. Essa tecnologia permite adicionar 400 km de autonomia em 5 minutos, superando os 275 km em 10 minutos dos Superchargers da Tesla. Os modelos Han L e Tang L, equipados com o sistema, entraram em pré-venda na China e Ásia.

O avanço reduz a resistência interna das baterias em 50%, acelerando o fluxo de íons. A plataforma usa arquitetura de 1.000 volts e chips de carboneto de silício, alcançando velocidade de pico de 2 km por segundo de carga. A BYD planeja expandir para 4.000 estações compatíveis até o fim do ano.

Essas melhorias atendem à demanda por redução de tempo de recarga, principal barreira para adoção de EVs. Testes em veículos de produção confirmam durabilidade sem perda significativa de capacidade após ciclos intensos. A inovação fortalece a posição da BYD em mercados emergentes.

Projeções para o mercado global de veículos elétricos

Consultorias estimam que as vendas mundiais de EVs alcancem 17 milhões de unidades em 2025, crescimento de 20% ante 2024. A BYD visa exportar 800 mil veículos, focando na Europa e Ásia. Sua integração vertical, controlando produção de baterias e chips, mantém margens de 22%, acima dos 17% da Tesla.

A chinesa superou a rival em BEVs por quatro trimestres consecutivos, com liderança de 388 mil unidades até o terceiro trimestre. Expansão inclui fábricas na Hungria e Tailândia, iniciando produção em 2026. No Brasil, modelos como o King competem diretamente com sedãs tradicionais.

A disputa reflete maturidade do setor, com foco em custo e eficiência. A BYD projeta vendas totais de 5 a 6 milhões de unidades em 2025, impulsionadas por híbridos que representam 58% de seu portfólio.

Vendas recordes e estratégias de mercado

Em 2024, a BYD faturou US$ 107 bilhões, superando os US$ 97,7 bilhões da Tesla. No primeiro semestre de 2025, vendeu 990.711 veículos de passageiros, alta de 59%. Seus híbridos plug-in cresceram 76%, diversificando a oferta.

A empresa patrocinou eventos como o Euro 2024 para ganhar visibilidade na Europa. Em setembro, vendas na UE subiram 272%, contra queda de 10% da Tesla. Modelos como o Seagull lideram com 200 mil unidades no semestre.

A BYD ajusta preços para mercados locais, como o Dolphin a £18.650 no Reino Unido. Essa abordagem acessível eleva sua participação para 2,2% no país. Investimentos em baterias para ônibus elétricos reforçam a cadeia de suprimentos.

Janderson é colaborador da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2024

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