O salário mínimo nacional passará de R$ 1.518 para R$ 1.631 a partir de janeiro de 2026. O aumento de R$ 113 representa reajuste de 7,44% e consta do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) encaminhado pelo governo ao Congresso Nacional. A proposta ainda será analisada pelos parlamentares e pode sofrer alterações até a aprovação final.
O cálculo combina a variação do INPC acumulada em 12 meses, estimada em 4,78%, com ganho real de 2,5%. Benefícios previdenciários e assistenciais atrelados ao piso nacional, incluindo aposentadorias e pensões, acompanharão automaticamente o novo valor.
Cerca de 28 milhões de aposentados do INSS recebem atualmente um salário mínimo. Outros 12 milhões de segurados têm benefícios acima do piso.
Como é calculado o reajuste do mínimo
O índice utilizado segue a política de valorização instituída em anos anteriores. O INPC mede a inflação para famílias com renda até cinco salários mínimos.
O aumento real de 2,5% corresponde à variação do PIB de dois anos antes. A regra permanece válida até 2026, conforme legislação em vigor.
Benefícios acima do salário mínimo
Os segurados que recebem valores superiores ao piso terão correção de 4,66% em 2026. A porcentagem refere-se à projeção do INPC para todo o ano de 2025.
O teto do INSS, hoje em R$ 8.157,41, também será ajustado pelo mesmo índice. A correção mantém o poder de compra dos benefícios maiores.
Impacto nos pagamentos do INSS
Aposentadorias, pensões por morte e auxílios ligados ao mínimo acompanharão o novo valor de R$ 1.631. O pagamento começa a valer em janeiro, com reflexo no benefício de fevereiro.
O abono salarial (PIS/Pasep) e o seguro-desemprego também utilizam o salário mínimo como referência. O BPC (Benefício de Prestação Continuada) segue a mesma regra de correção.
Projeção orçamentária oficial
A Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda forneceu os parâmetros macroeconômicos em julho de 2025. As estimativas constam da grade oficial usada no PLOA.
O texto encaminhado ao Congresso prevê despesa total com benefícios previdenciários considerando esses índices. A Comissão Mista de Orçamento analisará a proposta nas próximas semanas.
Outros benefícios atrelados ao piso
- Abono salarial pago anualmente a trabalhadores de baixa renda
- Seguro-desemprego com parcelas calculadas sobre o mínimo
- Benefício de Prestação Continuada (BPC) para idosos e pessoas com deficiência
- Pensão por morte quando o valor final equivale a um salário mínimo
A correção automática ocorre todo dia 1º de janeiro. Os depósitos referentes a janeiro chegam em fevereiro, conforme calendário habitual do INSS.
O Congresso pode alterar os percentuais durante a tramitação da lei orçamentária. Caso aprovado sem mudanças, os valores de R$ 1.631 para o mínimo e 4,66% para benefícios maiores entram em vigor em 2026.
