Roteirista Ullisses Campbell revela processos derrubados de Suzane von Richthofen após sucesso de TremembéPor Bruna
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Roteirista Ullisses Campbell, responsável pelo roteiro da série Tremembé no Prime Video, revelou ter enfrentado múltiplas ações judiciais movidas por Suzane von Richthofen. As disputas ocorreram em São Paulo, com decisões recentes do Tribunal de Justiça estadual, e visavam impedir publicações sobre o caso dela. Campbell destacou que todas as tentativas de censura falharam, permitindo a continuidade de seu trabalho jornalístico.
O contexto remete ao crime de 2002, quando Suzane, então com 18 anos, planejou o assassinato dos pais, Manfred e Marísia von Richthofen, com a ajuda do namorado Daniel Cravinhos e do cunhado Cristian Cravinhos. Condenada a 39 anos e seis meses de prisão, ela cumpriu pena na Penitenciária Feminina de Tremembé, no interior paulista, até o indulto em 2023. A série, lançada em outubro de 2025, retrata o cotidiano dessa unidade prisional e reviveu o interesse público pelo episódio.
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Campbell, autor de livros como Suzane: assassina e manipuladora, publicou a obra em 2020 após o Supremo Tribunal Federal derrubar uma liminar de censura em 2019. Ele acompanha o caso há duas décadas e usou suas investigações para subsidiar o roteiro da produção.
- Três ações principais contra Campbell, todas arquivadas ou rejeitadas.
- Uma delas pedia R$ 60,7 mil por danos morais em postagens de 2023.
- Outra buscava bloquear o livro de 2019, liberado pelo STF.
- A série dobrou seguidores de Suzane nas redes, de 50 mil para 100 mil.
Disputas judiciais detalhadas
A juíza Ana Paula Schleiffer Livreri, do Tribunal de Justiça de São Paulo, rejeitou em decisão recente a ação por danos morais. Ela argumentou que expressões como “ilustre psicopata” não configuram ofensa, considerando o histórico criminal de Suzane. A magistrada também negou pedido de retratação pública, afirmando que isso ampliaria a exposição indesejada.
O advogado de Campbell, Alexandre Fidalgo, descreveu as postagens como informativas, sem caráter acusatório. Ele confirmou que essa foi a terceira ação em anos, todas sem sucesso para a autora. As investidas judiciais surgiram após publicações que mencionavam a residência de Suzane em Águas de Lindóia, no interior de São Paulo.
Campbell observou que o aumento de visibilidade da série beneficiou indiretamente Suzane, elevando as vendas de produtos artesanais dela.

Contexto da série Tremembé
Tremembé: A Prisão dos Famosos estreou em 31 de outubro de 2025 e rapidamente se tornou o título mais assistido no Prime Video no Brasil desde 2016. A produção, com Marina Ruy Barbosa no papel de Suzane, condensou eventos reais da prisão, como transferências entre unidades e um motim em 2006.
O estúdio contratou uma equipe para revisar o roteiro e evitar riscos jurídicos. Apesar das controvérsias, a série superou expectativas de audiência, desbancando recordes anteriores como Cangaço Novo.
Campbell enfatizou que seu trabalho visa documentar fatos públicos, sem intenções sensacionalistas. A repercussão incluiu debates sobre ética na representação de crimes reais em ficção.
Episódios chave retratados:
- Rotina diária na ala de condenadas de alto perfil.
- Interações com outras detentas famosas, como Elize Matsunaga.
- Momentos de tensão durante rebeliões internas.
- Processo de semiabertura e liberação condicional.
Repercussão nas redes e vendas
Suzane von Richthofen viu seu perfil em redes sociais crescer significativamente após a estreia. Antes, com cerca de 50 mil seguidores, o número saltou para mais de 100 mil em poucas semanas. Esse aumento coincidiu com alta na demanda por itens personalizados que ela produz e comercializa.
Campbell apontou a contradição nessa dinâmica, onde críticas à exposição contrastam com ganhos comerciais. Ele relatou que perdeu a conta exata de tentativas de bloqueio a seus conteúdos ao longo dos anos.
A série também gerou discussões sobre o impacto de produções baseadas em casos criminais. Especialistas em direito de imagem monitoraram possíveis ações, mas a revisão prévia evitou novas contestações imediatas.
Histórico de ações anteriores
Em 2019, Suzane obteve liminar inicial para impedir a publicação do livro de Campbell, mas o STF cassou a decisão meses depois. O recurso federal priorizou o direito à informação sobre restrições prévias à liberdade de expressão.
Outra ação, de 2023, alegava violação de privacidade por menção à localização em Águas de Lindóia. O tribunal concluiu que os fatos eram de domínio público, rejeitando a indenização integralmente.
Campbell manteve suas publicações ativas, argumentando que servem ao interesse jornalístico. Seus livros venderam milhares de exemplares, contribuindo para a base factual da série.
Detalhes do crime original
O assassinato ocorreu em 31 de outubro de 2002, em São Paulo, quando Daniel e Cristian invadiram a residência dos von Richthofen e mataram o casal a pauladas. Suzane simulou surpresa para despistar a polícia inicialmente. O trio foi condenado em 2006, com penas que variaram de 26 a 39 anos.
Investigações revelaram um plano motivado por herança e insatisfação familiar. Suzane cumpriu 21 anos de pena antes do indulto por bom comportamento em julho de 2023. Desde então, reside em regime aberto, com monitoramento judicial.
O caso influenciou produções midiáticas ao longo dos anos, incluindo documentários e agora a ficção em Tremembé. Autoridades confirmam que todos os envolvidos cumprem condições de liberdade condicional.















