Estudo revela como as vacas formam amizades e se relacionam em grupoPor Bruna
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Vacas com melhores amigas têm batimentos mais baixos quando ficam ao lado da parceira preferida, segundo a tese de doutorado de 2013 da pesquisadora Krista McLennan, da Universidade de Northampton, no Reino Unido. Em um dos experimentos, 11 animais formaram seis pares preferidos, e cada vaca foi observada por 30 minutos com a parceira e por 30 minutos com uma desconhecida.
A expressão ganhou força nas redes sociais, mas o que os pesquisadores registraram é mais específico do que uma amizade no sentido humano. Em uma fazenda leiteira, foram anotadas vários milhares de observações de pastejo, descanso e alimentação. Os dados mostraram que mais da metade das vacas passava a maior parte do pastejo e do descanso com uma única companheira.
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Como a pesquisa identificou parceiras preferidas entre 11 vacas
Antes do experimento, a pesquisadora identificou quais vacas se procuravam com mais frequência. Foram encontrados seis pares preferidos entre os 11 animais, e uma das vacas tinha duas companheiras preferidas. Em seguida, cada animal ficou em um cercado por 30 minutos, duas vezes: uma com a parceira preferida e outra com uma vaca com quem não tinha vínculo. Os batimentos foram medidos a cada 15 segundos, o que permitiu comparar as duas situações no mesmo animal.
Por que os batimentos caem perto da melhor amiga?
Nos experimentos, os batimentos cardíacos foram mais baixos e a agitação foi menor quando as vacas estavam com a parceira preferida, em comparação com a companhia de uma desconhecida. O resultado sugere que a presença de um companheiro familiar amortece a resposta ao isolamento. Ainda assim, a frequência cardíaca mostra uma reação física e não traduz, em palavras humanas, o que o animal sente. Por isso, o achado é evidência de preferência social e de bem-estar, e não prova de amizade igual à das pessoas.
Separação e reagrupamento aparecem como fonte de estresse
Segundo o estudo, vacas leiteiras são separadas com frequência para consultas veterinárias, isolamento após a ordenha e mudanças de lote. A própria pesquisadora afirmou que fazendeiros relataram ver vínculos se formando no rebanho.
Vínculos podem variar com parentesco e convivência no rebanho
Parentesco, convivência de longo prazo e experiências compartilhadas são fatores citados na literatura sobre bovinos como influência na força desses laços. Assim, uma parceria forte pode se formar em um lote e não existir em outro. Para quem cuida do rebanho, acompanhar quem procura quem ao longo do tempo tem mais valor do que uma observação isolada. Segundo a pesquisadora, fazendeiros relataram ver vínculos se formando no rebanho.














