Ataque terrorista em celebração de Hanukkah na praia de Bondi deixa 15 mortos em Sydney na AustráliaPor Luís Henrique Costa
5 min de leitura
![]() |
Dois atiradores abriram fogo contra participantes de um evento judaico na praia de Bondi, em Sydney, na tarde de domingo, 14 de dezembro de 2025, por volta das 18h45 no horário local. O incidente deixou pelo menos 15 mortos e cerca de 40 feridos, incluindo dois policiais. As autoridades classificaram o ataque como terrorista, direcionado à comunidade judaica durante o primeiro dia do Hanukkah.
A polícia de Nova Gales do Sul confirmou que os suspeitos eram pai e filho. O pai, de 50 anos, morreu em confronto com agentes, enquanto o filho, de 24 anos, foi detido em estado grave. Não há indícios de participação de terceiros.
Siga o Mix Vale no Google e veja nossas notícias primeiro
Centenas de pessoas participavam da celebração conhecida como Chanukah by the Sea, organizada pela comunidade Chabad local. O evento incluía iluminação de menorá, música e atividades familiares em uma área gramada próxima à praia.
- Vítimas variam de 10 a 87 anos, incluindo uma criança e idosos.
- Entre os mortos está o rabino Eli Schlanger, organizador do evento.
- Um civil desarmou um dos atiradores, sofrendo ferimentos no braço e na mão.
Detalhes do ataque
Os disparos começaram em uma ponte próxima ao Bondi Pavilion. Testemunhas relataram que os atiradores, vestidos de preto, saíram de um veículo e abriram fogo contra a multidão. Vídeos mostram pessoas correndo em busca de abrigo enquanto sirenes ecoavam.
A polícia isolou rapidamente a área e neutralizou a ameaça. Equipes especializadas removeram dispositivos explosivos improvisados encontrados em um carro nas proximidades. A operação envolveu dezenas de ambulâncias e helicópteros para transportar feridos a hospitais de Sydney.
Autoridades investigam motivações, mas confirmam o caráter antissemita. O nível de ameaça terrorista na Austrália permanece em “provável”.
Reações das autoridades australianas
O primeiro-ministro Anthony Albanese descreveu o incidente como um ato de antissemitismo e terrorismo direcionado. Ele destacou que policiais atuaram para salvar vidas e que o governo oferece suporte às vítimas.
O premiê de Nova Gales do Sul, Chris Minns, afirmou que o ataque visava especificamente a comunidade judaica no início do Hanukkah. A polícia reforçou que não há riscos adicionais imediatos, mas mantém vigilância.
A ministra das Relações Exteriores, Penny Wong, condenou a violência e o ódio, expressando solidariedade às famílias afetadas. Serviços de emergência atenderam os feridos com prioridade, incluindo crianças e agentes.
https://twitter.com/Chinoy200096633/status/2000196711658950677
Ação heroica de civil
Um homem de 43 anos, vendedor de frutas, arriscou a vida para desarmar um dos atiradores. Ele abordou o suspeito por trás, tomou a arma e a apontou contra ele até a chegada da polícia.
O civil sofreu ferimentos por disparos, mas se recupera em hospital. Autoridades o reconheceram como herói por evitar mais vítimas. Vídeos do momento circularam amplamente, mostrando a coragem em meio ao caos.
Testemunhas descreveram a cena como confusa, com famílias correndo para proteger crianças. Muitos abandonaram pertences na areia durante a fuga.
Vítimas identificadas
Entre as vítimas fatais está o rabino Eli Schlanger, de 41 anos, nascido em Londres e residente em Sydney há anos. Ele organizava eventos comunitários e deixa esposa e filhos.
Outras vítimas incluem um israelense e um sobrevivente do Holocausto. As idades variam amplamente, refletindo a presença familiar no evento.
Hospitais de Sydney receberam os feridos, com vários em estado grave. Equipes médicas trabalharam continuamente para estabilizar pacientes.
Um colaborador do Australia/Israel & Jewish Affairs Council ficou ferido, mas sem risco de vida.
Contexto do Hanukkah na Austrália
O Hanukkah marca a reconquista da liberdade religiosa judaica e dura oito dias. Celebrações públicas como a de Bondi são comuns em comunidades australianas.
Sydney abriga uma das maiores populações judaicas do país, concentrada nos subúrbios orientais. Eventos como Chanukah by the Sea atraem milhares anualmente.
A Austrália endureceu leis sobre armas após massacres passados, tornando ataques em massa raros. Este incidente representa o pior em décadas.
Repercussão internacional
Líderes mundiais condenaram o ataque. O secretário-geral da ONU, António Guterres, classificou-o como hediondo contra famílias judaicas.
O presidente israelense Isaac Herzog lamentou a violência contra celebrantes do Hanukkah. Autoridades americanas expressaram orações pelas vítimas.
No Reino Unido, polícia reforçou segurança em áreas judaicas. Comunidades globais manifestaram solidariedade com a Austrália.
O Itamaraty informou não haver brasileiros entre as vítimas até o momento.
Investigação em andamento
A agência de inteligência australiana (ASIO) analisa conexões dos suspeitos. O diretor Mike Burgess confirmou que não há indícios de ameaças adicionais por enquanto.
Polícia examinou itens suspeitos no local e no veículo dos atiradores. A área de Bondi permaneceu isolada para perícia.
Autoridades pediram que o público evite a região e siga orientações oficiais. Investigadores coletam testemunhos e vídeos para reconstruir os fatos.
Medidas de segurança reforçadas
Após o ataque, policiamento aumentou em locais judaicos na Austrália. Comunidades receberam orientações para eventos futuros.
O governo federal convocou reuniões de segurança nacional. Albanese prometeu recursos para combater antissemitismo.
Organizações judaicas locais expressaram consternação, mas destacaram unidade comunitária.














