Relatório da Luminate revela domínio do K-pop com ‘Golden’ e Rosé entre as mais ouvidas do mundo

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KPop Demon Hunters 1 Foto: KPop Demon Hunters - Foto: Divulgação/ Netflix

O relatório anual da Luminate, referente ao período de janeiro de 2025 a janeiro de 2026, confirmou a força avassaladora do K-pop no cenário musical global. Artistas coreanos e produções associadas ao gênero não apenas figuraram, mas dominaram múltiplas categorias, desde os streams de áudio e vídeo até as vendas de álbuns físicos, especialmente nos Estados Unidos. Os dados solidificam a posição do gênero como uma potência cultural e comercial que continua a expandir sua influência para além das fronteiras asiáticas.

Entre os maiores destaques do levantamento está a faixa “Golden”, parte da trilha sonora da animação “KPop Demon Hunters”, da Netflix. A música alcançou a segunda posição no ranking global de streams, com impressionantes 2,43 bilhões de reproduções. Outro feito notável foi a colaboração entre Rosé, do grupo Blackpink, e o artista Bruno Mars na canção “APT.”, que garantiu o quarto lugar com 2,326 bilhões de streams, demonstrando o sucesso de parcerias estratégicas.

A análise da Luminate aponta para um crescimento sustentado no consumo de conteúdo coreano, impulsionado por uma combinação de lançamentos de grupos consolidados, projetos inovadores e colaborações de alto impacto. O gênero mostrou uma versatilidade única ao conquistar tanto o ambiente digital quanto o mercado tradicional de vendas, provando ter uma base de fãs altamente engajada e disposta a consumir música em diversos formatos.

Desempenho massivo nas plataformas de streaming

A presença do K-pop no topo das paradas de streaming foi um dos pontos altos do relatório da Luminate. A liderança global ficou com “Die With a Smile”, de Lady Gaga e Bruno Mars, que somou 2,858 bilhões de streams, mas a segunda posição de “Golden” representa um marco significativo, pois foi impulsionada por uma obra de ficção. A canção, interpretada pelo grupo fictício Huntrix dentro do filme, viralizou organicamente graças à sua integração com a narrativa e coreografias marcantes, provando que o conteúdo transmídia é uma ferramenta poderosa para a indústria musical. A quarta posição de “APT.”, de Rosé e Bruno Mars, reforça como as colaborações com nomes consagrados do pop ocidental funcionam como uma ponte eficaz para alcançar novos públicos, consolidando o K-pop nos principais mercados internacionais e contribuindo para o recorde de 5 trilhões de streams globais registrados no período.

A força das produções audiovisuais

O sucesso do K-pop não se limitou ao áudio, estendendo-se com vigor para as plataformas de vídeo. O videoclipe de “APT.” foi um fenômeno de engajamento, acumulando 1,403 bilhão de visualizações e conquistando o segundo lugar no ranking anual global. Essa performance evidencia a maestria do gênero em criar conteúdo visual de alto impacto, que combina produções cinematográficas, narrativas complexas e coreografias perfeitamente sincronizadas, elementos que se tornaram uma assinatura da indústria musical sul-coreana e que cativam uma audiência massiva.

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Seguindo a mesma tendência, o vídeo relacionado à faixa “Golden”, da animação “KPop Demon Hunters”, também obteve um resultado expressivo, alcançando 1,146 bilhão de visualizações e o quarto lugar na lista. A sinergia entre a música e o apelo visual da animação foi fundamental para ampliar seu alcance, atraindo espectadores de diferentes idades que talvez não fossem consumidores habituais do gênero. O relatório da Luminate destacou um dado revelador: sete dos dez videoclipes mais assistidos do ano continham elementos de produção coreana ou a participação de artistas do K-pop, um indicativo claro de sua hegemonia visual.

Domínio contínuo no mercado físico dos EUA

Enquanto o streaming domina o consumo global de música, o K-pop demonstra uma força notável e crescente no mercado de vendas físicas, especialmente nos Estados Unidos. O relatório da Luminate revelou que sete dos dez CDs mais vendidos no país em 2025 foram de artistas coreanos, um feito que ressalta a lealdade e o engajamento de suas bases de fãs.

O grupo Stray Kids foi o principal nome nesse segmento, emplacando múltiplos álbuns no topo da lista. Essa performance sólida mostra que o público do gênero valoriza o formato físico não apenas pela música, mas também como um item de colecionador, que frequentemente inclui photocards, pôsteres e outros brindes exclusivos.

A capacidade de mobilizar os fãs para a compra de álbuns físicos é uma estratégia comercial que diferencia o K-pop de muitos outros gêneros na era digital. Esse fenômeno garante uma fonte de receita robusta e fortalece a conexão entre os artistas e seu público, que vê na posse do álbum uma forma de apoio direto e de pertencimento à comunidade.

Stray Kids consolida liderança em vendas

A liderança do Stray Kids no mercado de CDs nos Estados Unidos foi indiscutível. O grupo ocupou a segunda posição geral com o álbum “KARMA”, que vendeu aproximadamente 524 mil cópias.

Logo em seguida, na terceira posição, apareceu “DO IT”, do mesmo grupo, com 456 mil unidades vendidas, mostrando uma consistência impressionante.

A presença do grupo no ranking não parou por aí. O álbum “HOP” também figurou na lista, alcançando a sexta posição com 223 mil cópias vendidas.

Ter três álbuns distintos no top 10 de vendas em um mercado tão competitivo como o americano é uma prova da popularidade massiva e do poder de mobilização da fã-base do Stray Kids.

Colaborações internacionais como motor de expansão

As parcerias entre artistas de K-pop e grandes nomes da música ocidental provaram ser uma das estratégias mais eficientes para a expansão global do gênero. O sucesso de “APT.”, dueto entre Rosé e Bruno Mars, é o exemplo mais claro dessa tendência, facilitando a entrada da música em playlists mainstream e rádios que antes eram de difícil acesso.

Essas colaborações funcionam como uma via de mão dupla, beneficiando ambos os artistas ao expô-los a novas audiências e mercados. Para o K-pop, significa uma validação e uma maior penetração na cultura pop ocidental, enquanto para os artistas internacionais, representa uma oportunidade de se conectar com uma das fã-bases mais ativas e engajadas do mundo.

O fenômeno da trilha sonora de ‘KPop Demon Hunters’

O impacto da trilha sonora de “KPop Demon Hunters” transcendeu o sucesso do single “Golden”. O álbum completo do filme da Netflix figurou entre os dez mais consumidos nos Estados Unidos na categoria de unidades equivalentes, que combina vendas de álbuns, faixas e streams, superando a marca de 2 milhões de unidades. Este resultado posiciona o projeto como uma das trilhas sonoras mais bem-sucedidas do ano, rivalizando com grandes lançamentos de artistas estabelecidos.

O projeto demonstrou a viabilidade comercial de formatos híbridos que unem cinema, animação e música original, criando um ecossistema de entretenimento completo. A exposição massiva proporcionada pela plataforma de streaming foi crucial, permitindo que as músicas ressoassem com um público global de forma simultânea e orgânica, estabelecendo um novo modelo de sucesso para a indústria.

Posições de outros grupos coreanos

Além do domínio do Stray Kids, outros grupos de K-pop também registraram vendas expressivas no mercado físico americano. O ENHYPEN garantiu a quarta posição no ranking de CDs mais vendidos com o álbum “DESIRE: UNLEASH”, que comercializou 261 mil cópias. O ATEEZ também marcou presença no top 5 com “GOLDEN HOUR: PART 3”, que alcançou a quinta posição, demonstrando a profundidade e a variedade de artistas coreanos que conquistaram o público nos Estados Unidos e solidificaram suas carreiras internacionalmente.

Tendências observadas no relatório anual

A Luminate identificou que o sucesso contínuo do K-pop se deve a estratégias de lançamento globais e simultâneas, que geram tração imediata em diversas regiões. O gênero manteve um equilíbrio saudável entre o domínio no streaming digital e a força nas vendas físicas tradicionais, uma dualidade rara no mercado atual. O ano de 2025 serviu para consolidar as posições que os grupos coreanos já haviam conquistado, ocupando espaços nos charts americanos que antes eram majoritariamente dominados por artistas locais, indicando uma mudança permanente no panorama da música global.

Maria Clara é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2016: Formação: Atriz.

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