Tesla remove Autosteer de todas as versões do Model 3 e Model Y nos Estados Unidos

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Tesla Model Y e Tesla Model 3

Tesla Model Y e Tesla Model 3 - Mike Mareen/ Shutterstock.com

A Tesla atualizou o configurador online de veículos nos Estados Unidos e removeu o recurso Autosteer de todas as versões novas do Model 3 e do Model Y. Essa mudança afeta desde as configurações de entrada até as variantes de desempenho e deixa os carros com apenas o Controle de Cruzeiro Adaptativo ao Tráfego como assistência padrão.

A alteração ocorreu nesta quinta-feira, 23 de janeiro de 2026, e representa uma estratégia da montadora para direcionar os compradores hacia a assinatura do Full Self-Driving (FSD), disponível por US$ 99 por mês. Clientes novos recebem um período de teste de 30 dias do FSD, mas o pacote Autopilot básico, que incluía a centralização automática na faixa, não está mais presente nas opções de compra.

A decisão gerou debates imediatos entre consumidores e especialistas do setor automotivo. Muitos veem a remoção como uma forma de pressionar a adesão ao sistema mais avançado, enquanto a empresa mantém silêncio oficial sobre os motivos exatos da mudança.

Mudança no configurador de veículos

A Tesla modificou a página final de pedidos no site oficial para os Model 3 e Model Y. Antes, todas as versões incluíam o pacote completo do Autopilot, com Autosteer e Controle de Cruzeiro Adaptativo.

Agora, independentemente da trim escolhida, o sistema exibe apenas o recurso de cruzeiro adaptativo. O Autosteer, responsável por manter o veículo centralizado na faixa de rodagem, foi excluído como item padrão.

Essa atualização alinha os modelos mais vendidos da Tesla a uma estrutura já adotada em versões de entrada desde outubro passado. A montadora parece consolidar a transição para um modelo de receita recorrente por meio de assinaturas.

Declarações de Elon Musk sobre o FSD

Elon Musk comentou a mudança em uma publicação na plataforma X nesta quinta-feira. O CEO da Tesla não abordou diretamente a remoção do Autosteer, mas destacou ajustes futuros no preço da assinatura do FSD.

Ele afirmou que o valor mensal de US$ 99 aumentará conforme as capacidades do sistema evoluírem. Musk enfatizou que o preço refletirá o avanço tecnológico e o valor agregado para os usuários.

A declaração reforça a visão da empresa de posicionar o Full Self-Driving como o principal pacote de assistência avançada. A assinatura passará a ser o único caminho para acessar recursos como mudanças automáticas de faixa e navegação em rotas complexas.

Tesla – Tobias Arhelger/ Shutterstock.com

Recursos disponíveis nos novos modelos

Os veículos Model 3 e Model Y entregues a partir de agora contam com assistências básicas de série. O Controle de Cruzeiro Adaptativo ajusta velocidade e distância em relação aos carros à frente.

Outros itens de segurança ativa, como frenagem automática de emergência e alerta de colisão, permanecem incluídos. No entanto, funções de direção semiautônoma exigem a ativação do FSD.

  • Controle de Cruzeiro Adaptativo ao Tráfego: mantém velocidade e distância automaticamente.
  • Frenagem automática de emergência: atua em situações de risco detectadas.
  • Alerta de saída de faixa: avisa o condutor, mas não corrige a trajetória.
  • Período de teste de 30 dias do Full Self-Driving: permite experimentar recursos avançados.

Essa configuração deixa os modelos Tesla com assistências semelhantes às de veículos convencionais de anos anteriores.

Reações da comunidade e críticas online

Usuários em fóruns e redes sociais manifestaram insatisfação com a alteração. Muitos consideram a remoção do Autosteer um retrocesso em relação a concorrentes que oferecem centralização de faixa em modelos de entrada.

Comentários em plataformas como Reddit e X classificam a medida como uma forma de monetizar recursos considerados essenciais por parte dos consumidores. Alguns proprietários em potencial afirmam que avaliarão outras marcas de veículos elétricos.

Especialistas apontam que a estratégia pode aumentar a taxa de adesão ao FSD a curto prazo. No entanto, a decisão expõe a Tesla a questionamentos sobre a disponibilização de tecnologias de segurança como itens pagos.

Comparação com concorrentes no mercado

Fabricantes tradicionais já incluem assistências avançadas em veículos mais acessíveis. Por exemplo, modelos de entrada de marcas como Toyota oferecem centralização de faixa ativa em configurações básicas.

Veículos na faixa de preço abaixo de US$ 25 mil contam com pacotes semelhantes ao Autopilot anterior da Tesla. Essa diferença coloca os Model 3 e Model Y em posição menos competitiva em termos de equipamentos de série.

A remoção do Autosteer amplia o gap entre a Tesla e rivais que priorizam assistências inclusas. Consumidores americanos agora precisam pagar extra para obter funcionalidades que eram padrão nos modelos da marca.

Contexto histórico das alterações no Autopilot

A Tesla introduziu mudanças graduais no pacote Autopilot ao longo dos últimos anos. Em outubro, versões Standard do Model 3 e Model Y perderam o Autosteer como item de série.

Modelos premium, como S e X, mantêm configurações diferentes com FSD incluído em pacotes superiores. A Cybertruck de entrada também segue a lógica de apenas cruzeiro adaptativo.

Essas ajustes refletem a evolução da estratégia comercial da empresa. A montadora migra de vendas únicas de software para modelos de assinatura recorrente.

Implicações para o mercado de veículos elétricos

A decisão da Tesla influencia o segmento de carros elétricos nos Estados Unidos. Compradores sensíveis a preço podem optar por alternativas com mais recursos de assistência incluídos.

A estratégia reforça a dependência de receita de software na Tesla. A empresa busca elevar a margem de lucro por veículo por meio de assinaturas ativas.

Analistas acompanham se a mudança afetará volumes de entrega no primeiro trimestre de 2026. A montadora enfrenta pressão para manter crescimento em um mercado cada vez mais competitivo.

Estratégia de longo prazo da Tesla

A Tesla prioriza o desenvolvimento do Full Self-Driving como diferencial principal. A assinatura mensal facilita atualizações contínuas sem custo adicional único elevado.

Musk vincula metas pessoais de compensação ao alcance de milhões de assinaturas ativas. A remoção de recursos gratuitos apoia esse objetivo ao criar demanda pelo pacote pago.

A empresa continua investindo em melhorias de software via atualizações over-the-air. Clientes com FSD recebem evoluções regulares que expandem capacidades de direção autônoma supervisionada.

A mudança no configurador do Model 3 e Model Y marca um ponto de inflexão na abordagem da Tesla para assistências ao motorista. A montadora consolida o Full Self-Driving como centro de sua oferta tecnológica e abre caminho para aumentos graduais no preço da assinatura.

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