Cerimônia em Milão-Cortina dá início aos Jogos de Inverno com show de estrelas e delegação recorde do BrasilPor Janderson Luiz
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As luzes do histórico Estádio San Siro, em Milão, se acendem nesta sexta-feira, 6 de fevereiro, para marcar o início oficial da 25ª edição dos Jogos Olímpicos de Inverno. O evento de abertura reúne atletas de dezenas de nações para o tradicional desfile das delegações, dando a largada para mais de duas semanas de competições no gelo e na neve.
A celebração está programada para começar às 20h no horário local italiano, o que corresponde às 16h pelo horário de Brasília. O espetáculo promete unir a tradição olímpica com a cultura italiana, em uma produção que será transmitida para todo o mundo e que simboliza a união dos povos através do esporte.
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Antes mesmo da pira olímpica ser acesa, algumas modalidades já movimentam as arenas. Partidas preliminares de curling e hóquei no gelo foram realizadas ao longo do dia, aquecendo o clima para a cerimônia que oficializa o começo dos jogos em Milão e Cortina d’Ampezzo.
Atrações musicais de renome internacional
A cerimônia de abertura será marcada por um elenco de artistas de calibre global, selecionados para representar a excelência musical e cultural. A cantora americana Mariah Carey é um dos nomes mais aguardados da noite, prometendo uma performance memorável. Ao lado dela, o tenor italiano Andrea Bocelli trará a emoção da música clássica para o estádio, em um momento que deve ser um dos pontos altos do evento. A apresentação de Bocelli é vista como uma celebração da herança operística da Itália, conectando a modernidade dos Jogos com a rica história artística do país anfitrião.
O palco também receberá outros talentos aclamados. A cantora Laura Pausini, um ícone da música pop italiana, representará o país com sua voz potente. O elenco se completa com o pianista chinês Lang Lang, conhecido por sua virtuosidade, e a mezzo-soprano Cecilia Bartoli, outra representante da tradição lírica italiana. A combinação desses artistas de diferentes gêneros e nacionalidades reforça a mensagem de universalidade e harmonia que é central ao movimento olímpico, transformando a abertura em um verdadeiro espetáculo cultural.
Competições iniciam antes da abertura oficial
A agenda esportiva dos Jogos de Inverno começou intensa horas antes do evento no San Siro. As arenas de curling foram as primeiras a receber os atletas para as disputas da modalidade de duplas mistas, que exige alta precisão e trabalho em equipe.
Logo nas primeiras horas da manhã, às 6h no horário de Brasília, confrontos importantes movimentaram o gelo. A Suécia enfrentou a Grã-Bretanha, enquanto a anfitriã Itália jogou contra a Suíça. Simultaneamente, Estados Unidos e Canadá realizaram um clássico da modalidade.
A segunda sessão de jogos de curling começou às 10h40, com mais quatro partidas. A República Tcheca mediu forças com os Estados Unidos, a Estônia encarou a Itália, a Coreia do Sul duelou com a Grã-Bretanha e a Suécia voltou à arena para enfrentar a Noruega.
O hóquei no gelo feminino também teve seu pontapé inicial nesta sexta-feira. A Arena Rho foi palco do confronto entre as seleções da França e do Japão, às 8h10 (horário de Brasília), em uma partida que abriu o torneio da modalidade.
Cobertura completa para o público brasileiro
Os fãs de esportes de inverno no Brasil terão múltiplas opções para acompanhar todos os detalhes da cerimônia e das competições. A TV Globo fará a transmissão do evento de abertura em canal aberto a partir das 15h45, com uma equipe de comentaristas especializada.
Nos canais por assinatura, o sportv inicia sua cobertura mais cedo, às 15h30, e dedicará canais para a exibição das mais variadas modalidades ao longo de todo o período dos Jogos. As partidas preliminares de curling, por exemplo, foram transmitidas pelo sportv2.
As plataformas digitais também garantem ampla cobertura. O portal ge e a CazéTV oferecem o streaming ao vivo da cerimônia e de diversas disputas, permitindo que o público assista aos eventos em diferentes dispositivos, com a transmissão no ge começando às 15h.
Delegação do Brasil faz história na Itália
A participação brasileira nos Jogos de Milão-Cortina é histórica antes mesmo do início das competições. Com 14 atletas classificados, o país envia sua maior delegação da história para uma edição de Olimpíadas de Inverno, superando o recorde anterior e demonstrando o desenvolvimento das modalidades de neve e gelo no cenário nacional. Esse número reflete um investimento contínuo e um planejamento a longo prazo das confederações, que buscam consolidar a presença do Brasil entre as nações competitivas. A diversidade de modalidades com representantes brasileiros, que inclui esqui alpino, esqui cross-country e skeleton, também é um marco importante. Na cerimônia de abertura, o país será representado por dois porta-bandeiras: Nicole Silveira, do skeleton, e Lucas Pinheiro Braathen, do esqui alpino. Eles terão a honra de carregar a bandeira nacional em momentos distintos, simbolizando a união entre as duas cidades-sede. A expectativa é alta não apenas pela participação recorde, mas também pelo potencial de resultados expressivos, com atletas que chegam à Itália após obterem bons desempenhos em circuitos internacionais, como Copas do Mundo. A estreia dos atletas brasileiros nas disputas está prevista para a próxima semana, com Bruna Moura, Eduarda Ribera e Manex Silva competindo no esqui cross-country a partir de terça-feira, dia 10.
A tradição italiana em Jogos de Inverno
A Itália reforça sua vocação para os esportes de inverno ao sediar os Jogos Olímpicos pela terceira vez. A primeira experiência do país foi em 1956, justamente em Cortina d’Ampezzo, uma das sedes desta edição, o que cria uma conexão histórica especial com o evento.
Cinquenta anos depois, em 2006, a cidade de Turim organizou uma edição de grande sucesso. Agora, o modelo de organização conjunta entre Milão, um grande centro urbano, e Cortina, um tradicional resort alpino, apresenta uma abordagem moderna e sustentável para o evento.
Expectativas sobre o desempenho nacional
Entre os atletas brasileiros, a maior esperança de um resultado inédito recai sobre Nicole Silveira, no skeleton. A atleta vem de uma temporada consistente na Copa do Mundo e conta com uma parceria técnica com sua esposa, a também atleta belga Kim Meylemans, o que fortalece sua preparação.
No esqui alpino, Lucas Pinheiro Braathen, que já competiu pela Noruega, traz sua vasta experiência internacional para a equipe brasileira, elevando o nível técnico da delegação e abrindo novas perspectivas de competitividade para o país nas provas de velocidade na neve.
Detalhes da organização do evento
O modelo de co-organização entre Milão e Cortina d’Ampezzo é uma das inovações desta edição, distribuindo as competições e a logística entre uma metrópole e uma região montanhosa. Essa estrutura visa otimizar o uso de instalações existentes e promover o desenvolvimento regional de forma equilibrada, alinhando-se com as novas diretrizes de sustentabilidade do Comitê Olímpico Internacional.
















