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Segurados que cumprem o tempo de contribuição e a idade mínima podem pedir aposentadoria pelo INSS em 2026. A regra mais procurada é a aposentadoria por idade urbana, em que 15 anos de contribuição bastam para mulheres e para homens que começaram a contribuir antes de 13 de novembro de 2019. A conta muda, porém, conforme o sexo, a categoria de trabalho e a data de filiação.

Idades e tempo exigidos na aposentadoria urbana

Na modalidade urbana, a idade e o tempo de contribuição variam conforme o sexo do trabalhador. No caso dos homens, a data de início das contribuições decide o tempo a ser cumprido.

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  • Mulheres: idade mínima de 62 anos, 15 anos de contribuição e carência de 180 meses.
  • Homens: idade mínima de 65 anos, com 15 anos de contribuição se começaram antes de 13 de novembro de 2019, ou 20 anos se começaram depois dessa data.

A diferença de cinco anos entre os grupos masculinos costuma gerar confusão. Por isso, a data da primeira contribuição ao INSS é o ponto que define a regra aplicável.

Como o trabalhador rural comprova o tempo para se aposentar

Na aposentadoria rural, o segurado não precisa comprovar contribuições ao INSS. Basta demonstrar a atividade no campo pelo período exigido, de 15 anos, e a Reforma da Previdência não mudou essa regra de forma significativa.

  • Mulheres: 55 anos de idade e 15 anos de atividade rural.
  • Homens: 60 anos de idade e 15 anos de atividade rural.

Contratos de trabalho rural, notas fiscais de produção ou declarações sindicais servem para comprovar a atividade. O benefício rural equivale a um salário mínimo, de R$ 1.621,00 em 2026.

Aposentadoria da pessoa com deficiência: idades e comprovação

Quem tem deficiência conta com requisitos mais acessíveis que os da regra geral. Essa regra não sofreu alterações com a reforma previdenciária.

  • Mulheres: 55 anos de idade e 15 anos de contribuição como pessoa com deficiência.
  • Homens: 60 anos de idade e 15 anos de contribuição como pessoa com deficiência.

A deficiência precisa ser comprovada por perícia médica e social. A avaliação considera o grau da deficiência e a duração dela ao longo da vida de trabalho do segurado.

Aposentadoria especial: quando o trabalho expõe o segurado a alto risco

Profissionais expostos a riscos graves à saúde ou à segurança podem se aposentar com 15 anos de contribuição, desde que atendam às regras da aposentadoria especial. Mineradores subterrâneos e trabalhadores em túneis ou galerias costumam se enquadrar nessa categoria.

Para provar o risco, o segurado apresenta o Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP). Esse documento descreve as condições do trabalho com base no Laudo Técnico de Condições Ambientais do Trabalho (LTCAT).

Quanto recebe quem se aposenta em 2026

Nenhuma aposentadoria pode ficar abaixo de R$ 1.621,00, valor do salário mínimo em 2026, nem acima do teto do INSS, de R$ 8.475,55. Os benefícios acima do piso foram reajustados em 3,90% em 1º de janeiro de 2026, pela Portaria Interministerial MPS/MF n. 13/2026.

Fórmula de cálculo antes e depois da reforma

O valor do benefício depende da modalidade e do tempo acumulado de contribuição. Depois da reforma, a conta mudou de forma significativa.

Na aposentadoria por idade, antes da reforma, a média considerava os 80% maiores salários desde 1994, e o benefício era de 70% dessa média, mais 1% por ano de contribuição. Com 15 anos, chegava a 85% da média. Após a reforma, a média passou a incluir todos os salários desde 1994, e o benefício inicial é de 60%, com 2% por ano que exceder 20 anos para homens ou 15 anos para mulheres.

Na aposentadoria especial, o valor era integral antes da reforma, calculado sobre os 80% maiores salários. Depois dela, o benefício inicial é de 60% da média, com 2% a mais por ano acima do tempo mínimo. Um trabalhador com 20 anos de contribuição teria 70% da média salarial.

Parar de contribuir aos 15 anos pode reduzir o benefício

Deixar de contribuir ao INSS logo após atingir 15 anos pode parecer vantajoso, mas nem sempre compensa. Se os últimos salários forem maiores, a interrupção tende a diminuir o valor do benefício. Quem perde a qualidade de segurado também deixa de ter coberturas como auxílio-doença e pensão por morte.

Continuar contribuindo, mesmo com planejamento, ajuda a elevar o valor e a manter os direitos previdenciários. Para simular cenários, a recomendação é consultar um especialista em direito previdenciário.

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