Advogada argentina acusada de racismo no Rio enfrenta denúncia de roubo por ex-namorado

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Advogada argentina Agostina Páez Foto: Advogada argentina Agostina Páez - TikTok/_agostinapaez

O ex-namorado de uma advogada argentina apresentou denúncia na Justiça contra ela por retenção de veículo. Javier Zanoni, dentista de 32 anos, alega que Agostina Páez, de 29 anos, não devolveu um Citroën Cactus de sua propriedade após o término do relacionamento. A queixa foi registrada em tribunal de La Banda, na província de Santiago del Estero.

A advogada ficou retida no Rio de Janeiro por cerca de três meses após ser acusada de injúria racial em um bar de Ipanema. Ela pagou fiança de R$ 97 mil e teve a tornozeleira eletrônica retirada antes de retornar à Argentina no início de abril. A denúncia do ex-namorado veio a público nesta quarta-feira, 15 de abril.

Denúncia protocolada em Santiago del Estero

A representação foi feita pela advogada Elizabeth Maldonado, que representa Javier Zanoni. Ela informou que enviaram carta formal pedindo a devolução voluntária do carro, sem resposta até o momento. O dentista teria sido paciente por causa da situação da ex-companheira no Brasil, mas decidiu seguir com o processo judicial.

O veículo está registrado em nome de Javier Zanoni. A convivência entre os dois durou três anos, com planos iniciais de casamento que não se concretizaram. A denúncia trata de retenção indevida e abuso de confiança, segundo os detalhes disponíveis. Fontes próximas ao caso indicam que o término gerou insatisfação por parte do dentista.

  • Javier Zanoni, dentista de 32 anos, registrou a denúncia por retenção de veículo
  • O carro em questão é um Citroën Cactus registrado em nome dele
  • A convivência do casal durou três anos antes do término
  • Carta formal de devolução foi enviada sem resposta confirmada
  • Agostina Páez alega que o veículo foi presente da família dela
Advogada argentina denunciada por gestos racistas em Ipanema.
Advogada argentina denunciada por gestos racistas em Ipanema. – Reprodução/Rede Sociais

Versão da defesa de Agostina Páez

Agostina Páez nega a acusação de roubo. Ela afirma que o Citroën Cactus foi um presente da família dela ao ex-namorado. A advogada sustenta que o conflito é patrimonial e não envolve apropriação indevida. Até o momento, não há registro de prisão ou medidas cautelares relacionadas a essa nova queixa. O processo segue em fase inicial na Justiça de Santiago del Estero.

Fontes consultadas pela imprensa argentina relatam que Javier Zanoni pediu para reatar o relacionamento várias vezes após o fim. O carro foi usado por Agostina Páez durante o período em que viveram juntos. A defesa dela classifica a denúncia como reação ao término decidido pela advogada.

Contexto do caso anterior no Brasil

Agostina Páez foi acusada por funcionários de um bar em Ipanema de fazer gestos e comentários considerados injúria racial. O episódio ocorreu em janeiro de 2026 e levou a uma investigação que durou mais de dois meses. A Justiça do Rio de Janeiro impôs tornozeleira eletrônica e apreendeu o passaporte inicialmente.

Após acordo que incluiu pagamento de fiança, a argentina recebeu autorização para deixar o país. O retorno aconteceu no começo de abril. No mesmo dia da chegada, surgiu um vídeo do pai dela, Mariano Páez, fazendo gesto semelhante em uma boate de Santiago del Estero. Agostina repudiou publicamente a atitude do pai.

A nova denúncia surge poucas semanas após o retorno da advogada à Argentina. Ela já havia enfrentado o processo por injúria racial no Rio, que envolvia três funcionários do bar. O episódio gerou repercussão nos dois países e debates sobre o tema do racismo.

Detalhes da relação e do fim do relacionamento

Javier Zanoni e Agostina Páez mantiveram um relacionamento que durou três anos. O dentista ficou chateado com o término decidido pela advogada, segundo relatos. Ele teria tentado reatar diversas vezes. O carro foi registrado em nome dele, mesmo sendo alegado como presente pela família dela.

A denúncia atual foca apenas na restituição do bem. A advogada de Zanoni destacou que o cliente foi paciente por causa dos eventos no Brasil, mas optou pela via judicial após falta de resposta à solicitação amigável. Não há menção a outros bens ou questões financeiras na queixa. O caso agora corre em paralelo ao processo anterior no Brasil.

Situação atual do processo

O caso está sob análise na Justiça de La Banda, segunda maior cidade da província de Santiago del Estero. Até esta quarta-feira, não há decisão sobre o andamento ou possível acordo extrajudicial. Agostina Páez ainda não apresentou manifestação formal no processo, conforme informações disponíveis.

A advogada de 29 anos continua a viver na Argentina após deixar o Rio de Janeiro. O processo por retenção de veículo é mais um capítulo nas confusões envolvendo a família Páez nas últimas semanas. Até o momento, as autoridades argentinas tratam o assunto como uma questão civil entre ex-companheiros.

Beatriz Lima é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2024.

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