Magic Johnson abandona apoio a Pratt e declara voto em Karen Bass para prefeita de Los AngelesPor Jeronimo Santos
Atualizado 4 min de leitura
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Magic Johnson rompeu publicamente com Spencer Pratt na disputa pela prefeitura de Los Angeles. Na segunda-feira, a lenda da NBA declarou apoio integral a Karen Bass, a atual prefeita que busca reeleição. Johnson publicou seu endosso em redes sociais e gravou mensagem em vídeo elogiando a gestão de Bass.
A decisão de Johnson marca divisão clara dentro da cúpula dos Lakers, onde ele mantém presença influente. Sua esposa, Jeanie Buss, CEO e coproprietária da franquia, havia demonstrado apoio a Pratt ao doar US$ 1.800 para a campanha do ex-astro de reality show — o máximo permitido por lei estadual. Buss foi vista com Pratt em jogo dos playoffs dos Lakers no fim de semana anterior.
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Amizade de três décadas e agenda de Bass
Johnson justificou seu voto citando amizade de 30 anos com Bass e resultados em políticas públicas. O ex-jogador reconheceu desafios herdados pela prefeita e elogiou iniciativas contra a crise de sem-abrigo e redução de homicídios. “Ela está fazendo um trabalho excepcional. A prefeita Bass precisa de um segundo mandato e estou muito feliz em dizer isso”, afirmou Johnson em vídeo distribuído.
O apoio incluiu reconhecimento de agenda municipal ainda em desenvolvimento. Johnson mencionou “projetos que você tem em mente” e “sua visão para a cidade”, reforçando confiança nas prioridades futuras de Bass. Não houve crítica direta a Pratt, mas omissão estratégica de pontos que sustentam a campanha do rival.
Contexto dos incêndios e resposta municipal
Spencer Pratt conquistou visibilidade em candidatura lançada após incêndios florestais de 2025 que devastaram Los Angeles. Ao menos 12 pessoas morreram e bilhões em prejuízos foram registrados. O ex-ator de “The Hills” perdeu sua própria residência no fogo de Palisades e utilizou narrativa pessoal para criticar resposta da prefeitura.
Dados de reconstrução reforçam o argumento de Pratt. Das 16.000 estruturas danificadas, apenas 30 foram reconstruídas até o momento — índice que contrasta com promessas de recuperação acelerada da administração Bass. Samantha Ettus, ativista que também perdeu casa, critica especificamente a gestão da crise de moradores de rua combinada aos lentos esforços de reconstrução.
Divisão nas elite locais e dinâmica da campanha
A ruptura entre Magic Johnson e Jeanie Buss reflete cisma mais amplo entre líderes de negócios e celebridades em Los Angeles. Buss, que comanda o império dos Lakers, alinha-se a Pratt. Johnson, que construiu carreira como jogador, investidor e empresário, apoia continuidade administrativo. Ambos possuem capital político e social em mercado que determina eleições municipais.
A presença de Johnson em eventos de campanha de Bass foi comunicada antes de seu vídeo de endosso. Assessores de Bass divulgaram material destacando apoio da lenda da NBA. Movimento contrasta com estratégia de Pratt, que capitalizou crises recentes para posicionar-se como outsider dispostos a romper com establishment político.
Reação e próximos passos
Escritórios de Bass responderam imediatamente ao endosso divulgando vídeo completo de Johnson em plataformas de mídia. Campanha de Pratt continuou focada em resposta aos incêndios, sem comentar diretamente sobre mudança de posicionamento de Johnson. Equipes de ambos os candidatos preparavam estratégias finais para votação.
A eleição para prefeitura de Los Angeles marca um dos principais embates municipais do país. Cidade de 4 milhões de habitantes enfrenta desafios de habitação, segurança pública, resposta a desastres e gestão de sem-abrigo. Perfil dos eleitores inclui proprietários afetados pelos incêndios, comunidades de baixa renda e classe média pressionada por custo de vida.
Magic Johnson, que construiu reputação como mediador em negócios esportivos, posicionou-se novamente como figura de consenso dentro da política local. Sua declaração pública de apoio a Bass sinaliza confiança na capacidade da prefeita de vencer a eleição e administrar a segunda maior cidade dos Estados Unidos nos próximos quatro anos.















