Presidente do São Paulo reafirma confiança em Roger Machado apesar de crise financeiraPor Luís Henrique Costa
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Harry Massis, presidente do São Paulo, confirmou a permanência de Roger Machado no cargo de técnico do clube. A decisão foi comunicada através de um áudio vazado nesta segunda-feira, no qual o dirigente detalha a impossibilidade financeira de realizar mudanças na comissão técnica. A manifestação ocorre após a derrota para o Corinthians no último domingo e em meio a pressões externas por alterações no comando da equipe.
No áudio confirmado como autêntico, Massis desabafa sobre a herança administrativa recebida no início do ano. O presidente utiliza termos contundentes para descrever a situação patrimonial e contábil da instituição. Segundo ele, o planejamento atual prioriza a estabilidade necessária para conquistar uma vaga na Copa Libertadores, afastando expectativas imediatas de títulos expressivos diante das limitações orçamentárias enfrentadas pelo Tricolor.
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Débitos acumulados impedem mudança na comissão técnica
A principal barreira para uma eventual troca no comando técnico reside no acúmulo de débitos com profissionais que já deixaram o Morumbi. Massis listou uma série de pendências financeiras que o clube ainda tenta quitar. A diretoria atual precisa honrar compromissos assumidos em gestões anteriores e em períodos recentes de transição.
- Multa de Dorival Júnior ainda em fase de pagamento.
- Pendências financeiras referentes à saída de Luis Zubeldía.
- Débitos residuais da primeira passagem de Hernán Crespo.
- Valores em aberto com a comissão técnica de períodos passados.
- Arrecadação comprometida por antecipações de receitas anteriores.
O dirigente afirmou que não pretende adicionar mais um custo fixo ao orçamento com a demissão de Roger Machado. Ele argumenta que o clube foi entregue em condições precárias, o que exige uma postura de austeridade extrema. Massis enfatizou que a cobrança por resultados precisa considerar a realidade de um clube que ele classifica como sucateado pela administração anterior.
Mercado de técnicos inviável para o orçamento tricolor
Além do custo para demitir, o São Paulo enfrenta obstáculos intransponíveis para contratar substitutos de renome no mercado nacional. O presidente revelou ter consultado valores envolvendo nomes sugeridos pela torcida, como o de Dorival Júnior, atualmente no rival Corinthians. O custo mensal de uma comissão técnica de alto nível atingiria patamares que Massis considera irreais para o atual momento do Tricolor.
A diferença entre a capacidade de investimento do clube e as exigências do mercado é nítida. O mandatário mencionou que manter uma estrutura técnica de elite exigiria um aporte mensal de até R$ 3 milhões. Esse valor é visto como uma loucura dentro da política de austeridade adotada pela presidência. O foco permanece em extrair o melhor rendimento possível do elenco atual com a estrutura que já está paga e disponível.
Roger Machado mantém aproveitamento dentro da meta
Roger Machado completou recentemente dois meses de trabalho no Centro de Treinamentos da Barra Funda. O técnico chegou com a missão de dar estabilidade ao time em um ano de transição política. Apesar das críticas de parte da torcida e da oscilação em clássicos, os números mostram um aproveitamento que mantém o time no primeiro pelotão da tabela nacional.
Até o momento, o treinador comandou a equipe em 16 oportunidades oficiais. O saldo apresenta sete vitórias, quatro empates e cinco derrotas. Na classificação atual do Campeonato Brasileiro, o São Paulo ocupa a quarta colocação, dentro da meta estipulada pela diretoria de terminar a competição entre os seis primeiros colocados. Massis pediu calma aos torcedores e reforçou que o objetivo principal é o retorno sustentável ao torneio continental.
Estabilidade como prioridade em ano de reconstrução
A postura de Massis reflete uma estratégia de médio prazo para o clube. O presidente reconhece as limitações financeiras e busca evitar gastos adicionais com rescisões contratuais. A permanência de Roger Machado representa uma tentativa de manter a continuidade do trabalho técnico sem comprometer ainda mais o caixa já deficitário do Tricolor.















