Menino de 9 anos descreve horror ao escapar de tiroteio em mesquita de San DiegoPor Jeronimo Santos
3 min de leitura
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Odai Shanah, de nove anos, presenciou momentos de puro terror na segunda-feira dentro do Centro Islâmico de San Diego. O menino testemunhou um tiroteio que matou três adultos ligados à instituição, incluindo um segurança que impediu uma tragédia maior, e agora relata sua experiência de forma crua e impactante.
Durante o ataque, Odai e dezenas de colegas foram apinhados em um armário enquanto tiros ecoavam pelo complexo. A sequência de disparos entre 12 e 16 projéteis durou o suficiente para que o menino tremesse de medo ao lado dos companheiros de classe. Após o cessar-fogo, policiais da unidade tática gritaram de fora: “OK, abram a porta”, marcando o fim do confinamento forçado.
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Crianças expostas a cenas traumáticas durante evacuação
Quando guiadas para fora do prédio em fila com as mãos para cima, Odai e os demais menores foram expostos a cenas horríveis. “Vimos um monte de coisas horríveis, pessoas deitadas e, sim, coisas horríveis”, descreveu o menino à Reuters. Seu relato evidencia o impacto direto da violência armada em populações vulneráveis, especialmente crianças.
A mãe de Odai emigrou da Faixa de Gaza há duas décadas, buscando segurança para sua família no sul da Califórnia. Após permitir que o filho compartilhasse seu testemunho, ela contribui para o entendimento público sobre o alcance psicológico de ataques dessa magnitude.
“Minhas pernas tremiam e minhas mãos e minha cabeça doíam muito. Eu me sentia como uma pedra”, disse Odai, descrevendo o estado físico e emocional imediato após a evacuação.
Vítimas fatais e suspeitos no ataque
O tiroteio no Centro Islâmico deixou um saldo de cinco mortes, sendo três adultos afiliados à mesquita. Dados da investigação:
- Um segurança morto (agentes confirmam papel crucial em evitar mais vítimas)
- Dois outros adultos ligados à instituição mortos
- Dois suspeitos, de 17 e 18 anos, mortos (aparentemente por suicídio em veículo roubado)
A polícia de San Diego confirmou estar investigando o caso como crime de ódio. O chefe Scott Wahl declarou na segunda-feira que “definitivamente houve retórica de ódio envolvida” e apontou a descoberta de um bilhete pela mãe de um dos suspeitos. Segundo Wahl, havia “discurso de ódio generalizado”, embora nenhuma ameaça específica tivesse sido direcionada a instalações ou locais antes do ataque.
Contexto de violência armada entre menores nos EUA
O caso de Odai exemplifica uma realidade gritante nos Estados Unidos. Dados de saúde pública confirmam que a violência armada é a principal causa de morte entre adolescentes e crianças pequenas do país, afetando jovens de forma direta ou indireta em proporções desproporcionais.
A testemunha infantil forneceu seu relato comovente semanas após o incidente, após consentimento parental. Sua narrativa traz à luz não apenas os fatos do ataque, mas as cicatrizes psicológicas duradouras que eventos desse tipo deixam em menores submetidos a experiências traumáticas extremas.















