Rolls-Royce apresenta Spectre Series II com 18% mais autonomia e até 670 cv no Black Badge

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Spectre Rolls-Royce

Spectre Rolls-Royce - Divulgação

A Rolls-Royce revelou a Spectre Series II e a variante Black Badge Series II. O modelo elétrico, segundo mais procurado da marca em 2025, recebeu atualizações técnicas focadas em desempenho, alcance e refinamento. A mudança mantém o DNA de silêncio e luxo da fabricante britânica.

O cupê elétrico lançado originalmente em 2022 evolui sem alterar sua proposta principal. Clientes valorizam o equilíbrio entre presença imponente e uso cotidiano. A atualização reforça esses atributos com ganhos mensuráveis em bateria e motorização.

Atualização técnica amplia alcance e força

A principal novidade está na autonomia. A Rolls-Royce informa ganho de 18% no ciclo WLTP, que agora chega a 628 km. O tempo de recarga caiu 14%. O modelo adotou o padrão americano de carregamento, o que facilita o acesso a redes de alta velocidade em expansão.

Na versão padrão, o Spectre entrega 593 cv e 1.016 Nm de torque. A Black Badge Series II eleva o patamar. Em Infinity Mode, a potência atinge 670 cv. No Spirited Mode, o torque sobe para 1.100 Nm. A marca descreve o conjunto como reforço de caráter, sem mudar o comportamento progressivo e silencioso típico dos Rolls-Royce.

  • Autonomia estimada: 628 km (WLTP)
  • Redução no tempo de recarga: 14%
  • Potência padrão: 593 cv e 1.016 Nm
  • Black Badge Infinity Mode: até 670 cv
  • Black Badge Spirited Mode: até 1.100 Nm

Esses números posicionam o Spectre como opção competitiva no segmento de ultraluxo elétrico. A marca evitou transformações radicais. Preferiu aprimorar o que já funcionava para o público-alvo.

Personalização Bespoke ganha mais opções

O Spectre se consolidou como plataforma para encomendas exclusivas. A procura por personalizações fica atrás apenas do Phantom. A Series II expande esse potencial com novos materiais e acabamentos.

O interior recebe o Duality Twill, tecido de rayon feito a partir de bambu. Uma opção pode incluir até 2,6 milhões de pontos de costura e mais de 16 km de linha, com processo que dura até 25 horas. O Placed Perforation cria padrões perfurados em couro inspirados em nuvens iluminadas pela lua. Há também o novo acabamento em madeira Brindled Walnut, com nogueira e fibras residuais de eucalipto.

O painel iluminado agora se estende por toda a largura da cabine com 8.108 pontos de luz. Um relógio inspirado em instrumentos de aviação ocupa posição central, ao lado de uma pequena Spirit of Ecstasy iluminada. No Black Badge, detalhes externos em Iced Black com acabamento fosco aumentam a presença visual, junto com novas rodas.

Esses elementos transformam o carro em peça quase única. Clientes tratam o Spectre como tela para expressão pessoal.

Uso real guia o desenvolvimento

A Rolls-Royce analisou dados de proprietários para orientar a atualização. O Spectre costuma ser o segundo veículo em garagens que reúnem até sete carros da marca. Mesmo assim, a quilometragem média anual fica em torno de 6.437 km, similar a outros cupês como Wraith, Dawn e Phantom Coupe.

Alguns donos superam com folga essa média. Um cliente europeu rodou mais de 48 mil km em dois anos. A maioria carrega o veículo em casa e dirige pessoalmente, em vez de usar motorista. O modelo de preço milionário — que pode ultrapassar R$ 3 milhões — ganha uso prático apesar do status.

Essa realidade influenciou as prioridades da engenharia. O foco ficou em autonomia, recarga e refinamentos que facilitam o dia a dia, sem sacrificar o conforto característico.

Estratégia da Rolls-Royce no segmento elétrico

O lançamento ocorre em momento de debates sobre eletrificação no luxo. Outras marcas enfrentam resistências ou adiam projetos em categorias esportivas. A Rolls-Royce seguiu caminho próprio ao lançar o primeiro elétrico em 2022 e agora refinar o produto com base em aceitação real.

A Series II não busca futurismo forçado. Reforça silêncio, força progressiva e liberdade de customização. O resultado mantém o carro como referência de ultraluxo elétrico, alinhado à expectativa dos clientes.

A atualização consolida a posição do Spectre. Ele demonstra que a transição para elétricos pode ocorrer de forma orgânica na marca, preservando identidade centenária enquanto atende demandas modernas de desempenho e autonomia.

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